Capítulo 13

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Quem é capaz de explodir de raiva, também é capaz de explodir de amor.

May

Começo à ouvir algumas vozes ao meu redor, uma claridade começa à incomodar meus olhos, e uma dor na cabeça também, junto com um incômodo no ombro.

Aos poucos vou abrindo meus olhos e vejo um rosto próximo ao meu, próximo até demais, não reconheço de imediato, olhos escuros e expressão preocupada.

- Ela acordou....graças à Deus. - ele diz olhando para alguém ao lado. - Consegue levantar?- pergunta e eu concordo, quando olho em volta me dou conta que estou no Central Park. E esse rosto é do Brahim, o rapaz que conheci mais cedo na time square.

- O quê aconteceu?- pergunto confusa, algumas pessoas estão me olhando, e isso me deixa incomodada, não gosto de ser o centro das atenções.

- Eu inventei de fazer snowboard e acabei te atropelando. - ele me ajuda à ficar de pé, não acredito que fui atropelada, esse Natal está cada vez mais perfeito, suspiro desanimada.

- Quem faz snowboard no Central Park?- minha indignação escapa da minha boca.

- Eu...- ele responde envergonhado. - Me desculpe mesmo, quer ir para um hospital?- balanço a cabeça negando, tudo que não preciso é de uma conta de hospital alta na minha vida, e nem teria como pagar.

- Estou bem...agora preciso ir...- falo apressada.

- Vou te levar até sua casa. - a família dele concorda, dizendo que é o certo à ser feito.

- Não precisa, vou de metrô. - ainda estou inconformada com as pessoas me olhando com pena, não gosto desse tipo de olhar.

- Acabei de chamar um uber pra você.- não precisa disso tudo, mas tudo que eu quero é chegar em casa logo.- É a terceira vez que nos encontramos só hoje. - ele diz sorrindo e que sorriso... foco Mayara esse Natal já teve muitos acontecimentos para um dia.

- Então vou indo...- a pequena multidão que se juntou para ver minha queda foi se dispersando.

- Vou esperar junto com você, até o uber chegar.- Brahim o atropelador, começa à me seguir.

- Não precisa. - digo sem me virar, estou com dor no corpo e dor da rejeição, como fui burra em acreditar que Chris havia se interessado por mim.

- Eu faço questão.- ele segura meu braço, me viro furiosa.

- Eu já disse que não precisa, já não basta ter me atropelado?!- digo com raiva e ele solta meu braço.

- Desculpa, Não foi minha intenção.- seus olhos escuros ficam magoados, então começo à caminhar para fora do parque.

O uber não demora à chegar e logo estou em casa, me segurei ao máximo para não chorar dentro do carro, seria mais um olhar de pena que eu ganharia neste dia horroroso.

Fui direto pro meu quarto, quando deitei na minha cama, desabei. Meu choro era um misto de dor física e emocional, abracei o travesseiro e adormeci.

Acordei com o despertador do celular e não tinha vontade alguma de levantar pra ir trabalhar, tudo que eu queria era ficar em casa e chorar o dia todo.

Tomei um banho rápido para despertar, e fui para a estação do metrô, nem café tomei, nem vi a Rita também, tudo que não preciso é ter que explicar a minha cara de choro.

Desci na estação de Manhatam, caminhei até a cafeteria e vi alguém com um físico avantajado próximo à entrada do estabelecimento, Henry Cavill!

- Bom dia!- ele disse quando me viu.

- Bom dia!- respondo sem ânimo. - Voltaram?- pergunto e ele balança a cabeça negando.

- Ela não quis voltar comigo.- responde triste.

- Sinto muito!- sinto pena dele, mas não posso fazer nada, mal dou conta dos dramas da minha vida.

- May... Chris quer falar com você...- levanto a mão fazendo sinal para que ele pare.

- Não tenho nada pra falar com ele. A mensagem dele foi bem clara.- vou entrar na cafeteria, mas Henry não me deixa passar.

- May se acalme. - ele está tão calmo e isso me irrita.

- Estou calma, agora vou deixar as coisas claras também, pessoas como vocês não se envolvem com pessoas como eu e sua namorada, mundos diferentes não se misturam. - digo com raiva...raiva de mim por ser tão ingênua, raiva de tudo.

Ele me olha em choque.

- Que pensamento ultrapassado May. - tenta argumentar.

- Sua namorada deve pensar o mesmo, porque somos nós quem sentimos o peso deste tipo de relação.- digo ainda mais furiosa.

- Não é bem assim...- dou um sorriso amargo.

- Claro que é... Eu cansei de ser tão ingênua, quando que um astro de Hollywood iria se apaixonar por uma simples balconista de café?- minhas lágrimas me traem.- E ainda prometeu se divorciar da mulher e o pior de tudo, eu acreditei, sempre me achei muito esperta em não cair nesse tipo de coisa, mas bastou 12 horas dentro de um avião, pra chegar aqui e virar uma burra iludida.- saiu como um desabafo.

- Não sabia que você se sentia assim. - ele diz com pesar.- Mas não foi assim ...- ele ainda tenta defender o amigo e isso me enfurece ainda mais.

- Para de defender ele, eu também tive culpa nessa história em acreditar na coisa mais clichê desse mundo,  " Vou me separar " blá blá blá....isso tudo é mentira. - minha voz sai arrastada por causa do nó que se formou na minha garganta.

- May você está muito nervosa, se acalme. - ele diz preocupado.

- Eu não vou me acalmar...sabe por que? Cansei de ser calma, de ser amistosa, cansei de acreditar em promessas falsas...- a mensagem dele ainda está rodando na minha mente.

- Conversa com ele May. - Nunca!

- Não! Não quero saber de nada que venha dele, a partir de agora deixei de ser iludida, príncipes não existem, muito menos contos de fadas. E quer um conselho? Aceite que perdeu sua namorada, ela não vai voltar pra você, ela merece ter uma vida normal e junto com você ela nunca terá isso, se a ama de verdade ,prove, deixando ela ter uma vida normal com alguém comum.

Vi ele engolir em seco, não gosto de magoar ninguém, mas estou tão triste e magoada que isso se expandiu de mim.

Sem dar chances dele responder, entrei na cafeteria.

May pistolando tudo e todos, fiquei com pena do Henry 😔

Secret_May96 🍬
#chrismay

🄲🄷🅁🄸🅂🄼🄰🅈

Love in the darkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora