capítulo 22

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Chris

May está ignorando todas as minhas mensagens, já são duas da tarde e nada dela me responder.

Vamos gravar cenas externas e tá um frio intenso, essa cidade poderia ser menos gelada.

- Esse terno não vai nos proteger do vento gelado.- Henry comenta. - Colocou roupa térmica?- balanço a cabeça confirmando.

- Não gosto de gravar no frio.- resmungo.

- Ninguém gosta, mas tivermos sorte, nosso querido diretor queria gravar algumas cenas em Chicago, aí sim estaríamos perdidos. - faço uma careta.

- Se fosse gravar em Chicago eu com certeza recusaria o papel.- esfrego uma mão na outra.

- Duvido, recusaria mesmo?- me questiona.

- Não chegaria à tanto, mas aumentaria meu cachê.- sorrio.

Fomos gravar as externas e tinha hora que eu não sentia minhas mãos, o vento era cortante, várias vezes tinha que voltar e regravar a cena, o áudio ficava comprometido devido ao vento.

O dia passou, longo e gelado, tudo que eu queria era uma cama quentinha, e meu bombom pra dormir de conchinha.

- A May não respondeu minhas mensagens.- falo já dentro do carro.

- Chris ela passou o dia com a minha pequena, dá espaço pra menina. - o olho atônito.

- Nossa, diz a pessoa que ficou no pé da ex até voltar. - digo e ele nada responde.

- Vou te deixar no seu apartamento e vou buscar a pequena na Broadway.- fala olhando pro relógio.

- Sua namorada gosta de musical?- não estou surpreso.

- Ela e a sua May.- responde.

- A May foi assistir também?- ele balança a cabeça.- Eu não vou pro meu apartamento, vou junto com você, quero ver ela. - sou convicto.

- Ela te ignorou por algum motivo.- ele resmunga.

- Preciso falar com ela, por favor. - imploro.

- Tudo bem!- o convenço. 

Ele parou o carro próximo à saída do teatro, e as pessoas estavam saindo, logo vi Edi a pequena do Henry vindo na frente, ele abriu um sorriso quando a viu, tá apaixonado mesmo.

Logo atrás vi a minha bombom, parecia estar feliz, e ao seu lado notei uma figura masculina.

Era um pouco mais alto que ela, cabelo escuro e cara de universitário. O jeito como conversavam, isso me deixou muito incomodado.

Estavam de braços dados, mas o que é isso?

- Mas que porra!- esbravejo.

May, horas atrás

Nem fui pra minha casa, tomei banho na casa da Edi, me troquei por lá mesmo, seria muito cansativo ir até o Queens e voltar pra Manhatam.

Eram quase oito da noite e estávamos nos aproximando do teatro, eu sentia um misto de nervosismo com ansiedade.

Procuramos nossos lugares e fiquei observando o quanto era imenso esse teatro, parecia um sonho mesmo.

Não notei quando alguém sentou ao meu lado, quando me virei vi um par de olhos escuros bem familiares, cujo o dono já me atropelou uma vez com uma prancha e quase repetiu o feito, com um carro.

- Ser atropelada dentro da Broadway é chique. - sussurro pra ele que sorri ao me ver.

- Estou sem carro e sem prancha. - mostra as mãos vazias.

Love in the darkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora