Capítulo 2

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O destino baralha as cartas, e nós jogamos.

May

  - Ele gostou de você May. - Michele fala baixinho rindo.

  - Pelo amor de Deus Michele ele é casado.- ela arqueia uma sobrancelha.

  - Esses famosos não levam á sério seus relacionamentos. - fico em choque, duvido que Chris seja desse tipo.

  - Talvez ele queira uma ...

  - Amante.- Janice fala.- Aproveita May, você se dar bem.

  - Eu não vim até aqui pra virar amante de homem casado. - digo um pouco irritada. - E Chris Hemsworth é uma pessoa pública é natural ser simpático com os fãs. - quero encerrar essa conversa.

  - Ser simpático é diferente de flertar.- Michele insiste em falar que ele estava me paquerando.

  - Oi? Vocês estão muito loucas pra uma sexta feira de manhã. - elas se olham. - O que foi?- reviro os olhos ainda mais nervosa.

  - May, ele não parava de te olhar...- meu coração dispara de uma maneira brusca.

  - Vamos parar com esse assunto?- dou as costas pra elas, que ainda cochicham, mas ignoro.

   Até parece que aceitaria ser amante, nem que fosse do Chris... apesar de adorar ele, não posso fazer isso, e quem disse que ele quer? Minha mente fala debochada, tem razão Chris Hemsworth jamais se interessaria por mim, tenho no mínimo uns 15 anos há menos que ele, óbvio que ele é assim com todo mundo.

Chris

  - O que deu em você Chris?- Mark questiona depois que saímos da cafeteria.

  - Como assim?- finjo inocência, mas sei do que ele está falando.

  - Flertando com a moça da cafeteria, ela é uma criança...- eu paro para olha-lo.

  - Eu não estava flertando com ela Mark. - Ele me olha desconfiado. - Só achei ela bonita, normal olhar.- dou de ombros.

  - Você é casado.- gesticulo com as mãos.

  - Eu sei disso Mark. Não estava flertando com ela.- digo tentando ser convincente.

  - Essa moça chamou sua atenção, eu te conheço cara.- suspiro fundo.

  - Ela só...- tento encontrar as palavras certas.- Ela tem algo no olhar que me atrai, me faz querer desvendar aquele mistério. - coloco minha mão na cintura. - É só curiosidade. - falo.

  - Não estrague sua família por uma aventura sexual Chris. - reviro os olhos.

  - Não sou um pervertido Mark. Ela é diferente...- ele ainda me olha com desconfiança.

  - Chris, somos tentados o tempo todo em todos os lugares, mas temos que pensar com clareza, afinal é nossa carreira que está em jogo.- preciso encerrar essa conversa maluca.

  - Vamos logo pra coletiva.- digo e ele concorda.

  - Juízo Chris. - Mark consegue ser chato quando quer.

   A coletiva foi cansativa, eu amo meu trabalho mas as vezes me sinto esgotado.

  À tarde gravei um comercial pra marca Calvin Klein, foi puxado também.

  Quando cheguei no meu apartamento, deitei no sofá pra relaxar um pouco, então a imagem da moça da cafeteria me vem na mente.

  - May...- digo como se fosse um doce em minha boca.

  Mark estava errado, não estava flertando com ela, mas confesso que fiquei encantado. Seu olhar era tímido e misterioso ao mesmo tempo, lembrei de seu sorriso singelo, acabei sorrindo junto. Sou um homem de quase quarenta anos, mas me senti um adolescente quando vi seu sorriso iluminar o rosto. Tive vontade de fazer carinho em seu rosto quando ela ficou vermelha de vergonha.

   Preciso me livrar desses pensamentos, tenho uma família, mulher, filhos, uma reputação...

  Meu celular toca é Mark.

  - E aí Mark?- atendo.

   Ele diz que está atrasado pra pegar seu vôo até Los Angeles, então me pediu pra leva lo até o aeroporto, claro que não neguei ajuda. Somos amigos há anos o considero da família.

  Saio às pressas do meu apartamento e pra piorar começou a chover, chuva em Nova York costuma travar o trânsito. Pego ele no hotel Mark vai falando todo o trajeto que devo pensar na minha família blá blá blá....apenas concordo com ele.

  Após deixar ele no aeroporto, sigo de volta pro meu apartamento, mas resolvi passar em frente à tal cafeteria foi meio que automático e pra minha surpresa a moça dos olhos brilhantes estava saindo, observo ela por uns instantes.

  Ela não é alta, nem muito baixa, deve ter uns 1,65 , tem um corpo esbelto, um cabelo na altura dos ombros todo cacheado, queria sentir o perfumes dos seus cabelos, me repreendo logo em seguida por ter esse tipo de pensamento.

  Tudo que eu queria sentir a maciez de sua pele cor de amêndoas em meus dedos e mergulhar naquele olhos misteriosos, Santo Deus olha o nível dos meus pensamentos...

   Passo a mão no rosto tentando dissipar esses pensamentos, eu sou casado repito várias vezes.

  Paro o carro próximo à ela, que mexe no celular distraída.

  - Oi! Quer carona?- digo abaixando o vidro.

  - Não... não precisa, obrigada. - ela mal me olha, parece um pouco assustada.

  - Vai começar a chover, te deixo em casa.- com muito custo, ela entra no carro. Quando sinto seu perfume invadir meu nariz, tenho que me controlar pra não fazer algo impensado.

  -  Por que vai me dar carona?- pergunta desconfiada.

  - Por que eu não daria?- devolvo a pergunta.

  - E por que você daria?-parece um passa ou repassa.

- Porque Eu ainda sou digno.- faço a pose do Thor segurando o Mjolnir, ela me olha sem entender.- Essa é a hora que você dá risada.- digo frustrado com a piada que não deu certo.

  - Você é engraçado...- ela diz e solta uma risada gostosa, acabo rindo também.

  - No filme ficou mais engraçado. - digo sem graça.

  - Concordo. - balança a cabeça concordando.

  - Então onde você mora?- pergunto saindo com o carro.

  - Queens. - responde olhando pra frente.

  - Lá moram muitos brasileiros mesmo.- comento.

  - Como sabe que sou brasileira?- me olha e confesso que gosto quando ela olha pra mim.

  - Seu sotaque lembra Gisele Bündchen, então presumi que fosse do Brasil. - mentira, eu vi na bolsa dela uma bandeira do Brasil.

  - Ah.- suspira.

   A deixo na porta de casa, ela agradece e desce rápido como se fugisse de mim. Entra rápido na casa e eu fico parado como bobo sem saber o que fazer. Por que ela foge tanto de mim? Ou melhor, por que eu insisto em correr atrás dela?

Secret_May96

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Love in the darkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora