Chapter Thirteen

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Any Gabrielly

Vinte minutos depois, o fogo diminuiu pelo menos um pouco. Tempo suficiente para Josh e eu voltarmos a fazer o que sempre fizemos tão bem:

Brigar para usar o chuveiro.

— Ganhei a aposta do beijo com folga — digo, tentando beliscar o braço dele, caído sobre minha barriga.

— Aquele beijo foi péssimo, eu tomo banho primeiro. Um mês inteiro. Era o trato. Agora me deixa levantar.

— Sem chance. O beijo de ontem não foi péssimo. Prensei você contra a parede da cozinha e rolou total.

— Esse foi o segundo beijo — argumento, torcendo para que ele note meu tom de voz professoral. — O trato era referente ao primeiro.

— Não teve segundo beijo, foi uma continuação do primeiro. Achei que a gente tivesse concordado com isso ontem à noite. Você até me deixou escolher o canal.

— Bom, agora tive tempo de repensar as coisas — digo, tímida. — E decidi que quem ganhou fui eu.

— Ah, você decidiu — ele responde, se apoiando no braço para me olhar. — Então é assim?

Finjo pensar a respeito.

— É. Bem isso mesmo.

Ele estreita os olhos.

— Fiz você gozar. Duas vezes. Não pode ter dois orgasmos e ser a primeira a tomar banho.

Consigo levantar seu braço o suficiente para me desvencilhar.

— É por causa dos orgasmos que preciso de um banho. Estou toda... grudenta.

Ele ergue uma sobrancelha, depois senta, sem nenhuma vergonha de sua nudez.

— Ah, você quer entrar na parte logística da coisa. Vou mostrar pra você o que a gente tem que limpar primeiro.

Ele aponta para o chão, e eu olho para as camisinhas usadas.

Eca.

— Tô fora — dizemos ao mesmo tempo.

Saio correndo para o banheiro e dou um grito quando ouço seu "Nem fodendo!", seguido do som de seus pés no chão.

Estou quase fechando a porta quando ele a segura com a mão espalmada e entra comigo no banheiro.

— Seja cavalheiro, Beauchamp — digo aos risos.

— Seja uma dama, Gabrielly.

Estamos sorrindo um para o outro feito dois idiotas, e não entendo por que pensei que talvez não fosse dar certo. Claro, foi meio esquisito por, tipo, meio segundo, quando ele tirou minha blusa, mas depois foi... bom. Não, foi perfeito.

E, o melhor de tudo, foi divertido. Não é por isso que as pessoas fazem sexo?

Ele se aproxima de mim e dou um passo atrás, notando que não existe mais espaço entre mim e a banheira.

Quando percebe que não tenho para onde ir, ele para e se inclina um pouco na minha direção, então um pouco mais, e aí...

Ele enfia a mão atrás da cortina e abre a torneira.

— Espero que esteja esquentando a água para mim — digo quando ele endireita o corpo.

— Não. — Josh puxa a cortina. — Estou esquentando pra gente.

— Quê? Ah... ah! — exclamo quando suas mãos encontram minha cintura, me conduzindo para a banheira. Ele entra comigo, fechando a cortina para que fiquemos só nós dois lá dentro, com nossa nudez e o vapor da água.

Mais Que Amigos (Adaptação Beauany)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora