Chapter Twelve

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Josh Beauchamp

— Você primeiro — digo.

Any põe as mãos na cintura.

— De jeito nenhum. Você primeiro.

Dou um sorriso, tirando a camiseta por cima da cabeça antes que ela termine de falar.

Eu a jogo no chão.

Os olhos de Any se voltam para meu abdome descoberto.

— Você sabia que eu ia dizer isso — ela me acusa.

— Pois é. Agora é sua vez — insisto.

Ela não se move. Ficamos parados na frente um do outro.

— A porta está aberta — ela diz, toda puritana.

— Não tem mais ninguém aqui — respondo, com o que considero uma paciência admirável. — Só a gente.

— Mas...

Estou preparado para isso, então tiro eu mesmo a blusa dela. Por sorte, é uma camisetinha listrada fácil de arrancar.

— Joshua! — ela grita.

Jogo a blusa em cima da minha. Sucesso!

Só que não me sinto tão triunfante.

Porque, apesar do papo de barriga estufada e sei lá o que, do meu ponto de vista ela é absolutamente perfeita.

Pensei que estivesse preparado, mas ao ver sua cintura fina e seus peitos grandes fico com a boca seca, e meu cérebro não consegue funcionar direito.

Sem mencionar o pau duro.

Minha resposta ao corpo dela deve ter feito com que ganhasse mais confiança. Sua apreensão desaparece diante dos meus olhos, substituída por um sorrisinho malicioso.

— Sua vez — ela diz, toda meiga, voltando a colocar as mãos na cintura, mas dessa vez de um jeito lento e provocativo, enquanto inclina o quadril para o lado.

Meus movimentos não são tão naturais dessa vez.

Consigo abrir a calça jeans tranquilamente, mas, na pressa de tirar a roupa, esqueço que ainda estou de sapato, então preciso ir cambaleando até a cama para me livrar deles.

Any ri da minha falta de jeito, e eu jogo a calça em cima dela.

Estou com tesão pra caralho, e com a impressão de que o sexo com Any pode ser divertido como nunca.

Jogo as mãos para trás, usando apenas uma cueca boxer ao me apoiar na cama. O riso dela morre aos poucos.

Any leva o polegar à boca e morde a unha.

Está nervosa.

E eu vou mudar isso.

Fico de pé e vou até ela bem devagar. Ficamos cara a cara. Ela está com um sutiã preto de renda bem decotado, mas faço força para olhar apenas para seu rosto.

— Me beija — peço.

— Hã? — Any está olhando para minha cueca. Ou melhor, para o volume dentro dela.

— Me beija. — Dessa vez é uma ordem.

Os olhos dela encontram os meus por apenas um momento, como se procurasse uma confirmação.

Então parecem encontrar, porque baixam pra minha boca e ficam nebulosos.

Eu me aproximo, inclinando a cabeça de leve para que fique mais fácil me alcançar.

Mais Que Amigos (Adaptação Beauany)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora