Josh Beauchamp
— Você primeiro — digo.
Any põe as mãos na cintura.
— De jeito nenhum. Você primeiro.
Dou um sorriso, tirando a camiseta por cima da cabeça antes que ela termine de falar.
Eu a jogo no chão.
Os olhos de Any se voltam para meu abdome descoberto.
— Você sabia que eu ia dizer isso — ela me acusa.
— Pois é. Agora é sua vez — insisto.
Ela não se move. Ficamos parados na frente um do outro.
— A porta está aberta — ela diz, toda puritana.
— Não tem mais ninguém aqui — respondo, com o que considero uma paciência admirável. — Só a gente.
— Mas...
Estou preparado para isso, então tiro eu mesmo a blusa dela. Por sorte, é uma camisetinha listrada fácil de arrancar.
— Joshua! — ela grita.
Jogo a blusa em cima da minha. Sucesso!
Só que não me sinto tão triunfante.
Porque, apesar do papo de barriga estufada e sei lá o que, do meu ponto de vista ela é absolutamente perfeita.
Pensei que estivesse preparado, mas ao ver sua cintura fina e seus peitos grandes fico com a boca seca, e meu cérebro não consegue funcionar direito.
Sem mencionar o pau duro.
Minha resposta ao corpo dela deve ter feito com que ganhasse mais confiança. Sua apreensão desaparece diante dos meus olhos, substituída por um sorrisinho malicioso.
— Sua vez — ela diz, toda meiga, voltando a colocar as mãos na cintura, mas dessa vez de um jeito lento e provocativo, enquanto inclina o quadril para o lado.
Meus movimentos não são tão naturais dessa vez.
Consigo abrir a calça jeans tranquilamente, mas, na pressa de tirar a roupa, esqueço que ainda estou de sapato, então preciso ir cambaleando até a cama para me livrar deles.
Any ri da minha falta de jeito, e eu jogo a calça em cima dela.
Estou com tesão pra caralho, e com a impressão de que o sexo com Any pode ser divertido como nunca.
Jogo as mãos para trás, usando apenas uma cueca boxer ao me apoiar na cama. O riso dela morre aos poucos.
Any leva o polegar à boca e morde a unha.
Está nervosa.
E eu vou mudar isso.
Fico de pé e vou até ela bem devagar. Ficamos cara a cara. Ela está com um sutiã preto de renda bem decotado, mas faço força para olhar apenas para seu rosto.
— Me beija — peço.
— Hã? — Any está olhando para minha cueca. Ou melhor, para o volume dentro dela.
— Me beija. — Dessa vez é uma ordem.
Os olhos dela encontram os meus por apenas um momento, como se procurasse uma confirmação.
Então parecem encontrar, porque baixam pra minha boca e ficam nebulosos.
Eu me aproximo, inclinando a cabeça de leve para que fique mais fácil me alcançar.
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Mais Que Amigos (Adaptação Beauany)
FanfictionSerá que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível? Aos vinte e dois anos, a jovem Any Gabrielly leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melho...
