Chapter Eleven

150 12 2
                                        

Any Gabrielly

Continuo à espera de que as coisas fiquem esquisitas entre mim e Josh.

Me preparei para isso hoje de manhã, quando nos estranhamos por desconfiar que ele tinha usado minha toalha de novo.

(E usou. Sei muito bem.)

Fiquei à espera enquanto ele cantava junto, todo animado, as músicas do álbum da Taylor Swift que coloquei para tocar no caminho para o trabalho.

Fiquei à espera no caminho para casa, enquanto ouvia suas reclamações furiosas sobre seu mais recente projeto ter sido colocado em espera porque a verba foi usada em outro, que ele considerava "uma besteira total e completa".

Mas, quando Josh começa a se servir do frango à parmegiana que fiz para o jantar, ignorando deliberadamente a salada, meu medo desapareceu por completo.

Talvez a gente consiga fazer isso. Porque, por enquanto, a nudez iminente não abalou em nada nossa rotina.

Claro que a gente ainda não viu as partes íntimas um do outro. Esse vai ser o verdadeiro teste.

Dou uma espiada no relógio. Sete e quinze.

Quarenta e cinco minutos.

Fico à espera de que o nervosismo ou o arrependimento dê as caras.

Fico à espera...

E à espera...

Mas que nada. Estou empolgadíssima com a ideia.

— Ei, quer ir num karaokê na sexta? — ele pergunta.

— Ah, é — respondo, puxando um longo fio de mussarela e enfiando na boca enquanto arrumo a mesa da cozinha. — Sabina falou que Noah descobriu um lugar novo.

— Não sei se vai ser do nível do Cody's — Josh avisa, se referindo ao nosso karaokê favorito da época da faculdade. — Mas se estiver a fim eu encaro.

Dou de ombros.

— Claro.

Adoro karaokê. Adoro cantar de modo geral.

Josh está sentado à mesa na minha frente, enfiando um pedaço enorme de frango na boca, que um gole de cerveja ajuda a descer, então se recosta na cadeira.

— Ei, Sabina falou alguma coisa de mim?

Olho para ele, surpresa.

— Como assim? Quer saber se ela quer encontrar você debaixo da arquibancada do ginásio depois da aula?

— Você entendeu o que eu quis dizer. Fiquei com a impressão de que... ela estava me dando mole na hora do almoço.

Mastigo lentamente a salada antes de engolir.

— Bom... ela pegaria você fácil, se é isso que quer saber.

Ele levanta a camiseta, revelando o abdome perfeito.

— Quem não pegaria? — ele diz. — Mas não foi isso que eu quis dizer... Ah, esquece.

— Que foi? — pergunto, inclinando a cabeça.

— Só fiquei curioso para saber se você não contou a ela sobre nosso... acordo.

— Não — respondo enfaticamente. — Eu meio que estava pensando em manter em segredo. Pras pessoas não começarem a tirar um monte de conclusões erradas.

— Concordo — ele se apressa em dizer. — É que... fiquei com a sensação de que ela quer que eu a chame pra sair ou coisa do tipo. Vai ver sou só eu sendo convencido. Não deve ser nada.

Mais Que Amigos (Adaptação Beauany)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora