— Charlotte! Acorda Lotte!
A garota sentou assustada e levou as mãos aos olhos.
— Mãe?
Depois de esfregá-los, Charlotte conseguiu ver a figura de braços cruzados.
— Que ideia estúpida foi essa de não deixar o celular despertando? Se eu não tivesse acordada a mocinha iria perder o primeiro dia de aula!
— Eu... Eu não sei. Apaguei ontem à noite. Desculpa.
— Tudo bem, mas você tá muito atrasada! — balançou a cabeça murmurando um "tsc" — Não dá nem pra tomar café da manhã, vou preparar algo pra comer no carro, ok?
— Ok mãe, nem precisa fazer se não quiser também. Eu sou uma garota forte! — exclamou e arregaçou os braços para tentar mostrar o tamanho dos muques.
A vergonhosa e pequena curvatura do músculo pelo menos podia se justificar com a desculpa da fraqueza matinal.
— Para de gracinha e se arruma depressa! — disse beijando a testa da filha e saindo apressada do quarto.
Charlotte alcançou o celular na mesinha e arregalou os olhos: faltava apenas 15 minutos para o início das aulas. No mesmo momento, a garota abriu o armário e quase quebrou o cabide ao puxar o uniforme que havia sido entregue no dia anterior.
( ... )
Desceu apressada as escadas ao mesmo tempo que firmava a mala e a mochila amarela em seu ombro.
— Filha, aqui! vai pro carro que seu pai já tá te esperando.
Ana enfiou o pão na boca de Charlotte e a guiou em passos rápidos até a entrada da casa.
— Mãe, calma. — retirou o pão e deu um beijo na sua bochecha — Te amo, até logo!
— Também te amo Charlotte!
A garota olhou pra trás quando alcançou o carro, em seguida balançou a cabeça levemente e entrou no veículo.
"Nós vamos nos encontrar nos finais de semana, está tudo bem."
Pensou e se permitiu relaxar, aquela correria a cansou.
— Bom dia Lotte! Como tá se sentindo no seu primeiro dia de aula? — perguntou George, batucando os dedos no ritmo da musica baixa do rádio.
— Bom dia. Bem, não sei, tô meio nervosa. - murmurou enquanto brincava com os chaveiros presos a mala em seu colo.
— Vai dar tudo certo filha, você é uma garota incrível. — olhou a garota rapidamente e logo se voltou para a pista.
— Depois você se pergunta como fiquei tão convencida. — revela entre risos.
Charlotte observou as árvores secas e o céu que até aquele momento não se mostrara azul.
Na subida para o monte viu ao longe uma construção antiga. Quando o carro se aproximou conseguiu ler "Orfanato Jiono" em uma plaquinha na parede. Certamente a localização desse orfanato era no mínimo estranha.
O carro ficou levemente inclinado e fez as curvas da pista pelo morro. Em poucos minutos, chegou ao destino final: o Internato Helvede.
Dentro do carro parado, Charlotte encarou a imensa construção. Criando coragem, destrancou a porta do carro e abriu ela só um pouquinho.
— Pai, até mais! Não se esqueça de me ligar todo dia ok? — abraçou ele de lado.
— Pode deixar filha, eu nunca iria me esquecer disso.
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Helvede Game - Enhypen
Misterio / SuspensoCharlotte é uma garota aspirante a desenhista que também deseja ser uma atleta profissional. No entanto, após o fiasco na final do campeonato estadual de vôlei, ela se muda com a família para uma nova cidade e se matricula no misterioso internato no...
