2. Kapitel to

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— Charlotte! Acorda Lotte!

A garota sentou assustada e levou as mãos aos olhos.

— Mãe?

Depois de esfregá-los, Charlotte conseguiu ver a figura de braços cruzados.

— Que ideia estúpida foi essa de não deixar o celular despertando? Se eu não tivesse acordada a mocinha iria perder o primeiro dia de aula!

— Eu... Eu não sei. Apaguei ontem à noite. Desculpa.

— Tudo bem, mas você tá muito atrasada! — balançou a cabeça murmurando um "tsc" — Não dá nem pra tomar café da manhã, vou preparar algo pra comer no carro, ok?

— Ok mãe, nem precisa fazer se não quiser também. Eu sou uma garota forte! — exclamou e arregaçou os braços para tentar mostrar o tamanho dos muques.

A vergonhosa e pequena curvatura do músculo pelo menos podia se justificar com a desculpa da fraqueza matinal.

— Para de gracinha e se arruma depressa! — disse beijando a testa da filha e saindo apressada do quarto.

Charlotte alcançou o celular na mesinha e arregalou os olhos: faltava apenas 15 minutos para o início das aulas. No mesmo momento, a garota abriu o armário e quase quebrou o cabide ao puxar o uniforme que havia sido entregue no dia anterior.

( ... )


Desceu apressada as escadas ao mesmo tempo que firmava a mala e a mochila amarela em seu ombro.

— Filha, aqui! vai pro carro que seu pai já tá te esperando.

Ana enfiou o pão na boca de Charlotte e a guiou em passos rápidos até a entrada da casa.

— Mãe, calma. — retirou o pão e deu um beijo na sua bochecha — Te amo, até logo!

— Também te amo Charlotte!

A garota olhou pra trás quando alcançou o carro, em seguida balançou a cabeça levemente e entrou no veículo.

"Nós vamos nos encontrar nos finais de semana, está tudo bem."

Pensou e se permitiu relaxar, aquela correria a cansou.

— Bom dia Lotte! Como tá se sentindo no seu primeiro dia de aula? — perguntou George, batucando os dedos no ritmo da musica baixa do rádio.

— Bom dia. Bem, não sei, tô meio nervosa. - murmurou enquanto brincava com os chaveiros presos a mala em seu colo.

— Vai dar tudo certo filha, você é uma garota incrível. — olhou a garota rapidamente e logo se voltou para a pista.

— Depois você se pergunta como fiquei tão convencida. — revela entre risos.

Charlotte observou as árvores secas e o céu que até aquele momento não se mostrara azul.

Na subida para o monte viu ao longe uma construção antiga. Quando o carro se aproximou conseguiu ler "Orfanato Jiono" em uma plaquinha na parede. Certamente a localização desse orfanato era no mínimo estranha.

O carro ficou levemente inclinado e fez as curvas da pista pelo morro. Em poucos minutos, chegou ao destino final: o Internato Helvede.

Dentro do carro parado, Charlotte encarou a imensa construção. Criando coragem, destrancou a porta do carro e abriu ela só um pouquinho.

— Pai, até mais! Não se esqueça de me ligar todo dia ok? — abraçou ele de lado.

— Pode deixar filha, eu nunca iria me esquecer disso.

Helvede Game - EnhypenHistórias para pegar e não largar. Descubra agora