Charlotte levantou a sobrancelha e inclinou o rosto para a direita.
— Não. — ela respondeu.
— Eu só sinto o cheiro da merda de molho de tomate. — Mirae fez uma careta e saiu andando.
Charlotte semicerrou os olhos e observou as costas da garota, que agora empurrava as grandes portas do salão principal. Caiu na gargalhada e só parou ao perceber Jungwon a encarando.
— Ela mereceu ficar toda suja, tive sorte de pegar macarrão hoje, sabe? — deu um tapinha no braço do garoto — Ela jogou arroz em mim e outras coisas mas nenhuma era tão gosmenta igual o ma-
Charlotte interrompeu a própria fala. Finalmente se deu conta de que Jungwon provavelmente não ligava para as baboseiras que falara.
— Pois é. Então, sobre o negócio do sangue, eu não senti. — Charlotte recomeçou — Mas não duvido nada. Pelo o que eu sei, eles não utilizam métodos muito pacíficos, né?
Jungwon apenas assentiu, coçou a nuca e em seguida e se aproximou de Charlotte. Com o rosto dele a centímetros do seu, o coração bateu mais rápido e os olhos duplicaram de tamanho.
— Pronto.
Ele sorria enquanto mostrava o grão de arroz entre o polegar e o indicador.
— QUE SUSTO! — Charlotte suspirou e colocou a mão no peito — Eu achei que iria me beijar, mas ainda tá muito cedo pra você se apaixonar.
Jungwon gargalhou e tapou o rosto com as mãos.
— Ei, por que tá assim? Não era eu que deveria estar constrangida aqui? Você se insinuando assim pra cima de mim! — acusou.
Charlotte mirou o dedo no ombro dele e cutucou.
— Calma, calma. — ele finalmente parou de rir — Eu só tirei um arroz preso no seu cabelo. Vamos logo pro refeitório.
Charlotte assentiu e seguiu o garoto para fora do salão.
A garota sabia que era impossível alguém se apaixonar por ela, então se contentava em pelo menos tirar uma boa risada das pessoas.
( ... )
— A diretoria é bem legal, eu vi o sol lá sabia?
— Eu não vejo o sol a dois meses. — murmurou Yeoreum.
— O sol tava verde e parecia bem frio. — brincou Charlotte enquanto retirava o judogui.
As duas garotas estavam no vestiário após a aula de judô. Charlotte aprendeu novos golpes e até estreou um deles em Yeoreum, que após a queda se levantou e deu alguns tapas na garota.
Depois da retirada e devolução dos kimonos, saíram da sala e partiram para o quarto que compartilhavam.
— Yeo, como é estar em um Helvede Game?
Yeoreum parou subitamente e encarou a outra. Achou que Charlotte havia feito a pergunta de forma muito abrupta. Então voltou o olhar para cima por alguns segundos e suspirou.
— Horrível. A sensação de estar prestes a morrer é algo que você nunca esquece. — ela tremeu um pouco — Até me saí bem nos dois psicológicos que participei, mas Mirae quase não conseguiu ganhar o primeiro dela no último mês. Isso me dá medo, eu não quero morrer e não posso, mas perder minhas únicas amigas, não pode acontecer jamais. — se estabilizou e falou a última frase com muita força.
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Helvede Game - Enhypen
Misteri / ThrillerCharlotte é uma garota aspirante a desenhista que também deseja ser uma atleta profissional. No entanto, após o fiasco na final do campeonato estadual de vôlei, ela se muda com a família para uma nova cidade e se matricula no misterioso internato no...
