12. Kapitel tolv

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Charlotte sentiu o sangue morno escorrer por entre os dedos contraídos.

Para o seu desespero, o corte havia sido tão profundo que as falanges não se estendiam com facilidade. Então apenas as ergueu com a outra mão, as forçando a ficarem eretas.

Sua respiração era constantemente interrompida por soluços e lágrimas se tornavam vermelhas ao se misturarem com o sangue que melava sua bochecha.

Charlotte puxou a barra da calça com força, rasgando o tecido, e amarrou no punho com o auxílio da boca. Aquilo seria o bastante para proteger o ferimento até o fim do jogo.

Sem perder mais tempo, a garota tirou o capuz da cabeça e seguiu caminho. Afinal, faltavam 44 minutos para o fim do Helvede Game.

Charlotte correu pelos corredores até encontrar uma área de salvamento que aparentava ser bem tranquila.

A parede do labirinto era maior naquela parte, pois algumas plataformas apoiadas nela levavam até o boneco que estava grudado na parede, bem alto. Estranhamente, a superfície perpendicular ao piso gradeado era repleta de buracos.

As plataformas eram ligeiramente afastadas uma da outra mas Charlotte sabia que conseguiria.

E por isso apertou o botão.

As plataformas começaram a se mexer, entrando e saindo de dentro da parede acinzentada. Espinhos de metal gigantes e pontiagudos atravessavam os furos na parede, fazendo o mesmo movimento, só que em momentos diferentes.

Charlotte bateu na própria testa e sentiu vontade de chorar. Aquilo não seria nada fácil, levando em conta seu senso de ritmo no mínimo questionável.

A garota primeiro observou a rota e depois de alguns segundos pareceu entender o padrão.

Isso se provou um equívoco quando ela despencou do terceiro bloco, se esquivando dos espinhos que deveriam lhe furar o corpo pela lateral.

Por sorte, Charlotte aterrissou sobre os pés.

Depois de mais algumas tentativas falhas, a garota observou a pulseira e arregalou os olhos.

2 minutos.

Charlotte entrou em pânico, colocou as mãos na cabeça e observou mais uma vez o padrão antes de sair pulando.

Ela estava indo até bem, pois com tantas tentativas falhas, havia decorado o caminho até a quarta plataforma. A partir dali estaria ferrada mesmo.

A garota passou pelas três primeiras e quando ultrapassou a quarta começou a entrar em pânico.

"Se eu não morrer agora furada como uma peneira, morro dentro da prisão lá em baixo."

Charlotte respirou fundo e decidiu seguir os instintos.

Ela pulou para a quinta e logo em seguida para a sexta.

Restava apenas duas plataformas.

Pulou para a sétima, praguejando ao perceber que essa já voltava para a parede. Logo em seguida os espinhos saltaram para fora com velocidade.

Mas Charlotte havia sido mais rápida e pulou para a oitava e última plataforma com pressa.

Ela respirou fundo e se preparou. Aquele deveria ser o pulo da sua vida para que funcionasse.

E funcionou, apesar da mão ferida que doía como o inferno.

Charlotte estava pendurada pelas duas mãos no pé do boneco. Deu uma pequena impulsão e conseguiu envolver as próprias pernas no outro pé. Ela escalou o boneco e quando chegou em seu pescoço, mostrou para ele a pulseira.

Helvede Game - EnhypenHistórias para pegar e não largar. Descubra agora