Part 22

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–Deve ser tão bom poder realizar um sonho, Deena – disse Sam, suspirando.

–Depois você me conta como é. Vamos fazer isso agora ou trocar de roupa primeiro?

–Vamos acabar logo com isso – disse Samantha. – Depois você pode dar pulos de alegria no banheiro.

–Claro, enquanto você abraça o travesseiro.

–Não estamos indo a lugar algum assim.

–Certo. Como você disse... vamos acabar logo com isso.

Sam se levantou um pouco. Deena se encolheu.

–Só... relaxe. Você parece tão tensa – pediu Sam.

–Estou prestes a fazer a coisa mais constrangedora de toda a minha vida.

– É bom estar aqui para partilhar esse momento importante com você.

Sam se ajoelhou, ficando de frente para Deena, que ainda estava um tanto escorada nos travesseiros.

O único som que Deena ouvia era das batidas do próprio coração. Sam se aproximou, segurando-a pelos ombros e a trazendo para mais perto. A mão de Sam era quente e persuasiva.

Seus narizes se encontraram primeiro, e o de Deena se franziu graciosa e automaticamente. Samantha se controlou para não o morder, uma vontade inesperada e idiota. Deena a olhava, as bochechas um tanto vermelhas. Sam retribuiu o olhar, sentindo-a tensa.

Começou beijando seus lábios quase que sem querer, mas eles se entreabriram exatamente como Sam havia imaginado que iriam. E então Samantha jogou pela janela aquela ideia bonitinha de fazer tudo devagar, e a beijou de verdade.

Deena não poderia nem de longe ter se preparado para aquilo, então fechou os olhos e mal se concentrou em beijá-la de volta.

Deena era doce de uma forma que Sam desconhecia, antes que desse por si a tinha em seu colo.

Deena tinha as mãos em seus ombros, Sam sequer sentiu quando as unhas de Deena se cravaram em sua pele; o que poderia esperar depois de deslizar a mão de sua cintura até a lateral dos seus seios?

Era óbvio que Deena não estava usando sutiã, e aquilo nunca antes havia seduzido tanto Samantha. Apenas tecido branco e macio a separava da pele de Deena, e foi absurdamente fácil encontrar o pequeno zíper em suas costas.

Interrompeu o beijo, parando no lugar ao ver aquele rosto lindo todo vermelho, os olhos castanhos se abrindo devagar. Aqueles segundos de contemplação, contudo, tiveram seu preço - Deena recompôs-se fácil demais, sentindo onde a mão de Sam estava e se afastando.

Deena parecia quase assustada, e Samantha percebeu que não chegaria a lugar algum naquela noite. Sem paciência para ouvi-la dizer que havia ultrapassado os limites, quando Deena não havia feito esforço algum para impedi-la, balançou a cabeça e se levantou da cama.

– Samantha...

E não ajudava em nada o fato de Deena estar linda naquela cama, a saia do vestido branco espalhada pelo colchão aos seus pés. Sam sentiu a própria respiração difícil, e perguntou-se como nunca a havia desejado antes.

– Eu vou tomar um banho - decidiu, lhe dando as costas. Precisava mais ficar sozinha do que qualquer outra coisa, ou então lhe daria um motivo de verdade para reclamar sobre limites.

X---X

Deena afundou-se nos travesseiros ao ouvir a porta do banheiro bater. Seu corpo ainda estava quente, e isso a assustava.

Deena nunca havia sentido isso antes. De repente, todo aquele clichê de que o sangue pega fogo, sua mente fica vazia e você perde o ar se torna realidade. Deena ainda podia sentir as pernas bambas.

The Experiment (Versão Sameena)Onde histórias criam vida. Descubra agora