Vou dedicar esse aqui pra IzaRibeiro949 que eu já prometi a um milhão de anos e sempre esqueço kk
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–Vamos? – chamou Sam, baixinho, após alguns minutos. – O Sol vai se pôr e ele fica mais bonito se o olharmos dali.
–Vamos – concordou Deena e a soltou.
Sam se levantou e estendeu a mão para Deena, as duas desceram para mais perto do mar, Deena afundando os pés na areia molhada. O silêncio estava confortável, porque nenhuma delas estava com a mente longe, estavam de corpo e alma ali, aproveitando cada segundo juntas, andando em direção ao nada de forma completamente segura e foi nesse ritmo casual e impreciso que Deena procurou a mão de Samantha e a segurou ao redor da sua.
Deena sentiu primeiro a surpresa de Sam, depois a compreensão e, enfim, o momento em que Sam entrelaçou seus dedos nos de Deena, acariciando-a com o polegar.
–Você sente falta disso? – perguntou Deena, olhando para o mar e adorando sentir a espuma da água molhar seus pés enquanto andava.
–Do quê?
–De... não, de... alguém para...
–Segurar a mão? – sugeriu Sam e Deena assentiu. – Na maioria das vezes. – Sam suspirou. –Você não sente como as coisas deveriam ser? Foi o que você sentiu mais cedo, olhando o mar, era o cenário perfeito. Se você estivesse sozinha, esse momento teria se perdido, e são esses momentos que eu lamento ter que perder se estou sozinha. Como se uma parte da vida estivesse acontecendo e eu não percebesse.
Deena olhou pensativamente para frente, diminuindo o passo.
–Eu nunca havia pensado desse modo.
Sam apertou a mão de Deena mais forte.
–Mas você já sentiu isso antes, não foi? Como se de repente ficar sozinha mais um minuto fosse te asfixiar.
Deena assentiu, olhando para Sam.
–Muitas vezes e eu olhava pela janela e pensava o que estava faltando, o que eu não conseguia ver. Por que de repente tudo se tornara monótono. Quente, abafado e sem vida.
–Porque você precisava de alguém que atrapalhasse a sua vida meticulosamente organizada.
Deena riu, dando de ombros. Os raios já alaranjados do Sol batendo em seu rosto a faziam se sentir viva e leve.
–Talvez.
–Você fica bem quando está feliz – disse Sam, diminuindo o passo.
As bochechas de Deena ficaram vermelhas.
–Obrigada.
–Gostaria de deixá-la assim sempre – disse Sam, fazendo-a sorrir.
–Você consegue ser encantadora quando quer.
Sam sorriu.
–Vamos parar por aqui, o sol já vai se pôr.
Deena se virou para o horizonte, de fato, o sol estava começando a se fundir com o mar, o céu repleto de manchas que iam do rosado ao alaranjado. Sam a colocou na sua frente, a abraçando por trás e estremecendo ao senti-la aninhar-se em seus braços, era um sensação completamente nova, aquele calor humano, os sorrisos, as pegadas lado a lado na areia. Era incrível, imprevisível e totalmente correto e natural.
Sam a abraçou mais forte, e Deena fechou os olhos.
x-x
Por alguns minutos, tudo parecia perfeito para Deena, como se Deena finalmente estivesse bem, tranquila, aceita, confortada, querida, ninguém nunca havia dito o quão perfeito um abraço de Sam poderia ser, o quão a respiração de Sam em seu cabelo poderia soar natural, o quão Deena ficaria bem só por estar perto de Samantha e, por alguns minutos, Deena realmente sentiu tudo o que tantas musicas diziam, Deena se sentiu amada, e essa constatação, forte e imutável, a fez abrir os olhos e descobrir que o Sol já se fora, que só restavam alguns raios alaranjados e tardios no horizonte.
Deenamordeu o lábio. Estaria sentindo isso mesmo? Estaria Deena realmente... Mas seus pensamentos se interromperam quando Deena sentiu seus pés na água gelada.
–Vamos para o mar?– perguntou Sam com uma expressão pidonha.
Deena não respondeu, mas sorria de forma tranquila e segura, ela se virou para Sam a acompanhando em direção ao mar.
–A água está gelada – disse Deena, uma onda quebrou não muito distante de onde elas estavam e a espuma foi até a cintura de Deena, a fazendo tremer de frio.
Sam andou mais alguns passos, segurando uma das mãos de Deena. O vento do começo da noite soprou, fazendo Deena se retesar sob a água, as mãos de Sam estavam em sua cintura, a segurando contra si. As mãos de Deena estavam apoiadas em seus ombros e suas roupas molhadas estavam grudadas. Sam se aproximou de Deena, que mordeu o lábio inferior, seus narizes estavam a milímetros de se encontrarem e Sam podia ver em seus olhos que Deena estava passando por um furacão de sensações e pensamentos e, em um movimento suave, Sam se aproximou mais, seus lábios roçando nos de Deena.
–Não percebeu? Esse é mais um momento perfeito.
Deena estremeceu quando Sam a beijou, não foi programado nem previsto pelo roteiro. Foi como deveria ser, impetuoso, calmo, quente, morno, carinhoso e possessivo, uma confusão de sentimentos que a entorpecia.
Deena acariciou sua nuca, seu corpo tremendo, ela nunca havia sentido aquilo antes; nada havia sido tão intenso, tão mágico. Elas se separam no momento em que as primeiras estrelas surgiram, como se elas estivessem se escondendo para dar-lhes privacidade.
–Agora eu percebi – sussurrou Deena, sorrindo.
O coração de Samantha se acelerou como se sob uma droga alucinógena. Sam a abraçou mais forte e beijou seu nariz.
–Eu amo você.
O tempo parou para Deena, tudo entrou em câmera lenta, todas as sensações deixaram seu corpo. Foi só quando Deena compreendeu, como se uma gota de água gelada houvesse caído no vazio.
–Isso estava no Roteiro – murmurou Deena.
–Eu teria dito mesmo que não estivesse – respondeu Sam, segura, beijando sua bochecha.
–Eu...
Deena enterrou o rosto na curva do pescoço de Sam, a abraçando, o coração descompassado.
–Deena? O que foi? – perguntou Sam, surpresa.
–Eu... –murmurou Deena. – Eu não posso, Samantha.
O mundo de Sam saiu de foco.
–Deena...
–Eu estou confusa. Eu... – Deena mordeu o lábio, amaldiçoando-se por falar isso ao mesmo tempo em que o pescoço de Sam era tão confortável.
Sam olhou para o mar por alguns segundos, depois fechou os olhos.
–Tudo bem – sussurrou Sam, surpreendendo-a. – Vamos voltar para casa. Não me diga nada agora. Faça o que você sempre fez: Pense primeiro...
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The Experiment (Versão Sameena)
FanficUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
