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Deena ruborizou.
–Não no sentido figurado, claro – acrescentou Sam.
Deena rolou os olhos.
–Só não entorne nada, por favor.
Mas Samantha já havia ido e voltado com copos e travessas na mão; quando Deena se sentou na cama, a mesa estava posta diante dela – só que sobre o colchão.
–É. Porque se cair um farelinho no colchão, milhões de vermes subirão nessa cama e te comerão viva – disse Sam, tenebrosamente, se sentando ao lado de Deena.
–Engraçadinha. Eu nunca como na minha cama – acrescentou, pensativa.
–Eu gosto de fazer isso. Prato?
Deena passou o prato para Sam, que a serviu.
–Hum! Está quente – exclamou Deena, pegando o prato por baixo.
Sam soltou a colher com que se servia e pegou rapidamente uma almofada, a colocando no colo de Deena que colocou o prato sobre a almofada.
–Obrigada – agradeceu Deena
–Salvei sua vida. Se fossemos romanas, você me deveria servidão eterna.
–Bem vinda à França, então.
Samantha deu de ombros como quem lamenta, terminando de se servir.
Deena serviu um pouco da torta no próprio garfo e levava até a boca de Sam.
–Espera – disse Deena, parando no meio do caminho.
–Hum?
E Deena assoprou delicadamente, para esfriar. Qualquer coisa se aqueceu dentro de Samantha. E isso não tinha nada a ver com o prato quente sobre a almofada em seu colo. Não totalmente, pelo menos.
–Está quente? – perguntou Deena, depois de servi-la.
–Não – respondeu Sam, sorrindo. – Mas sabe qual é a melhor parte?
–Não faço ideia.
–Você esfriou minha comida. Você está cuidando de mim.
E Sam parecia genuinamente satisfeita com isso. Deena arqueou as sobrancelhas, um pouquinho ruborizada.
–E daí?
–E daí que você não quer minha língua queimada, no fim das contas.
–Lembra do item mais constrangedor do roteiro de hoje? – perguntou Deena.
–Humm... o coração na areia? – mas Deena semicerrou os olhos para Samantha, que deu de ombros. – Certo, o beijo.
–Exatamente. Eu não quero uma língua queimada na minha boca – e voltou a servi-la.
–Isso não mudaria nada. Eu consigo te dar o melhor beijo da sua vida com a língua queimada ou não – acrescentou Sam, sorrindo de forma convencida, se encostando folgadamente sobre os travesseiros.
–O seu ego... me comove.
–Só fale quando eu lhe permitir, serva – Sam afundou nas almofadas tal qual uma poderosa rainha faria. – Sirva meu vinho e me dê comida.
–E o que mais, te chamo de "majestade"? – perguntou Deena, cética.
–Sem dúvida – respondeu Sam, untuosamente. – Onde está minha comida, serva?
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The Experiment (Versão Sameena)
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
