Dália

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Baby love me all nightAlone with you - Ashlee

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Baby love me all night
Alone with you - Ashlee


O tempo perdido não poderia ser recuperado em dois meses. As fisioterapias pélvicas, os exercícios para o parto, e diversas outras coisas que S/n tinha programado para acontecer, estavam em atraso.

Tudo isso, misturado a ansiedade com a proximidade do parto, poderiam deixar muitos papais malucos, mas para S/n e Madara, aquilo significava tempo suficiente para curtirem juntos essa última etapa.

Como bons pais dedicados, eles participaram de sessões de fisioterapia, aulas para aprender a cuidar de um recém-nascido, clube da leitura, onde o único tema era “livros ensinando a como criar uma criança”, e outras coisas que envolvessem o bom desenvolvimento da pequena Uchiha.

O mundo fora do quarto de hospital estava prestes a desmoronar, Madara, e a grande maioria de seus funcionários, estavam sendo investigados como supostos mandantes pelos assassinatos dos membros do clã e conselho. Coisa que já era esperada por Madara.

O homem sabia que seria um dos principais suspeitos, então cuidou de aproveitar a situação para ocupar sua agenda com nada mais do que S/n. Desde os primeiros raios de sol, até o último minuto da noite, o Uchiha não deixava espaço para nada além delas.

Não apenas ele estava empenhado em dedicar a sua vida em função delas, mas toda a família Uchiha. E o que deveria ser um quarto tranquilo de hospital, transformou-se em uma ala Uchiha. Cabeleiras negras desfilavam vinte quatro horas por dia pelos corredores, indo e vindo até o quarto dela, oferecendo mundos e fundos para a pequena princesa.

Princesa.

Era isso que Dália era, a princesa do Clã.

Madara, como sempre, exagerou ao falar que meninas não costumam nascer em seu clã. E por mais que S/n custasse a explicar o sexismo por detrás de sua fala, os fatos a faziam perder os argumentos. A última menina a nascer, no clã Uchiha, fora a mais de duzentos anos atrás. 

Dália era a princesa do clã e ninguém conseguia afirmar o contrário.

Por ser filha de quem é, o posto é mais do que adequado para ela. Uma flor negra, de beleza sobrenatural e de dom aterrorizante.

Fora isso que S/n relatou horas antes da sessão de fisioterapia, quando seu marido perguntou sobre a personalidade da menina.

O dia estava puxado para ela, que precisava realizar diversos exercícios para facilitar o parto. O Uchiha observava atentamente as mulheres presentes, rindo das caretas que S/n fazia quando era forçada, por sua irmã, a fazer um movimento mais brusco.

— Por que Dália? — Hori bordava o nome da menina sobre os paninhos que seriam usados pela criança, observando como o azul-marinho dava vida ao branco inerte. 

— É meio trágico, — S/n se ajustou sobre a bola de pilates, buscando equilíbrio nas mãos de Amélia — mas adoro o caso da Dália negra.

— Credo S/n. — Amélia segurou sua irmã com firmeza, a ajudando a se mover sobre a enorme bola, em mais um exercício para soltar o quadril da grávida. — Não tem medo que a sua filha tenha o mesmo destino?

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