42. Amor; Palavra que não existe no vocabulário dele

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Abro meus olhos e encaro o teto, eu estava com tanto sono que nem percebi Alex se mexer ao meu lado, quando dei por mim ele passou a mão por cima de mim e entrelaçou os nossos dedos

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Abro meus olhos e encaro o teto, eu estava com tanto sono que nem percebi Alex se mexer ao meu lado, quando dei por mim ele passou a mão por cima de mim e entrelaçou os nossos dedos.

Sorri com o seu ato e me virei para ele, seus olhos estavam fechados, ele parecia confortável e feliz, beijei seus lábios o fazendo retribuir.

Paramos o beijo por conta da falta de ar, ficamos só nos olhando.

Já fazia tanto tempo que não sabia como era bom estar com Alex, mas também não podia esquecer dos momentos em que brigávamos por coisas bobas, espero que estejamos tão maduros quanto no ensino médio.

-No que está pensando? -Pergunta me apertando mais em si.

-Em nós, tipo em como nós brigávamos por bobeiras como ciúmes. E que se estivermos juntos agora, vamos brigar por coisas de adultos. -Digo. Alex somente assente e me beija na testa, não vou mentir isso me irritou um pouco.

-Por que você é assim Alex? -Pergunto. Ele arqueia a sobrancelha e solta minha mão.

-Vou tomar um banho. -Disse e se levantou me deixando sozinha. Eu estava sendo trouxa de tentar o entender? Porque me parecia claro que Alex não me amava mais, não como antes, ele fugia das minhas perguntas como se elas fossem explodir ele e a família dele junto.

Me levantei da cama e coloquei minha camisola pouco me fudendo se alguém veria, não havia ninguém na sala, olhei o relógio e fiquei passada com o horário; 13:00 hrs. Dormimos tanto assim?

Olhei pelo fogão e não havia nenhuma comida que pudéssemos comer, bufei, eu não estava afim de cozinhar, eu só fiquei mais nervosa ao lembrar da minha pequenina, ela deve estar com Any até agora, se ela não estiver com Sabina, o que pode ser péssimo, Sabina é aquelas tias que suborna as crianças com doces só pra elas ficar caladas.

Olhei a bancada a procura de meu celular e só achei um papelzinho, o abri e estava escrito uma pequena frase: Estamos na avó de Noah voltamos á noite cuide do Alex, quando chegar quero detalhes.
Beijos, Any ;)

Boto o papelzinho no lugar e devido os olhos, eles querem tirar minha filha de mim só pode, abro a geladeira e agradeço a Deus por ter comida lá, era só esquentar no microondas e pronto.

Escuto Alex descer as escadas, não me importo muito, coloco a comida nos pratos e ponho um prato no microondas.

-Sofya. -Me viro e o encaro, ele estava com o cabelo molhado e sem camisa. Sexy. -Podemos conversar?

-Agora quer conversar? -Pergunto  debochando da cara dele. O apito do microondas soou, voltei e tirei o prato colocando o outro em seguida. -Pensei que estava nervoso demais para isso.

Sei que nesse momento ele deve estar com aquela cara de cu dele, ou então com aquela postura super sexy que ele faz quando está irritado. Tudo é sexy nesse homem.

Me viro para ele e eu estava certa, Alex estava fazendo a pose sexy, mordi os lábios involuntariamente fazendo Alex arquear a sobrancelha.

-Se você quiser podemos conversar lá em cima, na sua cama. -Ele diz se aproximando. Alex agarrou minha cintura e se aproximou do meu ouvido. -Você gemendo é melhor que Mozart e Anitta juntos.

-Alex. -Bato em seu braço fazendo ele rir. Se aquilo era pra ser sexy ele pirou de vez.

-Certo, está melhor pra conversar? -Cruza os braços. Vou até o microondas e tiro o outro prato de lá.

Me sentei de frente para Alex e logo começamos a comer, estávamos quietos, só comendo, eu não iria conversar com ele tão cedo, ele deveria se colocar no lugar dele.

Não quis conversar antes quando eu pedi, não vai conversar depois quando ele pedir. Está ouvindo? É o som do Lacre chegando.

-Sofya, quero me desculpar por mais cedo. -Ele diz e eu me ajeito na cadeira. -Eu agi como um idiota imaturo, mas você me conhece mais do que ninguém, sabe como lido com meus sentimentos.

-Tudo bem. -Respiro fundo e ajeito um fio de cabelo rebelde que insistia em cair no meu olho.

-Não, não está tudo bem, olha sua cara Princesa. -Segura minha mão e me olha nos olhos. -Sofya, do que mais você precisa que eu diga?

-Que você me ama, e que nunca mais vai me abandonar e que você vai cuidar de mim e da Luna pra sempre. -Digo sentindo as lágrimas vindo. Eu não acredito que estava dizendo uma coisa dessas.

-Sofya... -Ele olhou para baixo. -Não posso dizer essas coisas.

-Porque não? -Pergunto tentando não chorar.

-Porque eu não quero te enganar, muita coisa mudou durante esses anos, é difícil saber se o que eu sinto é saudades ou amor. -Ele diz, respiro fundo e assinto. Pego meu prato e levo para pia. -Sofya.

Vou para a pia e lavo os pratos me prendendo para não chorar, eu nem sabia mais o que sentir, ódio, tristeza ou decepção. Corri para o banheiro me tranquei lá, desabei em choro ali mesmo.

Escutei Alex bater na porta mas não o atendi, continuei ali parada no chão, limpei meus olhos e me olhei no espelho, ajeitei meu cabelo e vi meus olhos, estavam vermelhos.

Sai do banheiro e fui para meu quarto, pior ideia, o cheiro do Alex estava por todo o quarto, e isso me irritava mais ainda.

Alex entrou no quarto e se sentou ao meu lado.

-Porque insiste em ficar? Porque quer me ver sofrer por você seu idiota? Ou você está tentando se contrariar? -Pergunto irritada. Alex me surpreende com um beijo de tirar todo o fôlego que um ser humano pode ter.

-Pare de brincar comigo. -O empurro. Alex nega e me encara.

-Só você não vê, você tapa seus olhos porque está obcecada em ouvir, abra os olhos Sofya. -Ele se levanta. -Bom, preciso ir trabalhar, até mais.

Alex passa pela porta me deixando sozinha com meus pensamentos, será sobre o que ele falava?

Bad boy ||SoflexOnde histórias criam vida. Descubra agora