47. Não quero me iludir

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Ao chegar em casa, eu pedi para Sabina tomar conta de Luna e desci as escadas em direção á Alex, ele me olhou confuso, lhe entreguei minha bolsa e sorri

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Ao chegar em casa, eu pedi para Sabina tomar conta de Luna e desci as escadas em direção á Alex, ele me olhou confuso, lhe entreguei minha bolsa e sorri.

-Vou dormir na sua casa hoje. -Peguei meu óculos em cima da mesa e sai da casa.

O esperei encostada em sua moto, logo vi sua silhueta saindo pela porta da casa, ele estava lindo como sempre, o cabelo bagunçado, uma jaqueta de couro que o deixava mais gostoso ainda. Ele me entregou o capacete e subiu na mesma.

-Você simplesmente decidiu que iria lá para casa hoje? -Ele pergunta enquanto subo.

-Isso. -Percebo ele sorri. -Alex.

-Fala. -Ele diz se virando para mim.

-Deixa. -Digo e ele junta as sobrancelhas confuso. Mas não diz nada.

Seguro em sua cintura quando ele sai com a moto, quando percebo já estávamos no estacionamento de sua casa, a casa dele era grande, grande o suficiente para uma família morar nela, nem parece que ele mora sozinho nela.

-Mora sozinho aqui? -Pergunto ao entrarmos na casa. A casa era maior ainda por dentro, igual a de Sabina.

-Sim, essa casa era dos meus pais, mas como  eles não moram mais aqui, eles me deram. -Diz. Ricos da porra.

Ele vem até a mim e me abraça, sorrio com seu ato e abraço seu pescoço sentindo seu cheiro. Ele segura em meu rosto e beija minha bochecha e depois toca o seu nariz no meu.

-O que você faz comigo em Plotnikova? -Pergunta. Sinto meus pelos arrepiarem com sua fala.

Ele desce sua mão pelo meu braço esquerdo e logo entrelaça com a minha, sorrio com seu ato, ele me puxa para a cozinha e me põe sentada na cadeira de frente para o balcão.

-Esta com fome? -Pergunta. Nego, ele põe a mão na cintura e pensa.

-Então vamos ver um filme. -O encaro e faço careta. -Sofya, você não acha que nós dois só vamos transar né?

-É o que eu queria, mas já que o mocinho quer ver filme... -Digo me levantando da cadeira e indo até ele, ponho meus lábios perto do seu ouvido e sussurro. -Assim seja.

Quando eu ia sair ele agarrou minha cintura e me puxou para si, ele apertou minha cintura e me beijou, o beijo foi tão intenso que eu não conseguia nem processar as coisas direito, e quando eu ia tirar sua blusa ele me empurrou de leve, resmunguei.

-Filme. -Disse e foi para a sala. O que ele tá querendo em? Não faz o menor sentido para mim.

Me sentei no sofá e Alex se deitou colocando a cabeça na minha perna, ele olhava o filme concentrado enquanto eu fazia carinho no seu cabelo, o filme não estava me interessando tanto. Eu só conseguia o olhar, cada expressão que ele fazia ao ver o filme.

Eu estava muito apaixonada por ele, não podia negar, uma certa vez, uma senhora-vulgo minha avó- havia me dito que quando você ama uma pessoa durante muito tempo- mesmo ela estando longe- significa que vocês foram feitos para ficarem juntos para sempre.

E que um dia você a encontraria querendo ou não, destino filho da puta.

-Que filme triste. -Alex diz sem expressão nenhuma.

-Tem certeza de que foi triste? -Pergunto rindo.

-Absoluta. -Se levanta. Alex me estende a mão e o encaro com a sobrancelha arqueada. -Me da sua mão.

Ponho minha mão na sua e ele liga o rádio colocando em uma música aleatória, tocava Ed Sheeran. Típico.

Ele me puxou para si e segurou na minha cintura e minha mão, encostei minha cabeça no seu ombro e ficamos dançando, até que a música acabou, começou uma música agitada me fazendo sorrir ao ver Alex começar a fazer seus belos paços. Ele dança muito bem.

O segui e quando percebi estávamos no chão rindo que nem duas hienas, ele se aproximou devagar e me beijou, sorri ao senti-lo tocar nos meus braços com delicadeza.

Ele parou o beijo e eu me virei sentando entre suas pernas, ele me abraçou me fazendo sentir o coração ser espetado. Ele beijou minha bochecha e depois o pescoço me fazendo soltar uma risada por ter feito cósegas.

-Princesa? -Ele me chamou perto do meu ouvido. Senti tudo arrepiar, resmunguei em forma de resposta. -Você pensou direitinho?

-Sobre? -Pergunto tentando lembrar. Senti ele abrir um leve sorriso por ele estar com os lábios nos meus ombros.

Ele suspirou e se aconchegou mais.

-Sobre vir morar comigo, você e Luna. -Diz. Respiro fundo e mordo os lábios.

-Alex, eu preciso de mais tempo para pensar. -Digo e ele assente. Me virei para ele e o olhei. -Eu te amo demais, mas eu preciso saber se eu não vou me machucar novamente.

-Você tem a minha palavra Sofya. -Ele diz sério. Respiro fundo.

-Esse é o problema, eu preciso de mais que só a sua palavra! -Jogo a frase que mais queria sair da minha cabeça.

-Você precisa de mais o que Sofya? Só o fato de eu querer construir uma família com você e Luna não é o suficiente? -Ele pergunta tentando se acalmar.

-Está vendo, todas as vezes que vamos falar sobre isso acabamos brigando, Alex eu não quero isso. -Falo me levantando.

-Sofya do que você está falando porra? -Fala vindo na minha direção.

-Alex, eu quero poder confiar em você. -Digo sentindo as lágrimas descerem.

Ele passa a mão no rosto e me olha.

-Por que não confia em mim? -Pergunta mais calmo.

-Porque você foi embora duas vezes, e todas essas vezes, você me fez pensar que eu estava vivendo em uma mentira. -Digo olhando para baixo. -Eu tenho muito medo de me iludir novamente.

Bad boy ||SoflexHistórias para pegar e não largar. Descubra agora