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Izuku on_

Passou se três semanas desde que me foi informado que teria dois meses para pensar e decidir sobre o casamento.
Sinceramente, estou uma pilha de nervos. Não sei oque fazer, por mim, diria não ao casamento e ficaria com Katsuki. Porém este reino depende de mim, e, apesar dos podres que exitem por aqui, ainda existem pessoas boas com famílias em necessidade. Elas precisam de um rei, e minha mãe, infelizmente não viverá para sempre.

Com certeza achariam outro rei senão eu, mas não gostaria de ter meu reino em mãos de desconhecidos que certamente estariam interessados apenas em riquezas e benefícios próprios, e não em, ao menos, favorecer os cidadãos que moram e pagam seus impostos como verdadeiros civilizados que são.
Então, por este motivo, estou perdendo a cabeça tentando decidir.

É melhor eu descansar um pouco, vou a cozinha ver Ochako e aproveitar para comer algo.

Desci as escadas e andei até a cozinha calmamente. Mas parei atrás da porta quando percebi que ocorria uma grande discussão dentro da cozinha. Não conseguia ver as pessoas que participavam da discussão, apenas escutar suas vozes, e notei uma delas ser de Ochako.
Comecei a ficar apreensivo. Se ficar grave essa briga eu terei que intervir.

???- Suas imundas! Como ousam espalhar suas imundices pelo castelo real!- gritava irritadíssimo uma voz masculina.

???- Ordinárias sem vergonha na cara! Queimaram no inferno por suas vadiagens!

Berrava furioso.

Ura- Pense muito bem antes de falar coisas como essas seu desprovido de inteligência!

Gritou de volta com a voz firme.

Ura- Seu animalzinho que se acha o maioral! Julga nosso amor, mas o seu próprio casamento arruinou. Pensa que não sei que trai sua mulher toda noite com aquelas pobres garotas de programa?!- retrucou em tom debochado.

Ura- Não se meta onde não é chamado, muito menos opine onde não lhe diz respeito. Tem uma opinião a dar? Ótimo. Não ligo, guarde a para você. A única opinião de que preciso é de minha amada, e não de um cara que não corrige seus próprios atos, dos quais Deus, e si mesmo, sabem que são errados!

Por alguns segundos, houve apenas silêncio, mas depois, um baque de pele contra pele.

Me assustei imaginando o pior e passei apressado pela porta indo em direção de Ochako, que estava caída no chão com um pouco de sangue pingando de sua bochecha.

Tsuy, ao seu lado chorava. Derramava lágrimas e lágrimas, seus olhos já estavam ficando avermelhados.
A mesma se encontrava ajoelhada com Ochako apoiada em si. Fazia um cafuné nos cabelos lisos castanhos da outra.

Me aproximei de ambas e as perguntei se estavam bem e oque havia acontecido.

Ura- Este imbecil, me deu um soco por me defender, verbalmente, de suas ofensas a mim e Tsuy- a olhei confuso recebendo um sorriso doce.

Ura- Tsuy e eu estávamos nos beijando, e então, este brutamonte apareceu nos falando barbáries.

Depois que ouvi isto, foi como se alguém riscasse um fósforo e o jogasse numa pilha de madeira seca encharcada de gasolina.
Uma fúria surgiu em mim que me fez fechar a cara e me erguer ficando frente a frente com o embuste.

O fitei irritado porém com um sorriso, enquanto o outro parecia ficar cada vez mais raivoso, e então, me aproveitei disto.

Izu- Então, quem tu és?- perguntei superior oque só o irritou, pelo jeito não sabe quem sou.

???- Não digo meu nome a qualquer um que passa em meu caminho!

Izu- No caso não sou qualquer um, e foi você que passou em meu caminho- me olhou confuso.

O Labirinto -bakudeku-Onde histórias criam vida. Descubra agora