Segunda, 22 de fevereiro
Das coisas que mais amo em Dean, seu cuidado e proteção por Sam é a maior delas.
Hoje pela manhã quando retornei da busca por Gabriel (ainda sem sucesso), encontrei Sam e Eileen na cozinha, ele estava com a mão enfaixada, com um curativo, quando o questionei ele me disse que havia se cortado enquanto afiava algumas lâminas do arsenal de armas, e Dean, preocupado como sempre cuidou de seu ferimento ele mesmo, até que eu voltasse para curá-lo.
Aquilo me comoveu profundamente, primeiro porque sei que seu amor por seu irmão é tão grande que ele jamais suporta vê-lo com a menor das feridas e se possível trocaria de lugar com Sam para sentir sua dor, e o admiro muito por isso. E segundo, e mais importante, algo que me causa revolta e até me disperta uma certa fúria por John Winchester, a expectativa colocada desde muito cedo de que ele deveria proteger Sam à todo custo, o peso deixado sobre um garoto de 12 anos que teve de ser pai, porque quem devia protegê-los estava em busca de vingança.
Dean me diz pra esquecer isso, que John fez o que pôde, que agiu errado mas pelos motivos certos e que tudo ficou bem no final, mas é impossível ignorar quando ele está tão machucado e cheio de cicatrizes, e sei que Sam sente o mesmo que eu.
Não posso ignorar tudo o que ele sofreu quando não estava aqui para protegê-los, e é por isso que faço de tudo para que ele não passe por nada disso outra vez.
O fato é que desde que cheguei na vida de Dean, suas prioridades se tornaram as minhas também, e cuidar para que Sam fique bem e seguro é a maior delas.
Quando cheguei ao quarto busquei por Dean, ele não estava na cama, e não estava em nenhum lugar do quarto, pelo ao menos não onde pudesse ver.
Romeo e Thomas estavam na janela e saltaram quando me viram, saindo do quarto em seguida, continei chamando por Dean até que senti um toque em minha cintura, seguido de uma respiração próxima ao meu pescoço, fui virado abruptamente e pressionado na parede.
- Olá Dean! - senti meu coração disparar como se aquela fosse a primeira vez que o via.
Eu conhecia aquele olhar, seus braços pressionados firmemente na parede me impedindo de sair enquanto umidecia os lábios com a língua, e traçava um caminho com o olhar de meus olhos até minha boca.
Como quase tudo que faz, Dean tem duas faces se tratando de sexo.
As vezes, tudo o que quer é uma transa lenta, com níveis certos de romance e malícia.
E as vezes ele anseia em ser jogado na cama e fazer um sexo selvagem, rápido e com altos níveis de safadezas.
Para minha sorte (ou não) hoje foi um desses dias.
Quando Dean quer esse tipo de sexo (selvagem) ele quer pra já, sem demora, e quase sempre, me olha como se fosse me devorar, e talvez vá.
- Castiel... - ele sussurrou com a voz rouca.
Sabia que seus ânimos estavam exaltados, provavelmente porque fiquei um dia fora, saí ontem pela manhã e só retornei hoje.
Dean nunca foi do tipo que fica sem carícias ou demonstrações de afeto por mais de 24 horas.
- Já curei Sam se quer saber - eu sabia que não era isso o que ele queria dizer mas falei assim mesmo.
- Cas... - ele comprimiu os lábios e se aproximou mais de mim colando nossos corpos, enquanto me encurralava mais naquela parede.
- O QUE você quer Dean? - dei ênfase a pergunta, porque ouvir ele pedir nunca é demais para mim.
- Eu quero... - fez uma pausa para suspirar - quer mesmo saber o que eu quero?
- Sim Dean, eu quero saber, o que VOCÊ QUER? - o encarei olho no olho.
Ele segurou em meu pescoço com uma das mãos, não com força suficiente para me ferir, apenas para me excitar.
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Dean And Me
Fiksi PenggemarAlguns momentos do nosso amado casal, eternizados pelo ponto de vista do nosso querido anjinho de sobretudo. Castiel relata sua história de amor com Dean, e abre seu coração revelando todos os seus sentimentos pelo homem que deveria proteger. Venha...
