Perrie deu uma olhada na trêmula luz na base do cemitério e começou uma corrida em direção a ela. Ela se arremessou para baixo após as lápides quebradas, deixando Danielle e Senhorita Sophia para trás.
Ela não se importou que os pontudos, torcidos galhos dos carvalhos vivos arranharam seus braços e rosto enquanto corria, ou que grupos de arbustos enraizados cobriam seus pés.
Ela tinha que chegar até lá embaixo.
O pedaço de lua minguante oferecia pouca luz, mas não havia outra fonte vinda do fundo do cemitério. Seu destino. Parecia uma monstruosa tempestade de relâmpagos, cheia de nuvens. Só que estava acontecendo no chão. As sombras estavam avisando Perrie, ela se deu conta, por dias.
Agora seu show sombrio havia se tornado em algo que até Danielle podia ver. E os outros estudantes que estavam correndo na frente deviam ter percebido também. Perrie não sabia o que poderia significar. Só que se Zayn estava lá embaixo com aquele sinistro piscar... e era tudo culpa dela.
Os pulmões dela queimavam, mas ela estava sendo motivada pela imagem dele parado embaixo das árvores de pêssego. Ela não iria parar até encontrá-lo, porque havia vindo para encontrá-lo de qualquer maneira, para empurrar o livro no nariz dele e chorar que ela acreditava nele, que parte dela acreditou nele o tempo todo, mas tinha estado assustada demais para aceitar a história dolorosa deles.
Diria a ele que não ia deixar o medo afastá-la, não desta vez, nunca mais. Porque ela sabia algo, entendia algo que havia levado tempo demais para colocar os pedaços juntos. Algo selvagem e estranho que fazia suas experiências passadas serem diferentes, mais e menos acreditável.
Ela sabia quem, não, o quê Zayn era.
Parte dela havia chegado a essa realização sozinha, que ela pode ter vivido antes e amado ele antes.
Só que ela não havia entendido o que significava, tudo adicionava a atração que ela sentia por ele, seus sonhos, até agora. Mas nada disso importaria se não conseguisse chegar até lá embaixo a tempo de encontrar um modo de se defender das sombras. Nada disso importava se elas chegassem até Zayn antes dela.
Ela derrubou a níveis acentuados de sepulturas, mas a bacia no centro do cemitério ainda estava tão longe.
Atrás dela, houve um bater de passos. Então uma voz estridente.
— Peazer!— Era a Senhorita Sophia. Ela estava avançando para Perrie, chamando por cima de seu ombro, onde P podia ver Danielle cuidadosamente fazendo seu caminho pelas lápides caídas. — Você é mais lenta do que a chegada do Natal!
— Não!— Perrie gritou. — Danielle, Senhorita Sophia, não venham aqui embaixo!
Ela não iria ser responsável por colocar mais alguém no caminho das sombras.
Senhorita Sophia congelou numa lápide branca derrubada e olhou para o céu, como se não tivesse ouvido Perrie. Ela ergueu seus braços finos no ar, como se estivesse se protegendo. Perrie olhou para a noite e segurou sua respiração. Algo estava se movendo na direção deles, soprando com o vento frio.
A princípio, achou que fossem as sombras, mas isso era algo diferente e mais assustador, como um véu irregular, com presas e cheio de bolsos escuros, que deixava manchas de céu filtradas através.
Essa nuvem era feita de milhares de pequenos pedaços negros. Uma tempestade tumultuada, vibrando na escuridão se estendendo em todas as direções.
— Gafanhotos? — Danielle chorou.
Perrie tremeu. O espesso enxame ainda estava a certa distância, mas seu profundo retumbar ficava mais alto a cada segundo que passava. Como a batida de mil asas de pássaros. Como a escuridão hostil varrendo a terra. Ele estava indo para atacá-la, talvez todos eles, hoje à noite.
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fallen [zerrie]
Fanfictionhavia algo estranhamente familiar em zayn malik. misterioso, ele captura a atenção de perrie edwards desde o momento que ela o vê em seu primeiro dia no internato sword&cross, em savannah, geórgia. ele é a única distração em um lugar onde tudo é pro...
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