Notre-Dame estava completamente envolto de pessoas que mexiam sem parar bandeirinhas da Grã-Francia.
Apenas os convidados podiam entrar na igreja, mas foi permitido pela rainha que o povo pudesse ficar envolta dela para prestar felicidades ao casal. Grandes telões foram posicionados para que as pessoas acompanhacem o casamento ao vivo e seria exibido também no canal oficial do reino.
Centenas de guardas e soldados tinham sido colocados dentro e fora da catedral e ao redor da multidão aglomerada, para o caso de alguma coisa sair errada.
O carro da princesa parou em frente a um caminho guiado por um tapete azul escuro que levava direto para as portas principais da catedral. Esse caminho estava rodeado por pessoas extremamente animadas, que gritavam e acenavam para o carro.
Lynae levou a mão ao peito, seu coração estava batendo muito forte e rápido, ela podia ouvi-lo retumbar contra seus tímpanos, fazendo-os vibrar, assim como fazia com seu peito.
– Tudo bem, minha querida? – perguntou Elin se inclinando para frente e pousando a mão no joelho da filha.
– Ela só está nervosa – disse seu pai – Respire fundo, meu amor – ele sussurrou ao ouvido de Lynae, que o obedeceu. Ela inspirou lentamente pelo nariz, inchando sua caixa torácica, em seguida, ela expirou pela boca relaxando o peito e os ombros.
Do carro da frente saíram, Markus e Lars, ambos com ternos azuis escuros com detalhes prateados, que lembravam a neve ao salpicar o tecido. Foram recebidos com indiferença pelas pessoas, algumas gritaram, mas boa parte ficou em silêncio apenas balançando as bandeirinhas, com o olhar fixo neles. Pelo menos, não houve vaias.
A família de Ryland e o próprio já estavam dentro da catedral, esperando-a.
– Vamos, Lyn? – Katie a encarou com seus grandes olhos castanhos em expectativa.
Automaticamente Lynae olhou para seu pai, buscando a confiança e o conforto os quais estava desesperada naquele momento. Ele sorriu e segurou a mão dela, apertando-a de leve.
– Vamos. – ela disse com firmeza.
Harold, Elin e Katie saíram primeiro enquanto Lynae continuava no carro. Ela olhava para a multidão, que esperava ansiosa para ver a noiva.
Seu pai abriu a porta e lhe ofereceu a mão, a qual ela pegou para ajuda-la a se levantar.
Assim que saiu do carro, duas mulheres se apressaram para segurar seu véu e a calda de seu vestido.
Lynae estava se apoiando no braço de seu pai para guia-la, as duas mãos segurando firme no bíceps de Harold. Seus olhos foram em direção as pessoas que gritavam, mas ela estava tão nervosa que não conseguia ouvi-los direito, apenas via suas expressões eufóricas e as bocas abertas, os braços balançando freneticamente as bandeirinhas. Sequer conseguiu saber se estavam estusiasmados ou em desaprovação.
Assim que entrou na catedral, sentiu-se a vontade para grunhir de nervosismo e abanar o próprio rosto em uma busca desesperada por ar.
Ela começou a andar de um lado a outro, o que foi um pouco desconcertante para as moças que seguravam seu véu e seu vestido.
– Lyn, uma princesa não grunhi dessa forma – repreendeu Elin.
Eddie e Louise já tinham sido posicionados na frente, de braços dados. Atrás deles Katie, seguida de Anneli, então vinha o rei Markus, sozinho, sua mãe, Elin entraria com Lars, afinal. E depois deles, Lynae e Harold.
– Pronta, Alteza? – perguntou um dos organizadores, que vestia vermelho.
Ao dizer isso, uma garota veio até Lynae e a entregou um buque com uma variedade de flores brancas enroladas por um laço de seda. Ela pegou o buque com uma das mãos, enquanto a outra segurava o braço de seu pai.
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A Rainha da Neve
RomanceEm um futuro pós guerra, diversos países da Europa se unificaram formando Reinos, voltando a monarquia para que pudessem se reerguer das cinzas da morte. Crises politicas, de segurança e a fome fizeram dois países formarem uma aliança, Snöland e Grã...
