2 de julho de 1841
Quando Charlotte anunciou estar grávida, um mês depois de seu casamento, horas antes do jantar de aniversário de seu irmão Edmund, mais júbilos tomaram conta da família Bridgerton que já estavam em festa pelo iminente casamento do futuro Visconde.
Violet ficara encantada de saber que teria mais um bisneto, para completar os que ela já tinha, vindos das três filhas mais velhas de Daphne.
Já Anthony e Kate se emocionaram, pois seriam avós pela primeira vez. Mesmo pela surpresa, afinal ninguém esperava a notícia cinco dias após a volta do casal à Londres, Lorde e Lady Bridgerton não podiam esconder a ansiedade que os dominavam para segurarem o neto ou neta nos braços. Nada não foi muito diferente com Eric e Esperanza, claro, também seriam avós pela primeira vez.
Naquele fim de manhã cinzenta e fria, Charlotte se fitava nua no espelho de seu quarto em sua casa, a dez minutos de Mayfair. Ela observava sua barriga de vários modos a fim de perceber o crescimento observado pelo médico. De acordo com ele, se os cálculos estivessem certos, completaria cinco meses na próxima semana, mesmo que para toda a sociedade ela ainda estivesse indo para o quarto mês.
E notou, de forma espantada, o quanto ela e Diego tinha feito amor. Quase todos os dias, desde que se casaram. E ambos tinham um fôlego impressionante.
A porta então se abriu e por ela Diego entrou tornando a fechar a porta e deu um sorriso imenso ao ver a esposa.
– O que tanto observa, meu bem? – perguntou.
– Meu corpo – respondeu –, eu tenho ficado mais gorda a cada dia que se passa!
– Você não está gorda! Está linda! – afirmou retirando o casaco e o colocando sobre uma poltrona.
Charlotte revirou os olhos.
– Você não percebe nada, Diego. – retrucou vestindo seu robe de seda e se aproximando dele com uma careta – Me vê nua todos os dias, não deve ter notado nada. Eu não teria notado se não fosse uma observação médica.
Ele riu divertido e a abraçou.
– Isso não é verdade! Se quiser saber, notei que seus seios estão maiores. Exatamente como sua barriga. – risonha, ela lhe deu um tapa no braço.
– Você acordou muito cedo! Aonde foi?
– Não acordei muito cedo. Você é quem acordou muito tarde. Não tive coragem de tirá-la do seu sono. – replicou – Fui até a Casa Bloomwood ajudar Elena com a leitura, ela está melhorando, mas... — ele fez uma careta.
Diego agachou-se na altura de seu ventre e deu um beijo.
– Bom dia aí dentro!
Charlotte suspirou. Sentia-se tão bem quando ele fazia isso. E parecia que inclusive o bebê também.
– Alguma novidade? – perguntou ela.
– Quando contei para minha mãe que o bebê às vezes se mexia, ela quase chorou. – Charlotte riu – O velho Lee está de volta à Londres depois de sua estadia na Sérvia – continuou –, ele disse que iria assumir o ducado de Raincord ainda esse ano. Coitado, deve estar muito abatido com a morte da esposa ainda. Mas também alegou que haverá mesmo uma nova fábrica de armas em Ealing e está nos oferecendo uma associação com ele.
– Você não tinha prometido a Guilherme que o levaria lá?
– Sim – confessou –, e terei de cumprir minha promessa senão ele ficará chateado.
– Sabe o que eu penso? – sussurrou Charlotte segurando no queixo de Diego o fazendo levantar. – Que não me sinto nada cansada esta manhã.
Diego lhe deu um sorriso torto.
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Temptation
Ficção HistóricaDiego era o mais maduros do filho do novo visconde Bloomwood. Isso sem discussão. Porém atrás de sua seriedade estava um jovem alegre e sedutor. Londres além de ser misteriosa e fria, traria para ele e sua família uma nova vida. Ele tinha razão em...
