Na terça-feira à tarde, Kate estava em seu salão favorito na Casa Bridgerton com suas filhas. As três tomavam o chá às três e meia, tradição e costume comum nos dias da semana.
O visconde, Anthony, se encontrava em seu escritório, Edmund como nos últimos dias estava calado e recluso, se quer participou das reuniões em Clyvedon, havia estado somente trancado em seu quarto ou cavalgando com seu primo, Charles, bem longe de qualquer socialização. Miles adiantara sua viagem a Iverness e partira naquela manhã.
Naquele momento, Charlotte se mantinha inquieta, sacudindo as pernas, fazendo seu chá quase derramar todas as vezes que o colocava no pires, e não conseguindo parar e fitar o relógio sobre a lareira. Inclusive Mary notara sua inquietação junto de Kate.
– Charlotte, por que está quase pulando do sofá? – indagou sua mãe com uma sobrancelha arqueada.
– Estou animada. – respondeu
– Não, está enérgica. – retrucou Kate quando alguém bateu à porta e o mordomo foi atender. — Parece que vai sair gritando e correndo a qualquer momento. — acrescentou.
Charlotte sorriu.
— Estou feliz hoje, somente isso.
— Sei. — falou a viscondessa cética.
O mordomo retornou:
– O Sr. Martínez se encontra na sala de visitas. Ele deseja ver Lorde Bridgerton, Milady – anunciou, uma vez que quando estava em seu escritório, Anthony só pedia para ser interrompido por algo necessário, tinha muitas contas ainda para ver.
Charlotte arregalou os olhos e sorriu grandiosamente. Ele veio mesmo. Seu coração pulsava forte, parecia que ia sair do peito.
– Sim, e ele disse do que se tratava? – perguntou Kate bastante calma, apesar de estar começando a entender tudo, ou quase tudo.
– Não, milady. Ele disse que queria uma audiência em particular com Lorde Bridgerton, apenas. – respondeu.
– Vá avisá-lo então. — ordenou ainda refletindo sobre os acontecimento das últimas semanas.
Nisto, após ter avisado o visconde da visita de Diego, o mordomo o levou para cumprimentar as moças da casa, como ele mesmo insistiu em fazer.
Charlotte sabia que sabia respirar, porém encontrava dificuldades na tarefa. Não pôde conter um suspiro quando ele entrou na sala trajando um lindo casaco azul.
Como amava aquele homem.
E com um sorriso interno, se perguntava como ele conseguia ser tão lindo.
Diego caminhou educadamente até Kate e fez uma reverência.
– Milady – murmurou.
A pequena Mary de onze anos, feliz, correu até ele e ficou se balançando até o homem — rindo — pegar em sua mão e dar um beijo, sem encostar de fato os lábios na mão da menina.
— Minha querida Lady Mary. — ele brincou com a mais nova que voltou saltitante ao seu lugar ao lado da irmã no sofá.
Kate riu.
– Querida, não é assim que recebemos uma visita. — disse para a caçula e logo se voltou ao Martínez — Perdoe-me.
– Está tudo bem, lady Bridgerton. – replicou Diego.
Charlotte como grande boba apaixonada que era congelou um sorriso enlevado. Amava a risada suave e aveludada daquele homem.
– Senhor Martínez quando verei Elena de novo? Ela disse que brincaria de boneca comigo hoje e não veio. – disse Mary animadamente com sua voz fina.
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Temptation
Historical FictionDiego era o mais maduros do filho do novo visconde Bloomwood. Isso sem discussão. Porém atrás de sua seriedade estava um jovem alegre e sedutor. Londres além de ser misteriosa e fria, traria para ele e sua família uma nova vida. Ele tinha razão em...
