VICTORIA acordou cedo no outro dia, mesmo que não fosse correr no labirinto. Se arrumou com suas roupas tradicionais: uma blusa preta, uma calça legging e suas botas; as luvas de couro sem dedos fazendo cócegas em suas palmas. No cabelo, uma trança apenas, já que não iria correr.
Victoria foi até o refeitório para ter sua primeira refeição do dia, sem encontrar Minho em lugar nenhum. Não que ela estivesse procurando por ele, é claro; Victoria jamais procuraria Minho por vontade própria, de acordo com ela. Apenas queria vê-lo para poderem ir à sala de mapas e traçar um plano qualquer que ainda não houvesse sido feito para voltarem ao labirinto.
Decidindo que não iria perguntar a alguém aonde ele se encontrava, Vickie caminhou calmamente até os jardins, onde encontrou Newt e Thomas conversando. A garota colocou as mãos na cintura, observando os dois enquanto se aproximava. Newt mexia em um pé de tomates com sua tesoura de poda, e Thomas fingia usar uma pá enquanto falava, falava e falava.
— Bom dia. — Ela cumprimentou Newt e olhou para Thomas, que deu um pequeno sorriso fraco para ela. Ele ainda tinha medo da garota, por mais que já houvesse falado com ela.
— Bom dia, Vickie. — Newt a cumprimentou e sorriu, parecendo pedir ajuda com os olhos.
— Mas, Newt, e a caixa? — Thomas perguntou baixinho, de repente, e Victoria viu o loiro revirar os olhos discretamente. — Da próxima vez que ela subir...
Victoria franziu o cenho, por não entender o contexto da conversa, mas deixou uma leve risadinha escapar de seus lábios.
— Não, já tentamos isso. — Newt o interrompeu. — A caixa não volta a descer se tiver alguém nela.
— 'Tá bem, mas e se nós...
— Nós já tentamos isso, 'tá? — Newt o interrompeu novamente, olhando para ele. — Duas vezes. Acredita em mim. Qualquer coisa que você pensar, nós já tentamos. A única forma de sair é pelo labirinto.
Newt lançou outro olhar para a garota, como se pedisse ajuda. Victoria sorriu fraco, se divertindo com a cena, e deu alguns poucos passos até Thomas, agarrando uma cesta vazia com uma pequena pá dentro.
— Você quer mesmo ser útil? — Ela falou para o novato antes de jogar o balde para ele. — Junta um pouco mais de fertilizante.
Thomas a olhou, confuso. Victoria apenas assentiu, indicando o caminho da floresta, e observou o fedelho se afastar com passos irritados. Ela viu Zart rir enquanto negava com a cabeça, deixando-se soltar uma risada também.
Newt a encarou com uma feição entediada quando ela se virou. Ele voltou a ajeitar o pé de tomate, enquanto a garota voltava a olhar a direção em que Thomas havia ido.
— Posso sentir que ele vai ter um ótimo dia. — Ela murmurou, fazendo Newt soltar uma risadinha sem tirar os olhos da planta sob seus dedos.
— Da última vez que você sentiu algo e 'tava certo, era dor de barriga.
— Às vezes, você é tão desnecessário. — Victoria resmungou, se abaixando para agarrar a pá que Thomas utilizava segundos antes, e o menino riu alto.
Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, enquanto ela ajudava a preparar o solo no lugar do menino novo. Inevitavelmente, a imagem de Minho cruzou a mente de Victoria, mas tão rápido quanto apareceu, ela a mandou embora.
— Ele é muito curioso. — Newt disse de repente, apenas confirmando o que a garota já sabia.
— Bom, pelo menos, ele sabe juntar fertilizante. — Ela murmurou, dando de ombros, e ele sorriu.
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WHATEVER IT TAKES, maze runner
FanficCUSTE O QUE CUSTAR | Quando as chamas solares devastaram a terra, trouxeram consigo um vírus que fez com que a sociedade entrasse em pânico: o fulgor. Destruía seus cérebros lentamente, as transformando em seres humanos violentos, sanguinários e can...