S/n POV
A sensação característica da qual eu senti no dia que cheguei nesse universo se repetiu e quando me dei conta, já estávamos voltando a ter os sentidos, observando o ambiente em que surgimos.
Acabou que no fim, depois de diversas discussões e planos horríveis, decidimos abrir o portal em um lugar seguro e livre de câmeras para não correr o risco de algo ruim acontecer.
Não que seríamos prejudicadas, até porque não estaríamos mais naquele universo para nos investigarem. Porém, minha irmã e sua namorada possuem rostos conhecidos e não podíamos arriscar colocar as meninas em problemas.
Já que não sabíamos onde o portal deixaria a gente, decidimos que Yelena ligaria para o Doutor Estranho quando chegássemos e então ele buscaria a gente.
E foi o que fizemos, assim que nos recuperamos da viagem, procuramos algum ponto que pudéssemos identificar onde estávamos e assim comunicar o mago.
A nossa sorte foi que estávamos em frente a um cinema velho e inutilizado, onde tinha um cartaz com o nome da cidade.
— Uma escada de incêndio em Nova York nos levou até um apartamento em Los Angeles e agora, um deserto ao lado de uma estrada abandonada nos trouxe para o Canadá? Sério? — Yelena questiona parecendo perplexa com isso. — Esse lance de viagem multiversal não tem algum mapa ou padrão? — Finalizou se virando para Wanda, essa que encarava o cinema com atenção.
Assim como eu, a Feiticeira também não estava sendo muito comunicativa. Ela ajudou a gente a escolher o melhor local para fazer o portal e até deu algumas instruções na hora de usar sua magia, mas não falou mais que o necessário.
Kate me contou que quando estavam voltando do hospital ela perguntou se estavam em outro universo. Elas contaram a história toda para a ruiva, mas confesso que fiquei surpresa dela ter descoberto aquilo naquele momento.
— Não. Se eu tivesse aberto para outra dimensão, seria outro local e assim por diante — Wanda respondeu.
— Isso é bem confuso — Kate complementou.
Eu não tinha clima para interagir. Na verdade, eu não tinha clima para nada. Meu corpo inteiro doía, as feridas finalmente estavam gritando que estavam ali. Eu realmente não sei como ainda estava de pé.
Meu corte na barriga só não estava pior, pois o meu uniforme apertado fazia uma pressão na ferida aberta.
Além disso, tinha o meu estado psicológico. Eu me sentia culpada. Eu não conseguia parar de pensar na Hailee, em como ela estava, se já tinha lido a minha carta, se me odiava, se eu tinha a feito chorar.
Eu queria tanto voltar e dizer que eu não vou abandonar ela, nunca mais. Só que eu não posso. Aquela não é a minha vida e eu tenho que aceitar isso. Eu não me encaixo naquilo, eu só sei machucar as pessoas e sair ferida de lutas e missões, mesmo ganhando no final.
O que eu estava pensando? Que eu iria arrumar um emprego normal? Casar? Formar uma família com ela? Não seja boba, S/n. Isso não é para uma Viúva Negra.
Você foi criada para matar ou morrer. Nada mais e nada menos.
— Bom, eu vou ligar para o Strange — Minha irmã tirou o telefone do bolso e se afastou para conseguir ouvir melhor.
— Quer que eu segure a mochila? — Kate se aproximou de mim, apontando para a bolsa em minhas costas. — Sei que está bem ferida e cansada.
— Obrigada, Kate — Abri um pequeno sorriso para ela. — Mas não tem problema, a mochila está leve.
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Em outro universo (Hailee Steinfeld x you)
Fiksyen SainsS/n Romanoff, irmã de Natasha Romanoff e Yelena Belova, se encontra no meio de uma missão com sua irmã Yelena e sua amiga Kate Bishop, até que tudo escurece. Quando S/n acorda, ela percebe que está em outra cidade e em outro universo. S/n = Seu no...
