Há uma sociedade por trás de tudo que comanda e modela o mundo para atender aos seus propósitos. Muito fala-se a respeito, porém pouco se sabe para de fato julgar. Todavia enquanto a maioria apenas especula sobre a glória e o perigo, Regina D'ell Ma...
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O riso desajeitado dele me fez querer acertar-lhe um murro! Para alguém que cuidava daqueles que sofriam de transtornos mentais, era um verdadeiro insensível!
Mas me segurei. No momento, estava numa corda bamba, e se demonstrasse mais um ataque hostil, faria um inimigo poderoso que claramente sabia como burlar as regras para se resguardar.
De repente, o sorriso deixou seu semblante, e o psiquiatra me olhou com genuíno rancor, como se a mãe dele fosse uma das pessoas que tinham se machucado no acidente da IURD.
Aquele olhar sombrio me deu arrepios, e poucas coisas na Terra, eram capazes de me deixar tão acuada. Ele ia me levar para os escombros e me mataria em plena luz do dia? Ou só estava sendo um dos poucos justiceiros que ainda usavam a sua profissão para praticar o bem?
Não sabia dizer. Entretanto, se era a segunda opção, não conseguia me sentir segura, porque na sua concepção, eu claramente não passava da encarnação do mal.
—Pare de me olhar assim.
— Como?
—Como se eu tivesse machucado a sua mãe naquele incêndio. Olha, queria te alegrar dizendo que sou culpada, e realmente sou. Só não como acredita...
—Como sabe da minha mãe?
—Estava no seu relatório, na parte de vínculos e família.
—Se este é o caso, então já deve imaginar por que odeio certos tipos de criminosos.
"Merda. Ele realmente vai querer me matar. Preciso ir a um lugar cheio de gente e me afastar desse doutor."
—Tenho uma vaga ideia...
—Se quer saber, minha mãe cometeu suicídio. Mas algum paciente do Instituto Vidal resolveu brincar de incendiário, e o fogo a derreteu. Portanto, não tive nenhum corpo para me despedir.
—Eu sinto muito.
Por favor, seja um depressivo. Tenha um pingo de empatia. Não posso usar meus poderes agora, ou as câmeras vão captar, e alguém tornará isso um escândalo.
—Tudo bem. Os seus relatórios mostram que esteve lá 5 anos depois dos acontecimentos. Disto sei que não é culpada.
Graças a Tiamat. Ele é só um fantoche de branco, e não um anjo da morte disfarçado de médico!
—Que bom.
Disse ao acordar no meu quarto segregado dos demais. O que foi isso? Por acaso tive um sonho lúcido enquanto estava adormecida? Jonas nunca descobriu o meu nome verdadeiro? Eu não sabia responder.
No entanto, quando me levantei, fiz minha assepsia e fui para fora do cômodo, tive a certeza de que tudo não passara de um sonho. Nós só havíamos nos encontrado na recepção e no bebedouro. O enterro de Eloísa ainda ia acontecer naquela manhã.