Há uma sociedade por trás de tudo que comanda e modela o mundo para atender aos seus propósitos. Muito fala-se a respeito, porém pouco se sabe para de fato julgar. Todavia enquanto a maioria apenas especula sobre a glória e o perigo, Regina D'ell Ma...
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O meu dia tinha começado bem, pois achei que depois de tudo o que havia conversado com o Mauricinho, não teria que vê-lo tão cedo. Ele sabia da minha identidade. Eu tinha dados sensíveis do mesmo. Então tínhamos encontrado um ponto neutro para oficializar a trégua. Sendo assim, o encontrar junto às minhas amigas me deixou muito desconfortável.
Cheguei ao bebedouro, e no reflexo do alumínio o enxerguei, por essa razão senti um enorme impulso de usar meus dons contra ele. Da mesma maneira que fiz com Eloísa Magalhães. Ele sabia demais, e poderia me colocar em risco. Se encaixava bem no requisito de sobrevivência.
Entretanto, com a quantidade de câmeras que estavam gravando tudo, e até meu protetor lhe dando sua bênção. Precisei controlar o meu instinto primitivo, ou do contrário, seria punida por violar o código da ordem e a vontade do supremo.
Me virei de frente para o loiro com um olhar indiferente, e este abaixou as mãos, gesticulando para me acalmar, com um olhar que significava: Eu vim em paz. Só que para a sua infelicidade, nunca tinha estado tão pronta para a guerra. Por este mote ele recuou alguns passos, e eu me alegrei com certa arrogância.
-Você não acredita mesmo em mim. Não é?
-Eu não acreditava antes. Mas digamos que agora sei que é inocente.
-Como assim?
-Eu não acho mais que você é uma psicopata manipulando o sistema para escapar da prisão.
-Ah, e você pensava isso antes por quê ?
-Não me leve a mal. Mas embora tenha o rosto de um anjo, está distante de ser um.
Acabei por rir sem querer, porque concordava com a afirmativa. Todavía logo me recompus. Não queria nenhuma afinidade com o conservador. Mas o mesmo parecia totalmente disposto a ficar cada vez mais perto.
-Amato. Eu agora tenho certeza de que você não machucou aquelas pessoas por querer. Aliás, sei que nem mesmo as machucou e, sim, foi vítima do fanatismo.
-O que acha exatamente, Dr. Lima?
-O óbvio. Os fanáticos se aproveitaram do seu transtorno e te fizeram parecer um demônio para a mídia.
-E este é o fim da história.
-E não é?
-Tenha um bom dia, Dr. Lima, e já que tem a segurança de não ser sabotado, seja o fantoche de branco que nasceu para ser e deixe minha vida em paz.
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