Apresentação

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A trilogia soturna é muito mais do quê um romance genérico. É um manifesto contra o sistema de saúde mental. É um grito em meio a milhares de vozes que se for ouvido, poderá conduzi-lo para as profundezas da loucura, na qual seus demônios criam vida e tentam te devorar. Você ainda quer embarcar nesta tenebrosa aventura? Boa sorte então, e seja bem-vindo a um dos meus universos obscuros.







Esta era a minha descrição resumida, genérica eu diria, apesar de carregar aquela aura de mistério que alimenta o anseio de ler. Mas a verdade é que a antiga Silence surgiu após um trágico diagnóstico que, me fez questionar o propósito das instituições de saúde mental.

Nele foi definido que havia possibilidade de ser esquizotípica, por causa do meu suposto discurso religioso, através do qual alegava que a minha figura paterna era um famoso deus pagão que atuou em Roma.

O que me deixou irritada, e me fez questionar o papel das instituições de saúde mental em geral. Afinal, elas existiam para nos ajudar a lidar com as nossas emoções, ou para regulamentar qual crença era válida?

Se dissesse que meu pai era o Deus todo poderoso da Bíblia, haveria o mesmo alvoroço, medo e controle?

Bem, eu duvidei. Por esse motivo, mergulhei em estudos sobre psicologia e psiquiatria. Só para provar que aquela mera possibilidade era um insulto ao meu intelecto, e que o diagnóstico se embasava em preconceitos tão enraizados em nossa sociedade que, se tornaram norma, e por isso passaram a ser tratados como métodos válidos de verificação do estado mental de alguém.

Assim, peguei todos os livros, PDFs, vídeos e documentários que vi pela frente e comecei a dissecá-los um a um para defender minha sanidade, como se minha honra, crença e filosofia de vida dependessem disso.

Freud já era um velho conhecido da época em que estudava Licenciatura em Ciências Biológicas. Mas o descartei imediatamente, pois nunca fui a favor de sua abordagem simplista sobre as funções sexuais, e como elas sempre eram a resposta para praticamente todos os problemas da mente.

Deste modo, busquei por outro profissional de renome e conheci Carl Gustav Jung, um médico reconhecido pelos acadêmicos que defendia a importância de ter uma crença em qualquer divindade existente para não perder a conexão com a própria alma.

Nem preciso dizer sobre como me apaixonei por suas teorias, não é? Jung foi literalmente a minha tábua de salvação. Só que, depois do primeiro contato com as suas abordagens, fiquei tão fascinada que, mergulhei numa jornada profunda, para entender mais sobre: o inconsciente, as personas, os arquétipos e, principalmente, o  Animus, a Anima e a Anima mundi.

Então, devido a esta paixão pelos enigmas que cercam a  mente humana, decidi escrever um livro, onde poderia ver o meu lado oculto em ação, isto é,  poderia dá voz ao eu masculino com quem aprendi a conviver. Por isso, quando você mergulhar por estas páginas, encontrará duas visões de mundo:

A da misteriosa Incendiária, que representa a ânima esotérica, que consegue trazer um toque de magia à ciência, e do Dr. Jonas, o ânimus cético, que não consegue explicar todos os fatos, e se vê diante de um dilema entre aceitar que só a magia pode preencher as lacunas que os homens não conseguem explicar, ou se conformar com respostas prontas.

 
Ainda sim.. 
Não diga que não foi
avisado.
 

 
Lux Burnns
 

Soturna-2026Histórias para pegar e não largar. Descubra agora