Há uma sociedade por trás de tudo que comanda e modela o mundo para atender aos seus propósitos. Muito fala-se a respeito, porém pouco se sabe para de fato julgar. Todavia enquanto a maioria apenas especula sobre a glória e o perigo, Regina D'ell Ma...
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Era um dia como qualquer outro. O sol estava quente, e muitas mulheres frequentavam a lanchonete em que trabalhava, por causa dos meus belos olhos esverdeados e dos cabelos loiros que caíam por meu nariz fino em rumo aos lábios rosados. Traços típicos dos caucasianos que normalmente levam as damas a loucura. Uma herança de meus avós que viveram no sul do Brasil, e eram descendentes de europeus.
Enquanto limpava a mesa, olhei para a TV e vi que o caso da Incendiária Satânica tinha sofrido uma reviravolta. A moça responsável pela destruição do Templo da IURD foi dada como Borderline, e em vez de ir para a cadeia acabou por ser transferida para o Instituto Vidal.
Isso me fez rir. Era um calouro na especialização em psiquiatria, e pelos traços do crime da mesma tive a certeza de que se tratava de uma psicopata manipulando o sistema. Algo muito comum nas terras tupiniquins que parecia adorar os corruptos, os assassinos e os bandidos.
Olhei com desprezo para a cena. A garota fazia questão de esconder a sua face com os longos cabelos negros que cobriam seus braços pálidos.
Ela definitivamente tinha planos de fugir. Estava muito calma para quem havia acabado de ser condenada ao hospício, e era muito mais fácil escapar quando os cidadãos não sabiam a quem denunciar.
Não havia dúvidas de que não passava de uma antissocial, e dizia a mim mesmo que se tivesse de lidar com o seu tipo, não a deixaria escapar impune da responsabilidade por seu ato.
Porque ainda que não gostasse de religiões ligadas a Cristo, e acredite em mim quando digo que realmente detestava tudo ligado a figura do Messias.
Não achava justo queimar um templo apenas para provar que a sua fé é a certa, pois se assim o fazia, não estava se distanciando dos inquisidores que destruíam aldeias e pessoas, apenas por discordarem da sua crença.
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Se eu contasse o meu lado da história, ninguém acreditaria em mim. Não, quando havia publicado dois livros biográficos de sucesso que comprovavam a minha raiva pela igreja. Por essa razão optei em manter a minha boca fechada, e suportei o fardo por um crime que, foi dado como premeditado. Mas que nada planejei.