Há uma sociedade por trás de tudo que comanda e modela o mundo para atender aos seus propósitos. Muito fala-se a respeito, porém pouco se sabe para de fato julgar. Todavia enquanto a maioria apenas especula sobre a glória e o perigo, Regina D'ell Ma...
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As palavras de Adriel não saíam da minha cabeça, pois tudo o que ele falou no final daquele vídeo me trazia uma sensação de familiaridade, já que ele agia exatamente como a minha mãe, antes de ela se mutilar até a morte. Será que ela não estava louca e sim se envolveu com eles? Era o que me perguntava enquanto a caneta batia freneticamente contra o papel do relatório de um paciente.
Mamãe sempre disse que os seres divinos eram bons e que devíamos confiar neles. Mas nos seus últimos meses de vida, passou a mudar a narrativa e reclamar de uma perseguição por parte do mundo oculto que, se torna intensa de tal modo que ela passou a manifestar surtos contínuos sobre seres que estavam à espreita, esperando a hora e o lugar para tirá-la da minha vida.
O problema é que isto desencadeou o meu ceticismo. Já que passei a estudar sobre os males psicológicos quando ela foi internada, e assim vi que nada do que me falava era real. Isto é: O meu pai não era um deus, e sim um homem. Eu não era nada mais que um humano, e tudo o que me foi dito sobre o meu destino na Terra não passava de uma fantasia que ela construiu, para tornar sua vida menos sombria.
Como se isso não fosse o suficiente, os médicos gravavam os seus ataques, só para provar que não estavam lhe machucando, e quando a via gritar para o nada, tinha a certeza de que de fato precisava de ajuda, e que alimentar seus devaneios apenas a fazia piorar. Sendo assim, me vi obrigado a esquecer das minhas crenças, e me dei a missão de fazê-la encarar seus medos, para voltar ao normal.
Agora só me restava o arrependimento, ligado às perguntas que apenas uma pessoa poderia responder, e eu esperava mesmo que ela fosse sincera apesar das nossas diferenças, e que me ajudasse a descobrir se minha mãe tinha alguma ligação com a mesma seita que destruiu a vida do padre Boca Suja.
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De novo esperei até as 19:15, quando todos saíram, e para não levantar suspeitas, assisti a outra palestra ao vivo de Balthazar Mendes que, naquele momento, estava na Inglaterra fechando outros acordos agora em nome da Defesa Ambiental, e isso me entreteve até o momento de fingir que perdi a hora.
Tudo estava escuro nos corredores, e logo Alícia viria até o bebedouro. Por esse motivo a aguardei. Torcendo para que a nossa última conversa, tivesse servido para lhe mostrar que não éramos inimigos, e sim dois buscadores do conhecimento em conflito. Mas os minutos se tornaram metade da hora, e nem sinal dela aparecer. Por conta disso me desanimei e optei por ir embora.
Só que enquanto caminhava em rumo à recepção, vi ela passar por mim, perseguindo a própria sombra. Amato estava tendo um surto psicótico? Onde Armando tinha se metido nestas horas? E por que ninguém estava lhe vigiando? É perigoso demais deixá-la sozinha neste estado. Pensei tomado pela preocupação, e a segui em rumo ao refeitório. Para o caso de que tentasse pegar em algum objeto cortante ou subisse no telhado.