Capítulo 1 - Do meu jeito.

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POV: Tutor Koraphat

​5:00 A.M.

​Acordo com o som do meu despertador escandaloso. Desligo o aparelho, espreguiço-me e sento na cama, tentando despertar de fato. Solto um sorriso de canto para não começar a rir sozinho; hoje eu teria mais um dia de trabalho na delegacia. Ainda sou estagiário, mas isso não significa que não tenho muito serviço e responsabilidades com que me preocupar.

​Vou até a varanda e percebo que o dia está ensolarado. Ótimo, não terei problemas com o clima no caminho. Sigo para o banheiro — um cômodo simples, com paredes em branco e amarelo. Sempre costumo usar tons claros e animados; minhas roupas são o reflexo disso

​No banho, deixo a água morna escorrer, relaxando ao som de uma música qualquer que cantarolo. Ao terminar, enxugo-me e visto meu uniforme em tons de branco e bege. Por ser estagiário, ainda não uso o azul tradicional, o que facilita minha identificação.

​Tomo um café leve, baseado em frutas e pão. Ligo a TV e, na previsão do tempo, vejo que pode haver fortes chuvas entre a tarde e a noite. Estranho, já que o céu está limpo.

Termino de comer, lavo a louça para não acumular e sigo para a garagem.

​O caminho até a delegacia é calmo. Ao entrar no meu setor, percebo os olhares de sempre.

Sei que sou atraente e que há colegas interessados, mas não misturo trabalho com vida pessoal. Para mim, é melhor assim.

​— Bom dia — digo ao entrar na sala, sendo respondido por todos. Sento-me e começo a trabalhar.

20:00 P.M. – Bangkok, Tailândia

​O dia seguia tranquilo, com as ocorrências habituais. Eu estava entediado, lendo uma queixa de assalto, até que recebemos uma ligação de emergência: bandidos armados mantinham reféns no banco principal da cidade. Imediatamente, preparamos os equipamentos.

​Ao chegarmos, o cenário era tenso. Trovões ecoavam sob a chuva forte que começara

​— EU RECOMENDO QUE VOCÊS SOLTEM OS REFÉNS E SE ENTREGUEM! — gritou o delegado.

​As portas se abriram e os reféns saíram desesperados. Comecei a ajudá-los, notando marcas de cordas em alguns.

Foi então que avistei um garoto. Ele tinha uma beleza surreal; uma aparência inocente que o tornava magnético. Ele parecia perdido sob a chuva. Aproximei-me e abri o guarda-chuva sobre ele. Ele me olhou, assustado.

​— Muito obrigado. — disse ele, com uma voz calma e um sorriso doce que fazia seus olhos virarem dois risquinhos.

​— Não precisa agradecer — devolvi o sorriso.

— Quer ligar para alguém? Família? — Ofereci meu celular. Ele assentiu, afastou-se para falar ao telefone com um semblante sério e depois me devolveu o aparelho.

​— Alguém virá te buscar? — perguntei, curioso. Ele parecia sozinho ali.

​— Meu pai. Ele já está chegando — respondeu, sentando-se em um banco. Fiquei ali conversando com ele até que um carro luxuoso estacionou.

​— Ali está ele — o garoto apontou. Fiquei surpreso ao ver o homem que saía do veículo: era o Sr. Vegas, um dos negociadores mais importantes ligados à polícia. Saudei-o imediatamente.

​— Vamos? — Vegas disse ao filho e depois se voltou para mim. — Muito obrigado por cuidar dele.

​Eles partiram e eu fiquei em transe. O Sr. Vegas tinha um filho? Ele não se parecia nada com o pai. Fui despertado por uma mão gelada no meu ombro. Era Porchay.

𝐘𝐨𝐮'𝐫𝐞 𝐚 𝐬𝐰𝐞𝐞𝐭 𝐜𝐫𝐢𝐦𝐞 - 𝑇𝑢𝑡𝑜𝑟𝑌𝑖𝑚ఌ︎Onde histórias criam vida. Descubra agora