Seu Lunático!

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Donna

Continuei encarando a casa com certa distância, eu estava um pouco apreensiva sobre entrar lá, por algum motivo eu estava nervosa como se algo fosse acontecer. — Vem fia, ocê tem que entrar aqui pra mim poder passar algo nisso aí. — Acenei com a cabeça pisando nas escadinhas que tinham na entrada da casa e continuei olhando os arredores e então a porta. Eu a seguia calada e esperando ela falar algo comigo, a senhora Luda saiu de perto de mim e então foi para outro cômodo. Encostei o ombro na parede e fechei os olhos me sentindo suja por causa da terra que ainda estava em mim, ouvi um barulho de algo sendo arrastado e me virei para ver um homem em uma cadeira de rodas me encarando sério. — O que você faz na minha casa? — Eu percebi seu rosto desconfiado e meio nervoso me encarando. — Estou aqui com a senhora Luda, ela me disse que ia tratar das minhas feridas aqui. — Ele pareceu suavizar sua expressão quando falei o nome da senhora que ainda não tinha voltado para cá.

— Fia, eu achei alguns remédios aqui pra você, mas tem que tomar banho antes de passar. — Luda me explicou e veio com uma vasilha de água na mão e alguns potinhos na outra, o senhor na cadeira de rodas fez um sinal para ela o seguir até outro lugar, provavelmente queria falar algo em particular com a mesma. Suspirei me sentindo cansada, pensei em minha avó e como eu iria retornar para casa nesse fim de mundo. — Vamos subir fia, eu vou te levar pro banheiro e trazer umas roupas pra ocê usar. — Subimos as escadas e passamos algumas portas até ela parar e abrir para mim, entramos e Luda começou a mexer nas gavetas pegando alguns panos brancos limpos e um vestidinho largo para mim usar. — Entra lá no banheiro que ocê tá precisando se limpar. — Obedeci fechando a porta e indo em direção da banheira para ver se estava limpa ou se já tinha água na banheira. Liguei o chuveirinho que tinha em frente a banheira enchendo a mesma e comecei a me despir colocando a roupa suja em cima da pia.

Entrei em baixo do chuveiro e soltei um gemido de dor, a água passava pelas minhas costas e pelo resto do meu corpo, alcançando o sabão que estava em uma prateleira do lado da banheira. Comecei a me ensaboar devagar e com dor por estar esticando o braço que estava arranhado e com hematomas. — Ugh.. tudo estaria melhor se nada disso tivesse acontecido. — Me virei para desligar o chuveiro e tomei um susto quando vi algo parecido com um olho e em um piscar de olhos sumiu. — O q-que? — Me perguntei ainda surpresa com o que tinha acontecido, mas sem nem pensar duas vezes eu peguei a toalha e me cobri saindo do banheiro imediatamente. — Algum problema fia? — Eu acenei com a cabeça e tentei falar algo, mas ao invés disso apenas continuei calada e a segui para o quarto novamente.

Enquanto Luda passava algo nas minhas costas pude ouvir um carro e algumas vozes, pude sentir a mão da senhora Luda pesar nas minhas feridas e soltei um suspiro sôfrego que parece ter acordado a senhora de seu pequeno transe. — Desculpe querida, eu tenho que ver o que está acontecendo. — Ela saiu e me deixou deitada de bruços na cama com as costas expostas e ainda nervosa por literalmente visto um olho entre as tábuas da parede do banheiro. Olhei em volta e avistei os panos que provavelmente eram para enfaixar as minhas costas, me levantei cobrindo os seios e pegando os panos começando a me enfaixar sozinha. — Por que ela está demorando tanto? — Olhei ao redor e peguei o vestido que estava em um cabideiro pendurado e me vesti com cuidado evitando de me mexer muito.

Seu lunático! — Ouvi um grito estridente de uma voz familiar, senti um arrepio na espinha quando passos pesados ecoaram pelo corredor, fechei a porta e me virei em direção da janela pare tentar ver alguma coisa, então uma cabeleira ruiva familiar entrou no meu campo de visão. — Você amarrou o Alex! Por que está fazendo isso com a gente?! — Sua voz indignada estava falha e meio chorosa, então pude ver a senhora Luda ir de encontro com o carro e apontar o dedo para o xerife e o pessoal que estavam todos gritando e discutindo como um bando de loucos, então como em um filme de terror a senhora se virou para a janela pela qual eu estava olhando, eu encolhi os ombros me sentindo nervosa, ° Eu sabia, tem algo muito errado aqui... eu sinto isso. °. Pensei me afastando da janela e trancando a porta. — Eu preciso sair daqui... o que diabos está acontecendo? — Me perguntei olhando em volta e procurando possíveis dicas ou algo que pudesse me ajudar a entender o que está acontecendo nesse lugar.

Am I His Prey?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora