0.8

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— Professor, acho que o senhor não me entendeu… — a garota ainda falava com aquele tom provocativo.

— Eu não sei que tipo de homem você pensa que eu sou, mas com certeza não sou do tipo que faz sexo com alunas por nota. Então, por favor, saia daqui. E nunca mais repita esse tipo de coisa. — Vegas fala rispidamente. Quando ele usa essa voz… dá medo. Nem consigo imaginar o olhar que ele deve ter feito.

— Mas, profe… Sim, senhor. Me desculpe.

Poucos segundos depois, ouço a porta se fechar com força. Mas… ainda sinto a presença de alguém na sala. Perto da mesa.

Será que ele vai demorar pra sair?

Se eu sair agora, será que o Vegas vai brigar comigo? Eu definitivamente não devia ter ouvido aquela “conversa”. Devia ter inventado qualquer desculpa e saído correndo da sala, não me enfiado debaixo da mesa feito um idiota.

— What bullshit is this? — [Que besteira é essa? ] escuto a risada nasal dele. O que será que ele tá achando tão engraçado?

Não sei por quantos minutos mais fiquei escondido, só ouvia passos lentos em direção à porta…

Ping! Ping!

Porra, Pete! O celular começou a vibrar e notificar. Por que eu nunca lembro de deixar essa merda no silencioso?! Sei que é o Porsche, é o único com um toque diferente. Eu vou matar meu melhor amigo.

Meu coração acelera, acho que vou ter uma crise de pânico.

— Pete?

A voz dele me chamando deveria ser algo bom. Mas nesse momento, eu só queria sumir. Vegas me olhava com um misto de confusão e curiosidade. Eu sorrio sem graça, fecho os olhos, e sussurro:

— Surprise…[surpresa...]

— O que você tá fazendo? — ele pergunta, com um sorriso no canto da boca. — Estava com tanta saudade assim de mim?

Balanço a cabeça afirmando. Não era mentira. Eu sempre sinto saudades do Vegas.

— Baby, sai daí. Tá cheio de poeira — obedeço imediatamente. A parte debaixo da mesa realmente tava uma nojeira. — Espera… — ele se aproxima mais, sorrindo, e tira algo do meu cabelo. — Cobweb…[teia de aranha... ]

— Você… tá com raiva de mim? — pergunto, finalmente, olhando pra ele.

— Você fez algo errado, baby?

Vegas me prende entre a mesa, colocando cada braço de um lado do meu corpo, me cercando com aquele olhar intenso. De repente, as lembranças do sábado explodem na minha cabeça. Uma coisa é pensar sozinho… outra é estar na frente do homem que me fez gozar, me fez quase implorar pra chupá-lo ali mesmo. Fico envergonhado e desvio o olhar.

— Não, baby… eu nunca fico com raiva de você.

Ele começa a beijar meu pescoço. O que ele está fazendo…?

— Professor Vegas… — murmuro, a voz falhando. — Estamos na escola e… ahn… — gemo baixinho quando ele suga minha pele de forma tão lenta e sensual. Porra…

Teacher - VegasPeteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora