- Foi ele que ensinou a mamãe a dirigir? - disse Antônio.
- Não? Foi o papai? - disse Isabel sem saber a real resposta.
- Então o que me diz.
- Uma mulher dirigindo, hora que... - ela o olha com a cara séria - E-e e claro que eu ensino.
- Ótimo, podemos começar amanhã mesmo - disse animada.
- Ah, sim... Amanhã mesmo pego o carro de um amigo para começarmos.
- Obrigada, eu agradeço, se dá licença, tenho coisas a fazer.
Ela se despede e volta pro quarto, onde arruma- se e desce.
- Meninas tenho uma ótima notícia!
- Ai, o que foi Catarina? - pergunta lurdes.
- Vou ter aulas de direção!
- Você vai aprender a dirigir! Mas essa é a maior prova de liberdade da mulher!
- E quando você vai começar? - pergunta barbara animada.
- Amanhã, amanhã mesmo eu começo, e o melhor vocês não sabem, o jornalista serafim e que irá me ensinar.
- O jornalista serafim?
- Aquele ridículo machista que ousou mudar o seu artigo!? - disse lurdes.
- Sim, ele apareceu lá em casa hoje me pedindo, me pedindo não, me implorando para que o desculpa-se, achei um tanto estranho, mas aproveitei e fiz com que ensinasse a dirigir.
- E fez muito bem - falou barbara.
- Você é um exemplo para todas nós Catarina - diz lurdes.
No dia seguinte ela começa suas aulas de direção.
- Pronta? - perguntou serafim ao se encontrar ela com no jardim de sua casa.
- Sim, sempre estou.
- Então vamos.
- Vamos ver, a mamãe vai dirigir - diz Antônio.
- Mas foi o papai que ensinou ela? - falou Isabel.
- Não sei, isso tá muito confuso.
- Temos o volante, ali o freio e do lado o acelerador, para ligar, basta virar a chave, aqui.
- Claro, eu não sou burra.
Ela então faz tudo conforme o ensinado, liga o carro e sai pela cidade, porém, quase desgovernado.
- Meu deus! - Antônio fica surpreso, pois não estava acostumado a ver a mãe dirigindo daquele jeito.
- Mamãe?
- Vamos lá! - diz ele.
- Eu não, do jeito que a mamãe tá dirigindo mal assim vai acabar sobrando pra gente! - diz Isabel.
Durante a pequena discussão dos dois se houve um barulho.
- O que foi isso? - ela diz.
Os dois saem correndo para ver o que tinha acontecido, chegando assim na feira, onde algumas barracas tinham sido derrubadas e alguém tinha sido atingido.
- Petruchio! - desce do carro desesperada.
- Papai! - dizem os gêmeos em uníssono.
- A meu deus, socorro! Alguém! - serafim vai buscar ajuda.
- Me ajudem, o ponham ali - diz pedindo para que o colocassem próximo a uma parede para o conforta-lo.
- Meu deus a atropelou o papai! - diz Antônio.
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Conectados
FanfictionEm um futuro distópico em que Catarina e Petruchio nunca se casaram, seus filhos, Laura Isabel e Antônio voltam no tempo e tentam junta-los novamente.