Capítulo 10

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Pov. Jason

Um mês se passou desde a minha briga com Percy. Um mês que eu não sentia o gosto dele, um mês que eu não era tocado por ninguém, um mês que meu coração estava quebrado.

A única notícia boa foi confirmar que era realmente Léo, meu amigo de infância, o novo contratado da empresa. Para a minha maior felicidade ele veio morar comigo. Léo veio para Nova York em busca de emprego e não tinha tanta grana, por isso eu ofereci meu apartamento até ele ter condições de morar sozinho. Eu estava feliz, afinal era bom não ficar sozinho outra vez.

– Os tacos estão prontos, super-man! – O latino grita da cozinha e eu desligo a TV indo até onde ele está.

– Quando você vai parar de me chamar assim, hein? Será que você nunca vai esquecer aquilo – Faço muxoxo e sento à mesa já comendo um delicioso taco apimentado.

Léo gargalha alto e eu rio com ele.

– Nunca vou esquecer você com uma toalha presa no pescoço gritando que saltaria da árvore para voar porque era o super-man. NUNCA!!! Thália ficou desesperada naquele dia! – ele recorda e eu me sinto nostálgico quando ele fala da minha irmã.

– Que saudade daquela punk! Estou juntando dinheiro para ir visitá-la no feriado de ação de graças. – Digo entre as mordidas.

– Bom, no feriado eu preciso ir ver dona Constanza ou ela vem aqui só me matar! – Ele fala e morde um taco picante.

Léo está instalado no quarto ao lado do meu, na semana em que ele chegou passamos várias noites conversando sobre tudo que aconteceu depois que eu me mudei com Thália. Nunca pensei que fosse reencontrá-lo tão rápido, acho que por isso estou tão feliz com a presença dele.

– Ei, Jay, como você está? – A voz dele perde todo o entusiasmo e seus olhos caramelos me observam atentamente.

– Estou bem, Léo. Não se preocupe. – Forço a voz e sorrio.

– Eu conheço você, Jason Grace. E nesse mês em que estou trabalhando na JB percebi que o seu relacionamento com seu chefe é meio estranho. O que você está escondendo de mim?

De repente os tacos perdem a graça.

– Nada. Não aconteceu nada de importante. – Digo firme.

– E o Matthew?

– O que tem ele?

– Ah, Jason! Vai me dizer que não percebe as investidas dele? – Léo pode ser irritante quando quer.

– Mentiria se dissesse isso, mas eu não alimento nada. Não quero me relacionar com ninguém agora.

– Com ninguém mesmo? – ele estreita os olhos e insiste me fazendo bufar.

– Léo, o que você quer que eu diga? – Ralho irritado e saio da cozinha.

Ouço Léo desfazer a mesa e me jogo no sofá com a cabeça doendo.

– Só quero que diga o que está óbvio! Você e Percy...

– Nós ficamos, ok? – Grito ficando de pé. – Nós ficamos e foi perfeito, ele é perfeito e eu me apaixonei... Eu me fodi, na verdade, porque ele não faz o tipo que gosta de relacionamentos! Satisfeito?

Léo se aproxima de mim e antes que eu possa calcular o que ele vai fazer seus lábios estão nos meus. Ele não tenta aprofundar o beijo e se afasta percebendo que eu continuo estático.

– Você pode viver sem ele, Jason. Há outras pessoas, outros sonhos, outros amores... Pensa nisso. – Dito isso ele saiu em direção aos quartos e me deixou na sala ainda de pé, estático.

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