Capítulo 13

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Pov. Jason

Talvez eu seja um grande idiota e mereça sofre por tê-lo perdoado tão rápido, mas eu não suporto vê-lo sofrendo daquele jeito e já não estou me aguentando de saudade. Só Deus sabe a quantidade de força que foi necessária para conviver com ele e me manter indiferente. Eu não podia mais continuar longe porque nada funcionava sem ele por perto. Percy é como uma droga sem a qual eu não consigo mais viver. Eu o amo e não posso lutar contra isso, mas eu preciso resolver as coisas.

Minha vida nunca antes esteve tão bagunçada! Tenho Léo morando comigo e meio que a fim de mim e tenho Matthew cheio de esperanças. Não sei o que fazer, mas vou começar pelo mais "fácil". Léo é meu amigo e, com certeza, vai me entender.

Volto pro hall do hospital e aviso os pais de Percy que ele está esperando-os. Nico e Will me encaram exalando expectativas pelos poros e eu não contenho o riso nos meus lábios.

– Ah, não! – Will dá um gritinho de felicidade. – Não me diga que vocês....?

– Se acertaram? – Nico pergunta na frente do noivo.

– Sim! – Digo feliz. – Percy se abriu pra mim, ele foi completamente sincero, se desculpou e disse que me ama. Eu aceitei. – Confesso erguendo os ombros num leve movimento e sorrio.

– Como é que é? Você é mesmo burro, Grace! Isso tudo é pela sua falta de experiência. Como você não vê que ele está mentindo outra vez? – Léo ralha deixando nós três surpresos.

– Ei, é melhor baixar o tom, aqui é um hospital. – Will alerta.

– Desculpe. – O latino diz, mas não parece se sentir culpado.

– Léo, nós conversaremos em casa. Will e Nico obrigado por tudo. Eu vou em casa deixar Léo e depois volto, por favor avisem Percy. – digo e abraço os dois saindo com um Léo muito puto me seguindo.

Agradeci a Deus quando passei pelas portas por está saindo desse lugar feliz, não tenho boas lembranças de hospitais. Léo continua de cara fechada. Pegamos um táxi e eu tento puxar assunto.

– Léo, nós...

– Não, Jason! Nós não precisamos ter uma DR, até porque não chegamos nem perto de ser um casal. – Ele fala menos irritado.

– Mas você me beijou e...

– E foi apenas isso. Na verdade foi um selinho demorado. – Ele desdenha e eu me irrito.

– Como assim, Léo? Você que pode simplesmente me beijar e ficar tudo normal depois? – Ralho e o taxista olha pelo retrovisor curioso.

– Sabe, Jay, por algum tempo eu pensei que amasse você. Durante a nossa infância você sempre cuidou de mim e sempre esteve ao meu lado, acho que foi ali que eu idealizei que o Jason um dia seria meu. Quando encontrei você achei que fosse o destino, mas você estava diferente. Na verdade, você permanece o mesmo, amigo, bom coração, certinho... Mas agora você tem alguém, você ama aquele babaca do Percy e é óbvio que eu não seria louco de tentar competir com esse sentimento.

– Léo...

– Me deixe falar... Eu quero dizer que talvez tenha exagerado nos últimos dias, mas tudo isso foi por não suportar ver você fingindo estar bem e respirar fundo três vezes depois de sair da sala do Percy. Eu não aguentava mais te ver triste e sorrir para disfarçar. Eu não suportava mais ouvir meu melhor amigo chorar de madrugada quando achava que ninguém podia ouvi-lo.... Eu só queria que você soubesse que você é maior que a situação e que mesmo amando aquele idiota você pode viver sem ele. – O latino conclui e eu enxugo uma lágrima de emoção.

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