Quando houver sangue no chão...

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De forma sucinta e rápida, Julien, o guaxinim agarrou o outro guaxinim de cabelos ruivos brilhantes chamado Paulo, pela camiseta do time de futebol, suas línguas dançavam enquanto suas bocas abriam e fechavam de acordo com o beijo, Paulo agarrou Julien pelas raízes do seu cabelo loiro enquanto o mesmo jogava-o contra a parede do vestiário, saliva escorria das suas bocas, sorrateiramente o loiro colocou as suas mãos por debaixo da camisa de Paulo, eles se separaram e Julien retira a camiseta esportiva, em seguida voltou a beijar Paulo, com os membros quase querendo sair dos shorts, eles os esfregam enquanto se beijam.

Julien afagou as costas de seu amado quando involuntariamente o mesmo vomita sangue em sua boca como uma mãe ave alimentando seus filhotes, assustado, Julien se solta do ruivo, vomita o sangue no chão e Paulo cai em seus ombros, assustado e com os olhos lagrimejando ele observou Paulo dando um sorriso, buracos recheados de sangue sujaram sua camisa esportiva e ele se transforma em várias borboletas que voam para o céu.

Julien encara aquelas borboletas violetas voando em espiral para a lua, assustado e chorando, ele recua, mas do nada o chão abaixo dele se quebra como vidro, ele cai em um abismo escuro, tão escuro que nada pode-se ver, ele colide com uma fofa cama, olhou para os lados e se viu em seu quarto. Paredes azuis escuras, brinquedos de infância nas prateleiras e em uma moldura de madeira, uma foto sua e de Paulo no mirante de Manaus.

Julien sorriu enquanto chorava, saiu da cama e caminhou até o retrato, o pegou e abraçou contra seu peito, lágrimas quentes caíram de seus olhos, ele suspirou e do nada a porta se abriu o assustando, lá ele viu vários furrys encapuzados com uma cruz branca em seu capuz, todos oravam, seus pais surgiram e com rostos não muito amigáveis, começaram a girar em volta dele enquanto recitavam a palavra de sua religião.

Assustado, Julien começou a chorar e gritar, caiu de joelhos no chão e encarou eles girando e falando aquelas palavras, as paredes do quarto começam a se incendiar, o fogo começou a comer as paredes azuladas e os brinquedos, sua cama já era, o teto ficou vermelho e ele caiu mais uma vez para o abismo vermelho escuro em chamas.

Colidiu contra o chão rochoso, logo se viu rodeado de vários furrys crucificados em cruzes de madeira, as chamas se transformaram em pilares de fogo e várias criancinhas vestindo roupas azuis claras de acampamento religioso, elas cantavam enquanto o guaxinim chorava e gritava para elas pararem, as criancinhas começaram a tomar uma outra forma, sombras cobriram seus corpos e seus sorrisos ficaram mais macabros.

Elas começaram a rir enquanto giravam em torno do guaxinim, tudo a sua volta começou a ficar distorcido, as cores vermelhas, laranjas e amarelas ficaram distorcidas, as cruzes também se juntaram, Julien gritou o mais alto que pode e tudo a sua volta desapareceu, o deixando sozinho na solitária e fria escuridão.

Julien se levantou, pisou à frente e sentiu algo molhado e frio. Água, engolindo o medo e trazendo a coragem de volta, ele começou a caminhar pela escuridão total, olhou para os lados buscando alguma forma de vida, mas só conseguia ver o sombrio horizonte sem fim. Uma luz branca o cegou e várias risadas e aplausos invadiram seus ouvidos.

Ele começou a se negar mentalmente enquanto as risadas e aplausos aumentavam, logo ele sentiu uma mão pesada tocando no seu ombro, a mão negra com unhas afiadas, era seu pai, ele o encarou com um rosto assustado, suava frio. Seu pai tinha o rosto borrado, porém parecia estar feliz, ele abriu os braços e uma cortina vermelha se abriu atrás deles e uma peça teatral era retratada atrás deles.

Julien se virou para trás e viu dois cervos vestindo roupas chiques e máscaras venezianas, eles sacaram suas armas de fogo e atiraram um no outro, jatos de sangue sujaram o palco de madeira, logo duas galinhas apareceram e seguravam suas facas de prata, uma nota de dinheiro azul claro caiu no centro do palco e elas avançaram, uma rapidamente enfia a faca na barriga da sua oponente que cai sobre seu joelho e em golpes rápidos ela perfura as costas da outra fazendo liquido vermelho voar para todos os lados e sujando a nota de dinheiro, desesperada ela pega a nota agora vermelha de sangue e passou sobre seu rosto enquanto a plateia aplaudia animada aquele espetáculo macabro.

Max (Uma história furry) 6 temporada: Dia das bruxasOnde histórias criam vida. Descubra agora