Caíndo em desgraça

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{01:42 da manhã, internato Zoolu}

O corredor sombrio do terceiro prédio institucional do internato causava calafrios em Prisha, uma gata persa de cabelos castanhos e olhos verde-claros, estudante do terceiro ano do ensino médio. Ela sabia que se fosse para a reunião secreta do grupo Máscara Negra seria arriscado, ela odeia voltar para o seu dormitório sozinha, infelizmente ninguém do grupo mora no quarto prédio de dormitórios. Ela virou o corredor e entrou em outro, as portas das salas de aula do lado esquerdo e várias janelas venezianas do lado direito, elas estavam abertas, então o cheiro das plantas era como um calmante para todos que passavam perto daquelas janelas.

As estrelas eram como pontinhos brancos na imensidão do céu escuro, Prisha admirava a beleza daquele céu, ela amava a noite, apesar de odiar a escuridão. Ela encarou a lua cheia se escondendo atrás de um prédio, a cada tempo que passava, ela desaparecia, são 01:45 da manhã, faltava pouco para as duas. Prisha tirou um cigarro com extrato de maconha e um isqueiro do bolso da jaqueta e fumou, ela tenta fazer isso para esquecer de suas obrigações, mas ao mesmo tempo, ela sabe que isso faz mal e que deveria parar, mas Prisha não conseguia.

Ela soltou uma auréola de fumaça enquanto olhava para aquela lua, amarelada e cintilante naquele céu sombrio de outubro, ela continua a dar mais algumas tragadas e apagou o cigarro na parede, Prisha suspirou tentando entender o que havia sido discutido naquela reunião, ela não se lembrava de muita coisa por só estar focada em outras coisas pessoais. Sua mãe começou a suspeitar do uso de drogas dela, seu namorado está começando a suspeitar que ela participa do conselho "Máscara negra" e sua melhor amiga suspeita que ela é quem está fazendo desenhos com marcas de cigarro nos prédios institucionais, o último foi o de um pênis ejaculando no rosto do professor de matemática, um assediador que devia estar queimando.

Prisha pega o seu celular e checa o horário, 02:01 da manhã, quase na hora, a gata volta a caminhar e entra no banheiro feminino, um lugar sombrio e secreto aonde as coisas mais sujas acontecem. Seu namorado não sabe, mas ela anda tendo relações com outro, seu namorado é assexual, mas é bem amoroso com ela, Prisha por outro lado gosta e precisa de sexo, por isso, ela se encontra com outro sempre tarde da noite. Outro de seus pensamentos é o de acabar o seu relacionamento atual. Assim que ela entrou na última cabine rosa, se sentou no vaso e mandou mensagem para o outro e esperou.

Após alguns minutos, ela ouviu a porta do banheiro se abrindo e se fechando. É ele, o perfume é inconfúndivel. Os passos pesados de seus coturnos ecoaram pelo local silêncioso, ela ouviu a porta da penúltima cabine se abrindo e se fechando. O zíper se abriu, sua boca se posicionou no buraco, fechou os olhos, logo sentiu sua língua sendo partida em dois e o gosto de ferro na boca.

Prisha gritou enquanto recuava, sangue escorria de sua boca felina, lágrimas dos seus olhos também. Seu amante, ele que é o assassino de Lisa e Katie? "Impossível!!!" Repetia ela em sua cabeça. Com a mão direita tapando a boca ensanguentada, ela arregalou os olhos ao ver a ponta prateada da adaga melada de seu próprio sangue, os passos foram ouvidos de novo. Prisha subiu no vaso ficando acocada, ela olhou com a atenção a sombra dele se posicionando em frente a sua cabine. "Fuja!" Ordenou ela. A porta começou a tremer, seu coração estava a mil, cada batida a pertubava, o suor escorria pelo seu corpo. "Agora!" Ordenou ela. A porta foi arrancada e o máscarado usando uma máscara Smiley-face surgiu, ele contemplou aquela cabine vazia, podia jurar que tinha alguém ali.

Prisha se arrastou por debaixo das cabines, mas parou subitamente quando começou a ouvir os passos do assassino se dirigindo aonde ela estava, a felina continuou a se arrastar até o fim daquele túnel apertado e fedorento. Prisha conseguiu sair e saiu do banheiro correndo em disparada. Sem olhar para trás, Prisha rapidamente desceu a escadaria as pressas, seus olhos se arregalaram quando ela viu a sombra daquele assassino. Ela continuou a correr o mais rápido que podia, logo começou a sentir uma falta de ar junto com formigamento nas pernas, até que ela parou na frente de uma grande janela de vidro.

Max (Uma história furry) 6 temporada: Dia das bruxasOnde histórias criam vida. Descubra agora