(Revisando ortográfia)
S/n está no segundo ano de literatura na universidade Corrigan, e diferente dos de mais alunos, tem trabalhado duro para manter suas notas acima da média e honrar a sua bolsa que ganhou. Com os trabalhos da Universidade, pale...
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Perambulando pelas ruas da cidade sem fazer ideia de para onde ir, você chorava agarrada a uma garrafa de vodka que tinha comprado na loja de convivência do posto de gasolina.
Seus sapatos haviam ficado no apartamento de Chris e de modo algum você voltaria lá para pegá-los. Você não queria vê-lo. Todas as coisas que você fez, o quanto você deu a ele, e no fim ele te retribuiu com o imperdoável.
É assustador, quanto depositamos em alguém quando estamos apaixonados, confiança, amor, respeito...e tudo isso se vai com apenas gesto, um beijo, uma mentira e uma mulher.
As coisas que Julia disse, as coisas que ele estava evitando que ela dissesse.
Havia tantas perguntas agora
Sobre o que eles conversaram? Ele riu com ela como ria com você ? Se sentaram na cama ? Ele a beijou da mesma forma ? Porque ainda ama ela?
Claro que amava, se não amasse ela não estaria ali. Nenhuma mulher procura um homem daquela forma sem ter a certeza de que ele sente o mesmo.
Você fazia todas essas perguntas com medo de ouvir as respostas.
Você poderia ir pra casa, mas não queria ficar sozinha, Chris era sua casa. Sempre havia sido. Se ele estivesse aqui ele te abraçaria e diria que tudo iria ficar bem. Ele era seu conforto, a forma mais genuína de amor que já havia encontrado num ser humano.
E agora nada disso existia mais. Se dissessem que o dia que começou com vocês dois na cama imaginando como se casariam, acabaria com o término de vocês e uma traição, você não acreditaria. Sentada no meio fio da rua, você bebia e enquanto as lágrimas escorriam.
Anoiteceu rápido e a rua se esvaziou aos poucos, assim como garrafa em seu colo. A temperatura começou a cair mais então você se levando da calçada e voltou a andar.
Quando finalmente chegou ao Corrigan state palace, você passou pelo hall sem falar com Joseph, pegou o elevador, subiu até a cobertura e bateu na porta.
Roman abre a porta
-Tá fazendo o...
você o interrompe com um beijo
-Não seja idiota ou eu posso me arrepender- você diz ofegante e hesitante.
-É o que você quer ?-Ele pergunta com um sorriso malicioso
-cala a boca e faz logo.- você rebate
-Não precisa pedir duas vezes.
Roman segura sua nuca e puxa pra dentro do apartamento assim que a porta se fecha ele e te joga contra a ela pressionando o corpo dele contra o seu. As mãos dele seguram seu rosto enquanto ele te beija, sua pele está tão quente e seus lábios estão úmidos e macios. Roman te pega no colo você para o quarto e te deita na cama com cuidado, afastando seu cabelo para ter acesso ao seu pescoço de forma sedenta ele beija e belisca com os lábios, espalhando um arrependido por toda a sua pele.
Sua blusa é jogada para o chão e as mãos do garoto passeiam por pelo seu torso, seus dedos cumpridos e finos entram por debaixo do tecido do sutiã e tocam seus mamilos. Você dá um suspiro se contendo para não gemer alto.
Enquanto te beija Roman você desabotoa botão por botão a camiseta dele, quando termina consegue ver a barriga magra porém definida, estranhamente atraente
-S/n- ele diz entre beijos - espera aí.
-Não posso fazer isso agora - você sussurra ao pé do ouvido dele.
Sua mão desliza por ela com suavidade até chegar às calças do rapaz que ao ser tocado se afasta.
-Espera!- ele pede ainda ofegante.
Você o encara
-qual o problema ? - você questiona
-Me diz você ?- ele se senta na beira da cama.
-Da última vez que falou comigo, você mandou eu me fuder aí aparece na minha casa tarde da noite querendo transar. O que tá acontecendo com você ?
-comigo? O que tá acontecendo com você? Vem!- você chama o puxando de volta.
-Não dá....- ele se afasta novamente.
-Voce não me quer ?
-Quero. Você sabe que sim... Mas...eu não posso...- ele diz em conflito com o desejo
-Não pode ?
-Você não tá bem.- ele diz com um olhar carinhoso
-Ei, eu estou bem,- afirma segurando seu rosto e rindo.- estou ótima na verdade
-o quanto você bebeu?- ele ri também
-E isso importa ?
-importa pra mim.
-Desde de quanto liga pra consentimento?- você gargalha sozinha
-Que porra tem de errado com você ?- ele falou com desdém
-Meu Deus, Roman era só uma brincadeira.
-Bom não tem graça.- Ele rebate irritado saindo de cima de você .
-inacreditável. A única vez que eu preciso que você me coma e saia fora como uma grande babaca voce se recusa.
-Você tá bêbada! -acusa abotoando a camisa.
-E você não consegue ficar de pau duro, qual de nós dois é mais patético?
-Se veste você vai pra casa!- ordena jogando sua camiseta em você.
Roman te puxa pelo braço para te tirar da cama e você reage violentamente o empurrando
-Não! -você levanta a voz - não, toque em mim!
-Deixa eu levar você pra casa, não seja idiota.
-Você já pode parar de fingir, okay?- você diz com a voz embargada - você não é essa pessoa.
-Do que tá falando?- ele diz esfregando os olhos com um ar de cansaço.
-Você não é um cara legal. E tá na hora de parar de fingir que se importa comigo ou que vai conseguir reparar toda a merda que você fez, tudo isso é uma grande mentira. Por baixo desses gesto gentis e forçacão toda, eu sei quem você é verdade. Roman Godfrey, um grande idiota, uma grande decepção e um grande erro. Não faço ideia do que a sua mãe com você.... Mas você não é muito diferente dela.
Sentindo-se completamente humilhada, frustrada e revoltada, você se permite derramar algumas lágrimas enquanto caminha até a porta do quarto. Ao se levantar sua visão está embaça graças a vodka, seus pés vacilam te fazendo tropeçar no tapete, você se desequilibra, e cai batendo seu rosto no chão.
Roman grita seu nome mas o som está abafado demais pra ouvir, e seu corpo esmorece aos poucos a escuridão vai invadindo seus olhos até tudo ficar completamente escuro.