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🌸Any Gabrielly🌸

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🌸Any Gabrielly🌸


O jantar.

Eu estava nervosa, não sabia como seria, o que fazer, como reagir e como falar com minha família e amigos; alguns deles que na minha cabeça e realidade de Nova York eu não via há muito tempo.

Nos arrumamos, e eu tentei a cada instante não transparecer meu nervosismo imenso. Afinal, eu deveria fingir naturalidade, se é que conseguiria.

A caminho da casa de Alex e Mel, Gaby foi falando pelos cotovelos e eu confesso que não estava muito atenta. Estava preocupada de como tudo seria e fiquei olhando pro lado de fora, pelo menos o céu estrelado e a lua me destraíam. Só quando chegamos me dei conta de que isso ira realmente acontecer. Eu veria meus pais, meus irmãos, cunhado, e sim, meus sogros. Era muito a se processar que quando percebi o carro estava parado e as crianças estavam brigando. Noah interveio e eu me juntei a ele. Nem sei como ser uma mãe. Falei firme e ambos ficaram quietos e obedeceram a Noah.

Será que eu tinha sido exgerada ou rude demais? Caramba! Eu não sei. Não sei mesmo o que deu em mim. Ao mesmo tempo que tenho a certeza dentro de mim que sei ser uma mãe, por outro lado fico insegura e com medo de falhar. Talvez tenha sido meu estresse e nervosismo com tudo. Mas pelo menos eles se entenderam.

Noah é meu ponto forte. Minha rocha. Sem ele, eu não conseguiria nada e eu de fato não mereço esse homem. Acho que na verdade nesses seis anos. Nunca mereci.

O baque foi forte quando Wendy veio. E ver meu sogro, ver Mel e Alex. Que na realidade de Nova York não estavam juntos, pelo menos não ainda. Era mais uma relação de vai e volta/acerta não acerta. Pelo menos a última vez que falei com Mel e tive notícias.

Outro momento em que eu queria correr e chorar ou chorar e correr. Quando vi Nour, Lamar, minha mãe e meu pai. Eu em Nova York ficava tão ocupada, que quase não os via, falava via chamada de vídeo ou ligação. E a única presente constantemente era Nour. Bateu um sentimento forte e de nostalgia. E ao mesmo tempo que eu queria disfarçar eu queria aproveitar, pois esse ano eu não sabia se conseguiria passar natal e ano novo com minha família devido à tanto trabalho na empresa.

O que é estranho. Paro subtamente e penso: como que farei? E eu se eu ficar presa nisso tudo? Vou passar natal aqui? Minha vida agora é e será assim? E o pessoal de Nova York? Aff! Que merda.

Em dado momento do jantar, foi quando eu realmente pirei! Surtei e precisei respirar. Saí e logo após veio Noah me acalmar e ele tem esse dom. Sem ele na realidade de Nova York eu costumava me acalmar indo na Million Dreams me entupir de rosquinha com creme de morango. Mas ele estava aqui. Depois de tempos ele está comigo e eu fico pensando como tenho conseguido ficar anos e anos sem ele. Sem o cheiro dele, sem o calor, o sabor, os toques e os beijos de Noah.

Quando terminamos de conversar e eu aliviada por estar mais tranquila e por Noah respeitar meu espaço e meus desejos, voltei melhor e Shiv continuou me ajudando com algumas histórias de família. Noah ficou próximo de mim o restante da noite e quando Jacob e Gaby estavam tombando de sono, resolvemos ir embora. Ao chegar em casa pusemos as crianças pra dormir e terminamos a noite fazendo amor.

Um Desejo InesperadoOnde histórias criam vida. Descubra agora