Eu não acho que eles entenderiam (7)

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*Dois meses depois, sexta-feira, um dia antes da arrecadação de fundos*

Macau estava jogando um jogo em seu dormitório quando ouviu uma batida frenética em sua porta. Apenas duas pessoas iam ao quarto dele, Chay e Som. No entanto, havia apenas uma pessoa que ele esperava que fosse.

Esperando que seus instintos estivessem certos, ele correu e abriu para encontrar Chay ofegante. "Macau! Preciso de ajuda!"

Sem perguntas, Macau puxou Chay para dentro e fechou a porta, virando-se para Chay para examinar o menino em busca de ferimentos. "O que aconteceu? Alguém está perseguindo você?" Ele virou Chay 360° pelos ombros e o inspecionou.

"O quê? Não, não é isso. Preciso de ajuda com a arrecadação de fundos!"

Macau suspirou aliviado, deixando escapar uma pequena risada. "Arrecadação de fundos? Que tipo de ajuda?" Ele se perguntou que tipo de ajuda poderia ser, já que nunca participou de tais coisas.

"Eu deveria assar uns 200 biscoitos para amanhã!"

Os olhos de Macau se arregalaram. "200? Você está alimentando um exército?!"

"Estamos vendendo em pacotes de dois, mas esse não é o ponto!" Era óbvio o quão estressado Chay estava. Macau não o via tão excitado desde que estava sendo perseguido.

"Você não pode ligar para alguém? Basta comprá-los em uma padaria local ou algo assim."

"Sim, mas eles precisam de um aviso com uma semana de antecedência. Não acredito que esqueci! Eu estava tão ocupado treinando com você e finalmente alguém me perguntou sobre os biscoitos hoje." Chay começou a andar, assim como fazia no hospital.

Macau pensou na facilidade com que Chay poderia ter ido para casa e assado na casa da família principal. Isso apenas o fez sorrir, como o primeiro pensamento de Chay foi pedir ajuda a ele. "Ok. Está tudo bem. Podemos assar, então."

"Onde? Eu não conheço nenhum lugar no campus, e você não pode vir para casa comigo..."

"Você pode vir até a nossa casa. Deixe seu telefone aqui para que eles não te rastreiem."

Isso chamou a atenção de Chay. "O que?"

*~*~*~*~*~*

*Casa da Família Menor*

Macau destrancou e irrompeu pela porta da frente com sacolas de ingredientes em cada mão, assim como Chay que entrou atrás dele. Macau levou Chay direto para a cozinha depois que eles tiraram os sapatos, passando por Pete na sala que não podia acreditar em seus olhos. "Macau? Porchay?"

"Ei, P'Pete! Vamos usar a cozinha por algumas horas!"

"Sawadeekrap P'Pete!" Chay não conseguiu juntar as mãos para cumprimentar o homem enquanto eles corriam, mas ele tentou.

Os meninos colocaram as sacolas no balcão e retiraram tudo na hora. Pete entrou na cozinha, esfregando os olhos para se certificar de que estava enxergando corretamente. "O que está acontecendo?"

"Nós vamos assar biscoitos." Macau disse isso com tanta naturalidade que Pete quase riu.

Pete não podia acreditar em seus olhos e agora em seus ouvidos. "Assar? Biscoitos? Você?" Macau não sabia assar, muito menos cozinhar. O menino nunca pisava na cozinha, a menos que fosse para pegar comida ou lanche. "Você sabe assar?"

"Eu sei", Chay entrou na conversa.

"Eu não sabia que vocês dois eram amigos..." Pete estava perplexo. Macau nunca mencionou Chay, exceto quando o salvou. Se Pete se lembrava corretamente, Macau disse que eram apenas colegas de escola.

Lugar Seguro (MacauChay)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora