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P.O.V. SOOYOUNG

Logo ouvi um barulho vindo do lado de fora e me virei encarando uma Kim Jiwoo de bochechas rosas e parecendo assustada, isso me lembrou quando namorávamos escondidos e ela subia para meu quarto pelo gradil de fora. Céus, ela deve ter feito a mesma coisa.

Levantei abrindo a porta da sacada e ela entrou no meu quarto se sentando no meio de minha cama, com as pernas cruzadas como índio, ela sempre fazia isso, parecia um neném 90% do tempo, é só mudava essa imagem durante nossos momentos íntimos. Pensar nisso me fez lembrar de nossos corpos nus e suados, sobre minha cama.

- Está devaneando sozinha, Sooyoung?

- Desculpa, é que isso me lembrou quando fazia isso 12 anos atrás, pra passarmos a noite juntas.

- Estou aqui pra conversar dessa vez - ela sorriu sapeca me fazendo sorrir também, sentei na cadeira gamer e cruzei as pernas olhando-a

- O que quer saber?

- Não sei, tem tanta coisa que precisamos saber uma da outra, mas teremos tempo, eu acho.

- Não tanto, tendo em vista que essa é minha última noite nessa casa, a qual sempre chamei de lar.

- Porque última noite?

- Meu pai não me expulsou propriamente dito, mas disse coisas horríveis e imagino que será terrível estarmos embaixo do mesmo teto.

- Sabíamos que não seria nada fácil, mas te expulsar?

- Como eu disse, ele não o fez, mas pelas palavras ditas eu não aceitaria mais ficar aqui.

- E já tem um lugar para ir?

- Não, eu vim rápido demais, não tive tempo de me programar. Vou ficar em um hotel amanhã e procurar uma imobiliária para achar algo para alugar ou dependendo do valor, comprar.

- Não sei se gostaria, mas eu juntei um pouco de dinheiro trabalhando na França, eu também me programei muito para vir pra cá e comprei um apartamento, não precisa ir para um hotel, fique comigo até achar algo. Eu não sei morar sozinha ainda, e a Jungeun comprou um apartamento pra ela.

- Está me chamando para morar com você?

- Só se quiser, e não precisa ser definitivo, pode ficar pelo tempo que precisar, acho que o dinheiro que tem guardado pode ser útil pro tempo que ficar aqui.

- Queria dizer que está errada, mas eu vou precisar abrir um escritório pra mim. Mas não pense que isso será de graça, meu apartamento na times square vai me render um bom dinheiro, então será como um quarto alugado.

- Tudo bem, não precisa de formalidades comigo.

- Obrigada - sorri e ela fez o mesmos

- Mas me diz, como foi a vida nos Estados Unidos?

[...]

Passamos noite a dentro conversando e ela foi embora a 00:00, me lembrei de Lili e lhe mandei uma mensagem pedindo desculpa pela demora, menti dizendo que eu havia cochilado, ela disse que não havia problema já que ainda estava acordada e se eu quisesse, poderia descer até seu quarto.

Agradeci por ele ficar dentro da mansão, na parte de trás da casa um andar abaixo do piso principal, já que havia um pequeno declive no terreno e assim os quartos poderiam ter janela para apreciação de um nascer do sol belíssimo.

Entrei no quarto de Lili sorrateiramente e me esbaldei em seus braços, sua pele lisinha e seus traços europeus, me lembravam algumas pessoas que fiquei antes da transação.

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