Quando a filha de Kol e Davina, resolve viajar para o passado com uma única intenção, se matar antes de nascer, para que consiga impedir mortes que em seu tempo não conseguiu.
Entre diversas reações a notícia e a negação de muitos sobre o assunto...
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Narrador
— Olá.
Foi a primeira coisa ouvida por todos os presentes na sala. A voz surgiu do nada, interrompendo qualquer diálogo. O simples cumprimento da voz misteriosa foi o suficiente para que todos voltassem sua total atenção para ela.
E lá estava: aos olhos de todos, apenas uma garota. Tinha cabelos castanhos de comprimento médio e olhos de uma bela tonalidade chocolate. Era baixa, com uma feição de claro cansaço, mas, por algum motivo, mantinha um grande sorriso no rosto.
O primeiro instinto de todos foi proteger Hope, que estava no colo de Hayley, enquanto Davina sentava-se ao lado das duas no sofá. Quando a garota deu um passo à frente, Klaus avançou, mas acabou arremessado a uma distância considerável de onde estava.
— Por favor, não tentem isso novamente. Não podem me tocar; a única coisa que vão conseguir é se machucarem à toa — disse a jovem, aproximando-se mais.
— Então peço que não se aproxime e nos responda, com colaboração: quem é você? — Elijah interveio, antes que o irmão fizesse algo impensável.
— Você sempre foi assim, caramba! — A garota sorriu, sentando-se no sofá oposto a eles. — Meu nome não é importante agora.
— Poderia fazer menos suspense e nos dizer logo quem é? — Kol já se exaltava, temendo que sua esposa e o bebê fossem alvos. Mas a garota não dizia nada; apenas os olhava com um grande sorriso e olhos brilhando como diamantes, como se estivesse encantada ao vê-los, e não assustada ou com raiva, como a maioria que os conhecia.
— O que está escondendo atrás de você? — A pergunta foi direcionada a Kol. Ele permaneceu sério, mas de nada adiantou: com um movimento de mão, a garota o arrastou para o lado, tirando-o da frente da esposa. — A gravidez fica bem em você.
Davina sentiu medo. Por um estranho motivo, não tinha receio da garota em si, mas do que ela carregava consigo; a dor em seus olhos era tão visível quanto o cansaço e o brilho.
— Você é uma bruxa — afirmou Davina, obtendo uma confirmação imediata.
— Sim. Bruxas e seus feitiços... Devem querer muito me matar, porém, preciso que entendam que o que vim fazer aqui não é, de forma alguma, para machucar vocês. Eu jamais machucaria vocês.
— Parece haver uma controvérsia — rosnou Klaus. Ele não queria diálogo; queria aquela garota morta.
— Sempre nervoso, não é, Niklaus? Então vamos lá. Meu nome é Aylanna Mikaelson, sou filha de Kol e Davina. Esse bebezinho na barriga dela sou eu. E eu estou aqui para me matar antes que eu possa nascer.
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