Quando a filha de Kol e Davina, resolve viajar para o passado com uma única intenção, se matar antes de nascer, para que consiga impedir mortes que em seu tempo não conseguiu.
Entre diversas reações a notícia e a negação de muitos sobre o assunto...
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Narrador
— Olá, borboleta.
— Nem vem, tá, Aylanna? Já tive um dia ruim o suficiente, não o piore — Lizzie bufou.
— Então me diga o que posso fazer para melhorá-lo? É só dizer, borboleta.
— Será que dá para parar de me chamar assim? Já ajudaria bastante.
— Sinto muito, mas isso eu não posso — com as palavras de Aylanna, Lizzie apenas revirou os olhos.
— Então por que me chama assim? É só porque tem gosto em me irritar, tenho certeza.
— Aí você se engana.
— Então me diga por quê.
— A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da mudança e da renovação. Você me renovou, me transformou e mudou minha vida — não de uma forma ruim, muito pelo contrário. Representa também o recomeço, a beleza, a felicidade, a efemeridade da natureza, proteção e boas energias; e você é tudo isso na minha vida. Sua beleza é incomparável; sua felicidade me deixa feliz. Por você, eu seria capaz de atravessar o mar sem me importar com nada, daria tudo o que quisesse, você só teria que me pedir — Aylanna começou a se aproximar, enquanto Lizzie permanecia parada.
"Adoro seu cabelo — falou, colocando o cabelo da garota atrás da orelha com uma das mãos. — Adoro o brilho dos seus olhos, seu cheiro, como você sorri e ri, até quando fica nervosa comigo. Adoro você toda e por completo, e jamais mudaria um pedacinho sequer de você. Você é perfeita, Elizabeth. É a minha borboleta."
As duas se mantiveram caladas. Aylanna ainda tinha uma de suas mãos no cabelo de Lizzie, que já respirava de forma descompensada e nervosa. Elas não conseguiam ouvir o coração uma da outra, mas sabiam que o de ambas estava acelerado.
Lizzie estava surpresa com a declaração de Aylanna para ela, e Aylanna estava apenas mais apaixonada por Lizzie. Sem pensar muito mais sobre o assunto, as duas se aproximaram, seus narizes se encostando, elas olhando bem no fundo dos olhos uma da outra. Então, com o pouco de força que lhe restava e esquecendo a total sanidade, Lizzie a beijou, segurando os ombros de Aylanna enquanto a mesma segurava sua nuca. Sem pressa, sem medos ou receios. Apenas duas garotas apaixonadas demonstrando seus sentimentos.
...
Black Out Days – Phantogram Narrador
Elizabeth Saltzman e Aylanna Mikaelson, uma em frente à outra. Lizzie se recusava a olhar nos olhos melancólicos de sua amada, apesar de os seus não estarem de forma diferente. Era doloroso demais; o silêncio entre as duas era doloroso demais.
Com a pouca força que lhe restava, Elizabeth se forçou a encontrar o olhar de Aylanna, que já pairava sobre si. Com o não tão grande espaço entre elas — mas que parecia um abismo —, Aylanna se viu dando um passo à frente, e foi nesse momento que, apesar do silêncio, um barulho pôde ser ouvido: o coração de Aylanna Mikaelson se quebrando quando Lizzie negou a aproximação, dando um passo para trás.
E, a partir daquele momento, o rosto de nenhuma das duas poderia negar uma verdade tão veemente e dolorosa. Talvez a esperança de um amor entre elas tivesse realmente acabado.
...
— Não tenho opção.
— É claro que tem, Aylanna. Todo mundo tem uma opção, você não é diferente — elas já estavam na mesma discussão há algumas horas. Lizzie e Aylanna eram irredutíveis; talvez por isso fossem tão perfeitas uma para a outra.
— Minha família já está exposta a riscos demais. Acha que eu quero isso para você também? Tem que entender o meu lado, poxa — Aylanna suspirou pela milésima vez durante a conversa que, a essa altura, já estava mais para uma grande discussão de casal.
— Se fizer isso comigo, pode esquecer que existo, Aylanna Mikaelson. Eu não vou querer olhar nunca mais na sua cara — Lizzie já não estava conseguindo se segurar mais; deixou que as lágrimas rolassem soltas por seu rosto.
— Vou fazer um feitiço de selagem. Todas as memórias que tem comigo ficarão confinadas. Não vai se lembrar de mim, não vai pensar em mim, não vai sentir minha falta — Aylanna se aproximou e limpou as lágrimas do rosto de Lizzie, nem percebendo as suas próprias. — Mas você também é uma bruxa e sabe exatamente como funciona: não posso fazer nada se não me permitir.
— É, eu sei.
— Então também sabe que te amo, e que é exatamente por isso que tenho que te fazer me esquecer. Porque te amo demais, e se você se machucar por minha causa, eu nunca poderia me perdoar.
— Sabe que eu também te amo, né? Mais que tudo.
— Mais que tudo.
Com as testas coladas e os pensamentos e sentimentos a mil, as duas garotas se sentiram seguras pelos poucos minutos que tiveram de paz, por aquele momento que ninguém poderia arrancar delas. Elas sabiam que, mesmo com feitiços, inimigos ou o que fosse, o amor que sentiam uma pela outra sempre iria prevalecer, mesmo que fosse em outra vida, em outra realidade ou até mesmo em outro futuro.
— Não se esqueça de mim — Aylanna deu uma leve risada diante da fala da amada.
— Não tem como esquecer você — e, como um selar de que o amor entre as duas seria eterno, elas se beijaram. Por mais que soubessem que aquele seria o último beijo, sentiram-se tão leves, felizes e apaixonadas quanto se sentiram no primeiro.
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|Primeiro beijo que eu escrevo na vida, então se estiver ruim eu sinto muito