Quando a filha de Kol e Davina, resolve viajar para o passado com uma única intenção, se matar antes de nascer, para que consiga impedir mortes que em seu tempo não conseguiu.
Entre diversas reações a notícia e a negação de muitos sobre o assunto...
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Narrador
Depois de tudo, depois de todos os anos de sofrimento e de separação, esse seria o fim? Não poderia ser.
— Vocês não vão fazer isso — pela milésima vez, Aylanna repetiu para seus pais.
— Lanna...
— Não! Não me venham com essa. Vocês disseram que conseguiram uma forma de acabar com a Hollow. Mas agora me digam: quando pretendiam me contar que, para isso, teriam que morrer?
— Por favor, querida, você tem que entender o nosso lado — Davina disse de forma calma.
— Entender? Querem que eu entenda? — Aylanna falou, incrédula. — Como pretendem que eu entenda que vocês vão se matar?
— Lanna, nós te amamos, por isso vamos fazer isso — Kol se aproximou da filha com Davina, e cada um segurou uma das mãos de Aylanna. — Você é a coisa mais brilhante e incrível que já nos aconteceu. Por você, somos capazes de matar e de morrer.
— Somos capazes de tudo, sempre por você — Davina lançou-lhe um sorriso carinhoso. — A Hollow é um espírito complicado de se lidar. Tentamos diversos feitiços de incontáveis bruxas, mas se quisermos que ela realmente te deixe ter uma vida, ser feliz, temos que fazer isso.
— Por favor, não... — As lágrimas já começaram a encher os olhos de Aylanna. Como ela poderia lidar? Como poderia aceitar? Seus pais estavam à sua frente dizendo o que ela nunca pensou que escutaria.
— Nós te amamos muito, muito mesmo. E vamos estar sempre com você — Davina disse entre lágrimas e sorrisos de reconforto.
— Sempre e para sempre, filha — E assim os três se abraçaram, ficando naquela posição pelo máximo de tempo que puderam.
Kol e Davina sabiam o quanto aquela decisão doeria em sua filha, mas se era a única forma de mantê-la segura, assim seria. Nada nem ninguém poderia impedi-los de fazer o melhor por ela.
...
A noite estava fria e parecia até mais escura que o habitual; uma leve brisa batia sobre Kol e Davina. Os dois agora se encontravam em um de seus pontos preferidos na cidade.
A praça no Quartel, sempre cheia de vida, luzes, alegria, pessoas cantando e se divertindo, agora se encontrava morta e sombria, como se, de alguma forma, o universo pudesse sentir o que estava prestes a acontecer.
— Eu te amo, querida. Você foi uma das melhores coisas na minha vida e ainda me deu meu maior presente. Você é perfeita, e eu não poderia escolher uma morte melhor a não ser ao seu lado — Kol Mikaelson disse à esposa, enquanto estavam um em frente ao outro, com os olhos fixos e mãos dadas.
— Você também foi uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida. Fico feliz que, mesmo com o nosso fim agora, pudemos deixar um pedaço tão especial do nosso amor. Eu te amo, Kol, e nunca, nem mesmo após a nossa morte, esse amor se acabará — Com lágrimas rolando dos olhos dos dois, um beijo casto foi deixado por Davina em seu marido, como um último selar singelo de seu amor.
Com as mãos ainda dadas, eles se prepararam. Enquanto o feitiço que Davina murmurava começava a surgir, olharam pela última vez nos olhos um do outro. Aos poucos, foram se transformando em apenas poeira, flutuando direto aos céus, onde ainda esperavam se encontrar.
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