Minha pessoa

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Narrador

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Narrador

​Naquele momento, uma animada Hope corria pelo colégio em direção ao seu quarto, para que pudesse contar as novidades de sua vida para sua prima.
​De forma rápida, assim que chegou à porta, abriu-a em um solavanco, assustando a garota de cabelos castanhos que estava deitada em uma das camas, lendo distraidamente.

​— Hope, você quase me mata! — Aylanna falou, respirando fundo e recuperando-se do susto que a prima acabara de lhe dar, mas em seguida abrindo um sorriso ao ver a expressão dela. — Que cara é essa? Está com cara de psicopata com esse sorriso.

​— Você nunca vai adivinhar quem acabou de me convidar para o baile de primeira! — disse Hope, jogando-se na cama para ficar ao lado de Aylanna. — Vai, tenta adivinhar.

​— Pelo seu entusiasmo, eu nem preciso fazer muito esforço. Josie.

​— É tão nítido?

​— Que ela te convidou para o baile ou que você está apaixonada por ela? — Rapidamente, Hope olhou para a prima, corando.

​— Não sou apaixonada por ela.

​— Está vermelha como um tomate. Que gracinha — Aylanna brincou, apertando as bochechas de Hope, que desviou e deu um leve tapa na prima, ficando sem graça.

​— Não seja chata! Preciso da sua ajuda com a roupa, e ainda tem a maquiagem e o cabelo. Meu Deus, ser mulher é muito difícil.

​— Não surta. Vou te ajudar, já que eu nem vou mesmo.

​— O QUÊ?!

​— Andrea, eu ainda não sou surda! Mas estou falando muito sério: eu não tenho por que ir, sabe muito bem da minha aversão por bailes.

​— Você odeia todo tipo de festa — Hope falou, revirando os olhos. — Mas vai a esse baile nem que eu tenha que te arrastar.

​— Não vou.

​— Vai sim! Você vai ficar fazendo o que, então?

​— O baile é na sexta; sexta é difícil para mim — Aylanna tentou inventar uma desculpa.

​— O baile é no sábado — Hope falou com a feição irônica.

​— Sábado é pior ainda — Aylanna continuou a tentar desviar.

​— Na quinta vamos ver os vestidos.

​— Tá legal — vendo que não tinha saída, revirou os olhos e viu Hope comemorar.

— Mas eu não garanto ficar lá por mais do que vinte minutos.

​Dito isso, as primas calaram-se e ficaram apenas em silêncio, deitadas uma ao lado da outra, aproveitando a companhia.

Aylanna e Hope tinham algo que ninguém nunca conseguiria nomear; não eram só primas, eram melhores amigas. Sabiam que, não importaria a situação, uma sempre daria apoio à outra.

​Se Aylanna matasse alguém, sabia quem deveria chamar para ajudar a esconder o corpo; se Hope precisasse de cobertura para fazer um feitiço que não deveria, era só chamar sua prima. Era assim que funcionava: eram gratas por terem uma à outra, por serem a "pessoa" uma da outra.

 Era assim que funcionava: eram gratas por terem uma à outra, por serem a "pessoa" uma da outra

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Aylanna MikaelsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora