Todos tem uma história e uma dor. Você pode acabar se identificando, mas pode também achar a resposta desse problema, mergulhando nesses pequenos contos, você verá através do espelho.
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Havia um jovem ator, brilhante em sua arte, mas que nutria uma obsessão pela sua colega de trabalho, a também reconhecida. Não bastava para ele atuar ao seu lado, ele queria absorvê-la em sua alma, sentir-se parte integrante da existência dela.
Porém, suas tentativas de aproximação não resultavam em nada além de uma crescente frustração. Ele foi engolido por uma avalanche emocional, suas obsessões atingiram proporções extremas e, na cena final da peça teatral onde ambos trabalhavam, ele sucumbiu à pressão.
Enquanto a atriz interpretava Athena, a deusa grega da sabedoria, ele assistia à cena em transe, atordoado por sua própria fascinação. Então, num momento de fúria extrema e confusão mental, o ator tomou a espada cênica e cravou-a em seu coração.
A cena, que deveria ser um momento brilhante do espetáculo, se transformou num apocalipse. O público, em choque, assistia ao ator se esvair em sangue, a atriz olhava no fundo de seus olhos, se perguntando o por que disso, colocando suas mãos sob a espada.
"Eu queria ser como ela", disse o ator em um último suspiro, "eu queria entender a vida como ela entende. Mas agora, estou só vazio e triste". Suas palavras foram abafadas pela comoção geral, enquanto a atriz chorava inconsolavelmente.
Essa tragédia continua a resistir como um testemunho das profundezas que a mente humana pode mergulhar.
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O público se agitou pela comoção que se instalou. Alguns saíram correndo para fora do teatro, enquanto outros, horrorizados, permaneceram em seus assentos, paralisados pelo impacto emocional da cena. Mas nada disso se comparava ao sofrimento, aos poucos empalidecia o ator, coberto pelo sangue da jovem.
"Por que você não me amou?!", gritou ele, com um misto de dor e raiva. Sua voz era débil, mas ainda assim explodia com uma emoção genuína e forte.
A atriz, que agora estava no chão, chorava copiosamente e tentava compreender o que acabara de acontecer. Ela estava em choque, tentando se convencer de que tudo aquilo não passava de um pesadelo.
Mas para o ator, não havia mais volta. Ele tinha sucumbido à sua própria obsessão, seu próprio desejo insaciável de encontrar na outra pessoa a satisfação que ele não encontrava em si mesmo.
"Por que eu nunca pude ter você?", sussurrou ele, com lágrimas escorrendo pelo rosto. "Por que tudo o que eu fiz nunca foi o suficiente para que você me amasse?"
O teatro, que outrora fora palco de uma apresentação grandiosa, agora se transformara em cenário de uma tragédia. As cortinas foram abaixadas, a iluminação desligada e o som desligado, deixando apenas o silêncio ensurdecedor.
Naquele momento, não havia mais palavras a serem ditas, nem atos a serem realizados. O que restou foi apenas a marca de uma vida perdida, um talento interrompido e uma obsessão inabalável que se transformara em dor e sofrimento.
O mesmo parecia entrar em um estado de transe, enquanto seu corpo tremia e sua mente tentava lidar com a tragédia que acabara de desencadear. Ele olhava para o corpo inerte da atriz no chão e parecia não acreditar no que havia feito.
Em meio às lágrimas e soluços, ele soltou um grito alto e ardente, que ecoou pelo teatro vazio. Seu desespero era palpável, e as vozes em sua cabeça pareciam intensificar ainda mais sua dor.
"Por que eu fiz isso?", perguntou ele, para as vozes em sua mente. "Eu não queria machucá-la... eu a amava..."
Uma das vozes, forte e fria, disse: "Ela merecia. Ela nunca te deu a atenção que você merecia. Ela te ignorou e te desprezou. Ela te fez sofrer."
A segunda voz, mais suave, mas cheia de reprovação, disse: "Você é uma pessoa horrível. Não merece amor. Sua obsessão te cegou e transformou você em um monstro."
E a terceira voz, mais questionadora, perguntou: "Por que você fez isso? Por que escolheu a violência em vez do amor? Por que arruinou sua vida e a dela dessa forma?"
O ator parecia não ter resposta para nenhuma das vozes em sua cabeça. Seus pensamentos agora eram apenas de arrependimento, culpa e tristeza. Ele havia perdido a si mesmo e a pessoa que amava, e agora teria que pagar pelas consequências de seus atos para sempre.
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O ator se levantou, ainda em choque diante do que havia feito, e começou a andar de um lado para o outro. Os outros atores o rodeavam, gritavam com ele, empurravam-no, mas ele não parecia estar lá. Sua mente agora era um turbilhão de pensamentos e vozes em conflito.
Foi então que ele decidiu acabar com tudo. Subiu ao terraço do teatro, gritando para que todos ouvissem. Ele olhou para baixo, mas não sentiu medo. Apenas paz e a certeza de que sua dor terminaria em breve.
Com lágrimas nos olhos, sussurrou um último adeus para a pessoa que amava e se jogou no vazio, cortando sua própria garganta. Sua queda foi rápida e fatal, e o som do impacto ecoou pelas ruas vazias da cidade.
Mas a morte não foi o fim para ele. Ele se viu flutuando em uma paisagem estranha e onírica, com céus vermelhos e rios de fogo. Não sentiu medo ou dor, apenas uma sensação de liberdade e redenção.
Enquanto caminhava pela paisagem, encontrou uma figura sombria andando pelo deserto. Era ele mesmo, ou pelo menos uma versão distorcida e sinistra de si mesmo.
Os dois se aproximaram, trocando olhares. A figura sombria disse: "Você está morto. Não há mais chance de voltar atrás."
Sendo assim o jovem rapaz se encontrou no delírio eterno da loucura.