✹ ׂ Notas Iniciais:
Para que conste, eu sou uma admiradora de Sleeping At Last, então as declarações aqui constadas foram baseadas em músicas, que inclusive, são algumas das minhas preferidas.
Dito isso, boa leitura!
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Mais tarde naquela mesma noite, Diana e Kal estavam a sós na sala de exames. Era como uma versão científica dos aposentos da Ilha da Cura. A princesa observou enquanto os pequenos nano robôs se acoplavam a sua pele, seus dados sanguíneos sendo enviados para a tela do dispositivo nas mãos do kryptoniano. Havia se tornado rotineiro, e ela já não se incomodava mais com as pequenas fisgadas em sua pele.
- O que foi, Kal?
Ela interrompeu o silêncio ao assistir as expressões do homem mudarem gradativamente. Seus olhos azuis focados na tela, enquanto acima de suas sobrancelhas havia um vinco, os dígitos movimentando sobre o dispositivo, e o leve ofegar foi o combo que deteve sua atenção.
- Uma queda repentina na contagem de seus glóbulos.
- Quanto?
- Quando medimos ontem, para nos certificarmos de que você estava bem para o procedimento, sua hemoglobina estava em 10g/dL, o que já era considerado baixo.
- E agora...?
- 5,5g/dL, isso é uma redução pela metade, com a diferença de um único dia. - Exasperado, ele soltou o dispositivo, seus passos apressados até a maleta onde ele mantinha alguns medicamentos, minuciosamente, preparados sob medida para a amazona. - Vou precisar começar a fazer administração endovenosa para que possamos subir um pouco, certo?
A mente de Diana girava com o excesso de informações, e ela apenas acenou em concordância, ocupada em manter sua mão de forma protetora sobre seu próprio ventre. Kal iniciou um discurso sobre como ele faria, que os cálculos da quantidade se baseavam numa expressão cujas variáveis eram seu peso, uma constante, a variação entre o valor atual de sua hemoglobina e a que desejavam atingir, a quantidade do medicamento e outras coisas que ela não conseguiu acompanhar. O acesso venoso tomou lugar entre os nano robôs e se vinculou ao soro que diluía a medicação.
- Vou regular o gotejamento, então vamos ficar aqui por uns bons minutos. Se sentir algo, me diga.
Mais uma vez, ela apenas assentiu enquanto o observava tomar as rédeas da situação como se fosse um verdadeiro médico. A perspectiva a fez rir em escárnio, em todos os seus anos, que eram muitos, só havia visto médicos em séries e filmes. Seu maior contato com algo próximo a um hospital eram as tendas e templos de curandeiros, como a ala médica da Torre de Justiça, a qual ela frequentou poucas vezes, e por breves momentos. Então agora aqui estava ela, como uma mera humana comum, esperando que o soro e medicamento surtisse algum efeito em seu corpo. O líquido estava gelado enquanto adentrava sua veia, e ela desviou o olhar para Kal-El que ainda a encarava de forma preocupada, o chamando com um gesto simples. Seus dedos se uniram, e ela suspirou, se permitindo relaxar sobre a cama sem deixar de perceber a presença imponente do homem ao seu lado. Não sabia ao certo quantos minutos haviam se passado quando sentiu seu estômago revirar em seu interior, sua saliva excessiva sendo de difícil deglutição, enquanto sua respiração se tornou pesada.
- Kal. - Sua voz fora mais como um aluído desgostoso que captou a atenção desejada.
- O que está sentindo?
- Um pouco de enjoo...
Quando as orbes azuis se focaram na forma pálida e ofegante da princesa, ele se apressou para reprogramar o aparelho, aumentando o tempo, e diminuindo assim o gotejamento, o suficiente para que ela se sentisse melhor após mais alguns minutos.
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Rewrite the Stars
FanfictionApenas mais uma releitura de Immortal Beloved. What if we rewrite the stars? Say you were made to be mine Nothing could keep us apart You'll be the one I was meant to find It's up to you, and it's up to me No one could say what we get to be So why d...
