Capítulo 7

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Aegon Aegon estava enlouquecendo. Jacaerys o estava ignorando havia vários dias, e isso o corroía por dentro. Aquele maldito bastardo não podia fazer isso, ele não tinha esse direito. Aegon aproveitou que Cregan havia saído para caçar com alguns nobres e demoraria dias para voltar. Mesmo que seu marido tivesse deixado pessoas para vigiá-lo, Aegon conhecia o castelo melhor que todos. No segundo dia após a partida de Cregan, Aegon decidiu que era a hora de agir.

O ômega esgueirou-se pelos corredores do castelo e foi até o quarto de Jacaerys. Seu sobrinho ainda não havia voltado, então Aegon esperou pacientemente por ele.

Ele começou a mexer nas coisas do quarto de Jace. Encontrou um livro de Aemond na mesa de cabeceira de seu sobrinho. Seu maldito irmão não era tão sonso quanto Aegon pensava. Ele estava se aproximando de Jace, enquanto Aegon era afastado. Só que Aegon não permitiria isso. Ele destruiria Aemond, faria seu irmão pagar por tentar roubar aquilo que era dele.

Aegon jogou o maldito livro no fogo da lareira e observou as chamas consumi-lo.

A porta se abriu, e Jace entrou por ela.

— Por que você está aqui? — Jace perguntou.

— Eu estava com saudades de você, meu amor — Aegon tentou beijá-lo, mas Jace recusou.

— Isso é perigoso, Aegon. Se alguém souber que você está aqui, pode colocar sua vida em risco — Seu sobrinho parecia realmente preocupado.

Aegon sentiu o cheiro de seu irmão sobre Jace.

— Por que você cheira como o Aemond? — Aegon perguntou com a voz embargada. Seus olhos se enchiam de lágrimas. Maldita gravidez.

— Nós estávamos juntos conversando — Ele respondeu, olhando para qualquer lugar, menos para Aegon.

— Você ainda me ama, Jace?

— Eu sempre vou te amar, Aegon — Seu sobrinho disse, encarando-o.

— Então por que você recuou quando eu quis te beijar? — Aegon se aproximou do alfa.

— Temos que parar de nos ver, Aegon. Isso pode ser perigoso para você — Jace disse, e Aegon revirou os olhos.

— Eu nem vejo você direito, Jace. Estou com tanta saudade de você. Achei que poderíamos nos ver enquanto eu estivesse aqui, só que você prefere passar tempo com aquela aberração caolha — Aegon falou com raiva.

— Não o chame de aberração — Jace defendeu Aemond, e Aegon ficou furioso.

— Você está o defendendo? — o ômega gritou.

— Ele é seu irmão. Você não devia falar dele assim.

— Desde quando você o defende? Antes você não se importava com a forma como eu falava de Aemond, você achava engraçado — Aegon disse.

— Quando éramos crianças. Só que somos adultos agora, e ele é meu noivo. Então, não o ofenda na minha frente outra vez — Jace o olhou, e Aegon quis chorar ali mesmo.

Estava tudo errado. Jacaerys não devia defender Aemond, não contra Aegon.

Aemond estava outra vez roubando algo dele. Desde pequeno, Aemond era como um carrapato em Aegon. Ele roubou sua mãe. Ele conseguiu ser o filho perfeito que Aegon nunca tentou ser. Até Helaena preferia Aemond a ele. Seu avô sempre desejou que ele tivesse sido o primogênito; assim teria o herdeiro perfeito. A única coisa que Aegon nunca achou que Aemond pudesse roubar era Jacaerys — só que agora ele não tinha tanta certeza.

— Você não pode gostar dele, Jace. Você não. Eu não suportaria te perder para ele… não para ele — Aegon chorava, angustiado.

Jace correu até ele e o abraçou.

— Não chore, Aegon. Você não vai me perder, eu te juro — Jace o confortou.

— Eu te amo tanto, Jace. Prefiro morrer a não ter você ao meu lado.

— Eu também te amo — Desta vez, foi Jace quem o beijou.

Eles continuaram se beijando até o ar tornar-se necessário.

Aegon sorriu para Jace.

— Eu estava com tanta saudade de você — disse, beijando a mandíbula de Jace.

— Eu não devia deixar você aqui… só que eu não consigo, porra. Você tem tanto poder sobre mim, Aegon. Sempre teve — Jacaerys juntou suas bocas de novo, e Aegon suspirou, satisfeito.

Jace sempre seria dele. Ele faria Aemond entender isso.

Aegon empurrou Jace até a cama do alfa e subiu em seu colo.

— Não podemos fazer isso. Não enquanto você estiver esperando o filho dele — Jacaerys falou antes que Aegon tirasse sua roupa.

Essa gravidez estava enlouquecendo Aegon. Aquela criança atrapalhava seus planos. Ele não via a hora de esse bebê nascer e Aegon ser livre.

— Podemos pelo menos dormir abraçados? — Aegon perguntou, saindo do colo de Jace.

— Sim. Durma bem, meu amor — Jace respondeu com um sorriso que Aegon amava.

— Você também… durma bem. E eu te amo — Aegon deitou a cabeça no peito dele.

— Eu te amo, Aegon — Seu sobrinho disse, e Aegon adormeceu em seus braços.

— Eu te amo, Aegon — Seu sobrinho disse, e Aegon adormeceu em seus braços

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Jace observava Aegon dormindo. Ele queria que aquele momento durasse para sempre. Seu tio ali era seu maior sonho e desejo — só que estava condenado a não acontecer.

Ele abraçou Aegon com força. Aquela podia ser a última vez.

Quando Jace acordou no dia seguinte, Aegon já havia ido embora, mas seu cheiro ainda permeava pelo quarto.

Ele se levantou e se preparou. Hoje ele voaria em Vermax junto a Aemond e Vhagar. Ele havia prometido isso ao seu tio.

Jace procurou o livro de Aemond no quarto e não o encontrou. Algum servo devia tê-lo levado à biblioteca.

— Achei que você não viria — Aemond esperava por ele na entrada do castelo.

— Desculpe se me atrasei com algumas coisas, mas podemos ir agora — Jace disse, pegando a mão de Aemond e ajudando-o a entrar na carruagem.

— Para onde iremos? — Aemond perguntou.

— Pedra do Dragão. Você não disse que gostaria de conhecer nossa sede ancestral? Passaremos o dia lá e eu te mostrarei tudo — Jace sorriu para ele. Sentia-se como se estivesse traindo Aegon.

Ele amava Aegon acima de qualquer coisa. Ele sempre seria o amor da sua vida. Só que precisava pensar no futuro do reino. Um dia ele governaria os Sete Reinos. Muitos viam em Aegon o herdeiro perfeito, aquele que deveria governar no lugar de sua mãe. Outros olhavam para Aegon como se ele não merecesse viver. Aegon era como o caos. Já Aemond era o contrário — muitos o viam como o consorte perfeito, aquele que o ajudaria a ser um governante digno. Aemond deveria ser aquele ao seu lado quando ele subisse ao Trono.

Desistir de Aegon seria sua maior provação.

Ele esperava que Aegon o perdoasse um dia.

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