Todos os Sete Reinos sempre souberam do amor entre o Príncipe Herdeiro Jacaerys Velaryon e seu tio, o Príncipe Aegon Targaryen, e de como eles foram separados quando Aegon foi obrigado a se casar com Cregan Stark, o Senhor de Winterfell.
Anos depois...
Aegon observou a interação de Aemond com Jacaerys; eles até pareciam um casal de verdade. Aegon odiava isso.
O rei Viserys deu um banquete para anunciar a data do casamento entre seu irmão e seu sobrinho. Aegon não queria estar ali; ele foi praticamente obrigado a participar do evento, só que Cregan o forçou a vir, e Aegon não iria contrariar Cregan — se ele obedecesse seu marido, ele o deixava em paz.
— Você não deve estar olhando tanto assim para o noivo de seu irmão — Cregan falou, e Aegon revirou os olhos.
— Ele está bem na minha frente. Pra onde você acha que eu vou olhar? — Aegon perguntou zombando de Cregan, que apertou sua coxa.
— Cuidado com as palavras, meu amor. Daqui a pouco vai ser só eu e você novamente — Cregan beijou sua bochecha, e os olhos de Aegon se encheram de lágrimas.
— Vejo que vocês são um casal muito apaixonado — seu pai falou, chamando a atenção de todos, que olharam para Aegon e Cregan.
— Somos, Vossa Graça. Logo teremos o primeiro herdeiro; vai ser o primeiro de muitos — Cregan sorriu amoroso para Aegon.
— Você deve estar muito ansioso para o nascimento de seu filho. Você sempre sonhou em ser pai — Viserys disse. Sim, Aegon sonhava em ser pai, só que dos filhos de Jace e não de alguém que abusou dele desde a noite de núpcias.
— Estou muito ansioso — Aegon respondeu em um tom seco.
Jace olhou para Aegon por alguns segundos e depois desviou os olhos.
— Logo serão Aemond e Jacaerys nos presenteando com uma criança e a herdeira do trono — Aegon queria que seu pai morresse ali; estaria fazendo um favor para os Sete Reinos se fizesse isso.
— Vovô, ainda vai demorar pra isso acontecer — Jace falou.
Aegon ignorou o resto do jantar. Ele estava muito cansado pra tudo. Quando terminou, voltou para o quarto sozinho; Cregan o deixou em paz essa noite.
No outro dia, Aegon foi acordado por sua mãe entrando em seu quarto.
— Como você entrou aqui? — Aegon continuou deitado.
— Cregan me deixou entrar — sua mãe respondeu, olhando para Aegon, que a ignorou.
— Por que você está aqui? — Aegon perguntou à mulher.
— Vim te convidar para tomarmos o jejum juntos com seus irmãos — Alicent falou animada, e Aegon quase vomitou.
— Eu prefiro enfiar uma faca na minha garganta a estar em qualquer lugar que Aemond esteja — Aegon encarou sua mãe com desdém.
— Você não pode tratar seu irmão assim. Ele não pediu para se casar com Jacaerys — como sempre, sua mãe defendeu Aemond. Desde que eram crianças, ela ficava ao lado dele.
— Eu vou tratá-lo como ele merece. Ele podia ter dito não, só que preferiu ser um filho obediente e vai destruir meu futuro com Jace! — Aegon gritou.
Sua mãe o olhou assustada.
— Você e Jacaerys não têm futuro. Você está casado e logo vai ter seu próprio filho, Aegon — sua mãe tentou se aproximar da cama, e Aegon rosnou, enfurecido.
— Por sua culpa e de Viserys, que me casaram com um maldito estuprador — Aegon disse, e sua mãe estava evitando olhar para ele.
— Aegon, esse sempre vai ser o meu maior erro… eu sinto muito — Aegon riu quando sua mãe falou isso.
— Suas desculpas não vão apagar dois anos, sofrendo os piores abusos que passei. Você nunca vai entender isso — Aegon mostrou à mãe os últimos machucados que Cregan deixou nele.
A mulher olhava para Aegon com pena.
— Eu sinto muito, Aegon — sua mãe sussurrou.
— Vá embora daqui agora mesmo. Eu não quero ver você. Eu te odeio — Aegon falou, e sua mãe saiu calada. Ele a odiava; se não fosse por ela, Aegon estaria casado com Jace. Só que sua mãe achava o sangue de Jacaerys impuro e convenceu o rei a negar o casamento deles. Assim, Aegon foi vendido a Cregan e seu tormento começou.
Aegon nunca perdoaria nenhum dos dois.
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Já era no meio da tarde quando Jace encontrou Aemond. Eles deveriam passar um tempo juntos.
— Sobrinho, você finalmente apareceu — Aemond o cumprimentou quando ele chegou ao jardim.
— Eu estava um pouco ocupado com algumas aulas. Desculpe se eu te fiz esperar por muito tempo, tio — Jace se desculpou.
— Tudo bem. Você é o príncipe herdeiro, tem muitos deveres. Precisa estar preparado para um dia governar os Sete Reinos — Aemond falou compreensivo. Ele sabia que seu tio era o único dos filhos de Alicent que gostava de estudar como ser um herdeiro. Aegon odiava fazer qualquer coisa além de voar em Sunfyre ou estar ao lado de Jace; seu tio sempre tentava fazer Jace fugir das aulas ou das reuniões do conselho.
— Não vamos falar de deveres agora. Vamos dar um passeio — Jace ofereceu a mão a Aemond, e o ômega aceitou.
— Sobrinho, quais eram suas aulas de hoje? — Aemond perguntou.
— A história das outras casas de Westeros. Hoje eu estava estudando as casas das Terras da Tempestade — Jace falou.
— É muito engraçado que os Baratheons tenham sangue Targaryen em suas veias, e não tenham nenhuma característica Targaryen — Aemond disse.
— Sim. Orys era um bastardo Targaryen, e muitos dizem que ele era amante de Aegon, o Conquistador, e que a Casa Baratheon tenha sido governada pelos filhos dos dois. Afinal, Orys era um ômega — Jace sempre achou esse boato maravilhoso e talvez assim tivesse uma mínima chance de ser filho de seu pai Laenor.
— Isso é apenas um boato, sobrinho. E um boato bobo — Aemond falou como se tudo que Jace dissesse fosse ridículo. Pelo menos Aegon acreditava e tinha certeza de que tudo era verdade.
Depois disso, eles conversaram muito pouco. Só falaram das coisas que fizeram no dia. Aemond não gostava muito de falar.
Jace deixou Aemond nos jardins e foi para seu quarto. Ele não viu Aegon naquele dia; seu tio passava o dia todo trancado no quarto.
Ele aproveitou que Cregan havia saído para a cidade e foi até o quarto de Aegon pelas passagens secretas. Quando entrou, seu tio estava dormindo.
— Oi, meu amor — Jace mexeu no cabelo de Aegon. O ômega primeiro travou com o toque e depois relaxou quando viu Jace.
— Jace… — Aegon sorriu e se jogou em seus braços. — Eu estava com tanta saudade de você — Aegon disse, ainda o abraçando.
— Eu também, meu amor. Você está bem? — Jace beijou Aegon.
— Só um pouco cansado. Essa… — ele tocou a barriga — está sugando todas as minhas energias — Jace se deitou ao lado de Aegon.
— Então vamos descansar um pouco — Jace deixou Aegon se aconchegar e deitar a cabeça em seu peito.
— E se ele voltar? — seu tio perguntou sonolento.
— Ele não vai — Jace prometeu. Cregan não voltaria até amanhã; o Stark sempre ia à mesma casa de prazer, e Jace havia dado dinheiro a Mysaria para que ela não deixasse o alfa voltar até o outro dia.