Todos os Sete Reinos sempre souberam do amor entre o Príncipe Herdeiro Jacaerys Velaryon e seu tio, o Príncipe Aegon Targaryen, e de como eles foram separados quando Aegon foi obrigado a se casar com Cregan Stark, o Senhor de Winterfell.
Anos depois...
Só que Aegon não respondeu. No momento em que viu Jace beijando Aemond, ele saiu andando sem se importar com nada; não queria ver ninguém ou falar com ninguém naquela hora. A raiva transbordava do corpo de Aegon.
Ele não sabe como, mas conseguiu se afastar tanto de Jacaerys quanto de Daeron, que estava correndo atrás dele. Aegon só queria sumir daquele maldito castelo. Ele nunca deveria ter voltado para Porto Real; pelo menos não teria sido traído e trocado pelo amor da sua vida — a pessoa que jurou amá-lo e protegê-lo, e o traiu na primeira oportunidade que teve.
Quando Aegon virou um corredor, Larys Strong se aproximou. O ômega tentou ignorá-lo, só que foi impossível.
— Meu Príncipe, que bom vê-lo — o homem o saudou.
— Lorde Strong, estou com um pouco de pressa agora — Aegon tentou não ser rude.
— Meu Príncipe, eu posso ter a solução para acabar com sua dor e aflição — Strong falou, e Aegon travou no lugar.
— Como assim?
— Eu posso ajudá-lo a se livrar daquele que o faz sofrer — o homem deu um passo, ficando perto de Aegon.
— E por que você faria isso, Lorde Strong? — perguntou Aegon com interesse.
— Porque seu avô é meu amigo, e ele tem um destino reservado para você, meu Príncipe. Então… você vai querer minha ajuda? — Larys Strong era uma pessoa assustadora.
Claro que seu avô estava por trás disso, Otto sempre estava no centro de tudo.
— Só não faça nada com Jacaerys — foi a única coisa que Aegon disse.
— Como você ordenar, meu Príncipe — Larys se afastou, arrastando-se para longe de Aegon.
Aegon observou enquanto ele sumia.
— Aqui está você, Aegon. Não saia assim novamente — Daeron parou ao seu lado.
— Vamos, Daeron — Aegon chamou o irmão, e eles começaram a andar para o quarto de Helaena.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Você está bem? — sua mãe perguntou quando ele entrou no quarto.
Ela agarrou suas mãos, tentando o puxar para um abraço.
— Não me toque. Eu já te falei diversas vezes para não fazer isso — ele puxou sua mão de perto de Alicent com repulsa. — E estou ótimo, nunca fui tão feliz como hoje na minha vida — Aegon respondeu sarcasticamente.
— Aegon, você tem que entender… as coisas mudaram. Seu sobrinho e seu irmão merecem a chance de serem felizes — Alicent começou a falar, e Aegon quis enforcá-la ali mesmo.
— Parece que todos têm esse direito, menos eu, não é, mãe? Fui obrigado a casar com um monstro que faz as piores coisas comigo, sou obrigado a carregar um filho dele, e ainda tenho que ficar feliz pelo meu irmão, quando ele tem aquilo que é meu por direito! — ele exclamou.
— Às vezes não podemos ter aquilo que desejamos, Aegon — Helaena falou, e Aegon perdeu o último resquício de paciência que tinha.
— Cala a boca você também! Isso também é culpa sua! Você é quem devia ter se casado com o Cregan, e não eu! Só que você era esquisita demais para ele e ele me quis — Aegon gritou, assustando Helaena. — Então não venha dizer que eu devo aceitar o meu destino, pois eu não aceito! Eu vou mudá-lo, e que se dane as consequências — ele se levantou da mesa.
— Não fale com sua irmã assim — sua mãe tentou segurá-lo.
Aegon puxou o braço com força, e Alicent caiu no chão.
— Eu falei para não me tocar — a manga da roupa de Aegon subiu, revelando as marcas da última noite com Cregan.
Sua mãe e seus irmãos olharam horrorizados.
— Isso foi Cregan?…
— Sim, isso foi ele. Você está vendo o casamento perfeito que você me proporcionou? Essa marca ainda é leve perto das coisas que ele fazia comigo no Norte, fora as coisas que ele deixava os outros fazerem comigo. Isso é tudo culpa sua — Aegon esbravejou.
— Eu sinto muito, Aegon — sua mãe sussurrou, e ele revirou os olhos.
— Eu não quero suas desculpas. Elas não vão apagar os dias que sofri nas mãos dele, nem os próximos anos que ainda continuarei sofrendo — Aegon deixou sua família no quarto de sua irmã e foi para o seu.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Depois que Aegon o viu beijando Aemond, Jace tentou falar com o ômega, mas foi impossível — seu tio se recusou e foi embora, e Alicent mandou que o deixasse em paz. Ele sabia que a mulher estava certa, mas sentia que precisava se desculpar com Aegon de alguma forma.
Aemond foi voar em Vhagar, e Jace ficou o resto do dia tentando estudar política com o meistre, só que era impossível: Aegon e Aemond não saíam de sua cabeça.
Na hora do jantar, Aegon estava com Cregan ao seu lado, e seria impossível falar com ele naquele momento. E Aemond ainda não havia aparecido para o jantar — algo que Jace achou muito estranho. Seu tio era um dos primeiros a chegar.
Um servo entrou correndo e falou algo para Sor Criston Cole, que ficou com uma expressão nada boa. Jace sentiu seu corpo tremer de medo.
— Minha rainha, eu preciso informar que algo que acabou de acontecer — Sor Criston disse.
— Pode dizer, Sor Criston.
— Aconteceu algo com o Príncipe Aemond — o homem falou, e Jace soltou o garfo que segurava.
— O que aconteceu com meu noivo? — Jace perguntou.
— O Príncipe Aemond foi atacado quando voltava do seu voo com Vhagar. Ele foi esfaqueado e não sabe se vai sobreviver — Sor Criston terminou.
— Meu filho… eu preciso vê-lo — Alicent saiu correndo, seguida por Sor Criston.
Todos na mesa pareciam horrorizados com a notícia — menos Aegon. Sua expressão era de satisfação e, depois, de pura dor. Seu tio levou a mão à barriga.
Aegon devia ter dedo no ataque de Aemond. Depois que seu tio desse à luz, ele faria Aegon confessar.
— O bebê vai nascer — ele gritou para Cregan.
— Chamem um meistre! — sua mãe ordenou a Sor Arryk, que saiu correndo.
Jace olhou para Aegon antes de ir atrás de Aemond. Seu noivo precisava dele.