Todos os Sete Reinos sempre souberam do amor entre o Príncipe Herdeiro Jacaerys Velaryon e seu tio, o Príncipe Aegon Targaryen, e de como eles foram separados quando Aegon foi obrigado a se casar com Cregan Stark, o Senhor de Winterfell.
Anos depois...
Depois da conversa que tivera com Jace na noite anterior, Aegon sabia que tudo tinha voltado ao normal e que os planos deles voltariam a ficar ativos. Era só o bebê nascer e Cregan finalmente morrer, e então eles poderiam ficar juntos como sempre sonharam e planejaram a vida toda.
Ele seria finalmente feliz e livre com a pessoa que amava.
Aegon acordou feliz e tomaria seu desjejum com sua mãe e seus irmãos. Aegon estava tão de bom humor que até Aemond ele toleraria hoje.
Quando Aegon chegou, só Helaena e sua mãe estavam lá.
— Bom dia, mãe e irmã — Aegon falou, bem-humorado.
— Vejo que você acordou de bom humor hoje, querido — sua mãe sorriu para ele.
Helaena estava calada, olhando para ele com pena. Aegon não entendeu.
Logo Daeron apareceu e se juntou a eles.
— Aemond não vem? — seu irmão perguntou. Aegon havia esquecido da existência simplória de Aemond.
— Não, ele foi para Pedra do Dragão com Jacaerys esta manhã — sua mãe respondeu, e Aegon derrubou a taça de suco que estava em sua mão.
Ele olhou para sua mãe, que pareceu notar o erro que cometera.
Seu irmão estava com Jacaerys em Pedra do Dragão? Só podia ser mentira. Aquele era o lugar que ele e Jace iam quando queriam ficar sozinhos e longe da família deles.
Como Jacaerys se atrevia a levar Aemond lá?
— Aegon, você está bem? — sua irmã perguntou.
— Não estou bem. Como eu estaria depois de tudo? — Ele sorriu e olhou para a mãe.
— Aegon, por favor… — ela pediu.
— Não me peça nada. Irei destruir seu amado filho, para ele aprender a não tocar naquilo que não é dele — Aegon falou, e sua mãe levantou a mão.
— Faça isso mesmo, mãe. Já estou acostumado, Cregan faz muito pior. Um tapa não é nada pra mim — Aegon disse. Mas o tapa não veio. Os olhos de sua mãe estavam cheios de lágrimas e seu lábio inferior tremia. Ela choraria a qualquer segundo. Ele não se importava; ela poderia chorar até morrer.
— Do que você está falando, Aegon? — Daeron se levantou e veio até ele.
— Nada que valha sua atenção, Daeron. Agora eu preciso ir, estou muito cansado — Aegon disse ao se levantar.
— Aegon, me escute. Vai ser melhor para você — sua mãe tentou falar com ele.
— Eu não quero escutar. — Aegon sequer olhou para a figura da mãe antes de ir embora. Toda a felicidade foi arrancada dele outra vez, e Aemond era novamente o culpado disso. Ele faria seu irmão pagar.
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Não demorou muito para um servo bater à porta do quarto de Aegon e informar que o rei queria vê-lo.
Quando Aegon chegou nos aposentos do rei, ele não era o único lá esperando por ele. Sua mãe e irmã também estavam; estranhamente, seu avô não estava.
— Majestades, vocês desejavam me ver? — Aegon se curvou para as três figuras.
— Sua mãe me contou sobre a conversa que vocês tiveram no jardim hoje, Aegon — seu pai falou, e Aegon revirou os olhos. Sua mãe era uma maldita traidora.
— Não me lembro de nenhuma conversa. Você poderia refrescar minha memória? — Aegon zombou.
— Não se faça de tolo, garoto. Você ameaçou seu irmão por causa do casamento dele com Jacaerys — Viserys esbravejou.
— E daí? São ameaças vazias, meu rei. Você vai me punir? — perguntou Aegon.
— Você merecia perder a cabeça por sua insolência. Já te disse para ficar longe de Jacaerys uma vez, e essa vai ser a última. A ameaça que fiz antes ainda está valendo. Você vai aceitar esse casamento e não vai fazer nada — Viserys falou.
— Eu não tenho medo de você. Na verdade, não tenho medo de ninguém aqui. Suas ameaças não são nada pra mim. Você já fez a pior coisa que poderia fazer comigo — Aegon respondeu com desprezo. Sua mãe o olhou horrorizada; Rhaenyra estava calada, olhando para ele.
— Ele é seu rei, Aegon. Não fale com ele assim! — sua mãe gritou.
— Eu não me importo com isso. Você já devia ter entendido — ele rebateu.
— Eu vou te mandar para o exílio se você continuar assim — o rei disse, e Aegon riu.
— Eu quero ver você tentar. Se ninguém precisa de mim, vou voltar para o meu quarto. — Ele se curvou e foi embora.
Viserys não o assustava.
Aegon saiu andando e escutou passos atrás dele. Era Rhaenyra.
— Aegon, podemos conversar? — sua irmã pediu, e Aegon reprimiu o desejo de mandá-la para o inferno. Ela era outra traidora.
— Se você for me repreender, eu não vou escutar. Já escutei demais hoje — Aegon disse.
— Eu só quero que você desista, Aegon — sua irmã falou.
— Você é realmente uma traidora. Antes você me apoiava… por que mudou de opinião, irmã? — Aegon perguntou.
Os olhos de Rhaenyra estavam cheios de pena.
— Às vezes temos que desistir daquilo que amamos, Aegon. Muitas vezes devemos deixar aquele que amamos ir, mesmo que isso doa em nós — disse Rhaenyra. A voz de sua irmã estava repleta de dor, como se ela mesma tivesse passado por aquilo.
— Eu não vou perdê-lo para Aemond. Não para Aemond. Ele não merece alguém como Jacaerys, e todos sabem disso. Meu irmão é uma pessoa horrível; ele devia ter Jace? Não enquanto eu sou forçado a Cregan — os olhos de Aegon ardiam, mas ele não ia chorar ali.
— Eu sinto muito, Aegon. Mas você deve seguir em frente… meu filho quer isso — Rhaenyra exclamou, e Aegon a deixou sozinha no meio do corredor.
Depois de se afastar de Rhaenyra, ele finalmente permitiu que as lágrimas caíssem.
Aegon andava apressado para que ninguém o visse chorando. Quando virou o corredor, seu corpo esbarrou em outro. Antes que caísse no chão, braços fortes o seguraram. Era Lucerys.
— Tio Aegon, algo aconteceu? — ele perguntou preocupado. Aegon não conseguiu responder; seu choro só aumentou, e Luke o abraçou com força. — Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui — Luke murmurou contra a cabeça de Aegon.
— Todos me odeiam, Luke. Todos estão contra mim… — Aegon disse em meio às lágrimas.
— Eu não odeio você, nem estou contra você, tio. Estou aqui por você, para qualquer coisa. Não deixarei ninguém te fazer mal. Destruirei qualquer um que for contra você — Luke apertou ainda mais o abraço.